26 setembro, 2008

Sexta de gafieira no sitio de rock

banner gafieira orkut setembro08

Mexe o corpo total, com a Maroca sambalizando geral.
Bora balançar esse bumbum aí minha gente!

Nesta sexta, 26/09, a partir das 22h no Rock'n'Race, pela bagatela de 5 reais.
E de lambuja vai rolar a discotecagem antenada do Chico Tripa Sound Resistance.

beleza beleza belezaaaa

16 setembro, 2008

Festival da Canção em São Luís do Paraitinga

Começou segunda-feira o segundo festival da canção de São Luis.
Rolam varias oficinas de música pela cidade, como a dos barbatuques e a com pedro luis e a parede. Acontece também o festival de bandas no coreto, com premiação e os peixões grandes que atrairão multidões.

o bom e velho zeca baleiro começa amanhã, quarta-feira, a leva dos famosos. seguido de lenine na quinta. E sexta começa o que há de melhor. TOM ZÉ. Seguido de MORAES MOREIRA no sábado e encerrando com ANTÔNIO NOBREGA. Diz ai. Só faltou ser feriado.

vai ser fim de semana dos bons. aqui perto, cidade firmeza. imperdível.

programação completa aqui ó

10 setembro, 2008

De volta oa lance da Choque Cultural

Agora com as ideias mais no lugar, vou meio que esclarecer o meu primeiro post.

Pixação não é coisa de criança né ... existe aqueles que escrevem "rogerinho viado", "ta, te amo", "vanessa gostosa", "vai tomar no #$" e que de fato só estão sujando muro pra escrever besteira. Mas tem aqueles que saem no role sempre que dá pra lançar tag, marcar os lugares mais complicados de se chegar, fugir de policia, ter visibilidade da tag e enfim, vivem nisso, amam isso e não são crianças, muito pelo contrário. Gostam da adrenalina do risco de fazer isso e do prazer que sentem qdo veem a marca que fizeram em um lugar onde varias pessoas passam por dia (ou não).
Tem gente que sente prazer jogando golf, e tem gente que sente prazer pixando. Cada um na sua.
Graffiti é pixação mais detalhada, colorida e facil de entender para os leigos. Mas é pixação tbm. É igual. Pixador e graffiteiro se respeitam de igual pra igual. A expressão de um nao é melhor que a do outro. Estão todos na mesma.
Então, pessoas que nao entendem pelo menos isso, nao tem opinião valida numa discussão que foca a resposta de pixador num mercado que vende o graffiti como produto. E outra ... graffiti não. Graffiti é um universo enorme com varios estilos e atitudes. O mercado vende uma pequena fração desse universo como graffiti como um todo. E quem nao sabe de nada compra a idéia.
Só que isso não é de agora. Há 20 anos o graffiti virou produto. E ha 20 anos existe essa bronca do movimento com aquilo que as galerias exibem e vendem como graffiti.

Pronto. Tendo isso esclarecido, pelo menos pra mim, a ação de pixadores, que são a essencia da arte de rua, numa galeria que se propoe a transformar a arte de rua em produto, faz sentido!! E pra mim a ação gerou mais discussão do que destruição, ja que a maioria das peças la dentro sao emolduradas e tem proteção em vidro ou acrilico. E quem pixou sabia disso.

Só que ai que ta. Lendo mais sobre o tal atentado, ainda nao ficou clara a intensão da galera que fez isso. Se realmente foi uma resposta do movimento ou se foi capricho de um universitario classe media com uma queda por contravenção.

Não ficou claro nem se foi armação da propria galeria. Coisa que ja nem eu acredito mais também.

Acho que esse mundo capitalista selvagem que vc diz não é tao onipotente assim. E tem muita gente ai que faz o que faz sem visar acumular lucro sim! Só pelo prazer da coisa. Simples assim. Tem gente que quer mais respeito que dinheiro. Parece piegas isso mas tem! E nesse meio de pixação e graffiti então o que se menos da valor é propriedade e riqueza.

E artista nao. Artista quer fama. Pode jurar que nao. Mas é isso que quer.
Então misturar graffiti com arte não da liga, entende?

Pixadores invadem galeria e danificam acervo em SP

Em resposta ao meu amigo Juninho, que eu respeito muito, mas não concordo com o ponto de vista dele sobre a invasão da galeria Choque Cultural, local que eu frequentava e respeito muito.
Eu não sou nenhuma artista ou eximia conhecedora do mundo das artes. Eu sou apenas uma paulistana de nascença, que cresceu entre o centro da cidade e a periferia. Eu já pixei muros na minha infância, mas fazia aquilo por mero entretenimento, não tinha nenhuma visão revolucionária ou artística.
Meu amigo disse “Já não era nenhuma novidade a tal da domesticação da street art e apropriação da mesma pela mídia e pelo mainstream já é uma realidade há muito tempo em todo o mundo” eu não sei o que seria domesticação neste caso, seria por a arte de rua dentro de casa?
Vamos definir que arte é um substantivo abstrato, logo, não é uma coisa concreta que pode ser vista e moldada objetivamente. A arte é subjetiva, por isso muita gente não vê arte na pixação, assim como não vê arte em Picasso, ou nos Gêmeos, tem gente que acha que é um amontoado de cores e rabiscos. Sim, eu já vi gente falar mal de artistas finados que são conceituados e suas obras valem milhões. Opinião é um substantivo abstrato também. “Supondo que a ação tenha de fato sido legítima, a ação dos pixadores foi louvável”, Juninho, o que legitimaria uma invasão de propriedade? Se fosse um bando de sem-teto que se apropriou de lá porque não têm onde morar, eu acharia super louvável. Mas um bando de marmanjo dizendo ser contra a institucionalização e comercialização da arte, eu acho absurdo. Afinal, não existem “donos da arte”, existem artistas que optam por vender ou não um trabalho. Vivemos no mundo capitalista, onde o objetivo é ascender financeiramente e acumular capital, titio Marx disse isso mil vezes.
É claro que hoje em dia a arte também é um mercado, como tudo mais que existe neste mundo. Até assassinato é comercializado, por que a arte não seria? Eu concordo que os pixadores são marginalizados, mas é fato que o homem é feito de pré-concepções, e tudo que sai fora da linha do “correto” é contravenção. Por isso são considerados vândalos. Por isso existe até punição pra pixação. Mas eu, como periférica e contraventora que sou, acho que eles devem sim continuar com a STREET ART deles, mas respeitando quem opta por fazer a arte comercialmente. O street art saiu dos muros e prédios abandonados, o street art, como arte, é um mercado também. A rua é pública, ou seja, é de todos. Cada um faz o que quiser, dentro ou fora da lei.
“Estúpidos e Ignorantes são as melhores palavras que encontro agora pra definir aqueles que consideram graffiti uma "forma digna de arte" e pixação como mijo de cachorro demarcando território”, a opinião é sua, sempre vai ter gente contra a pixação, até mesmo gente que entrou no graffiti como pixador e agora nega as raízes. Nem tudo é igualdade no mundo em que vivemos, Juninho.
“A opinião desses deve não só ser ignorada, como ridicularizada” quando uma coisa incomoda, é porque, de alguma forma, é uma realidade. Se você vai ignorar, não vai ridicularizar e vice-versa. Ou você admite uma ofensa, ou você a ignora.
Sobre o ato ter sido encomendado ou não pela Galeria, a verdade vai aparecer, mas fica feio pros pixadores invadir uma galeria de arte para protestar, sendo que eles tem as ruas de toda a cidade e todas as palavras do dicionário para clamar pelo seu espaço. Mesmo que tenham sido convidados a invadir, que pelo menos legitimassem a arte e não destruíssem os trabalhos já feitos. Respeito a pixação, respeito protestos, mas destruição gratuita é coisa de bárbaros.

sou brasileiro e não desisto nunca

estava eu num ponto de onibus num final de semana em são paulo...quando uma dessas pessoas muito falantes e simpáticas resolveu puxar assunto, eu tava de bom humor e vamos ao que interessa:

pois é,...como são essas coisas de hoje em dia...
já te contei a história do:

sou brasileiro e nao desisto nunca?

o cara q queria tanto me comer

ah é que eu era uma biscate né... agora sou santa total

eu tava ficando com um moderno de uma banda ai
e a gente sempre saia eu e os amigos dele e as minhas amigas
era mor de boa
meio namoradinho
mas eu era drogadinha na epoca, cheirava horrores
tava na facul ainda

sexualmente ativa e adorava aparecer, beijava umas minas na balada pra atrair mais homens pra pegar varios e ao mesmo tempo tbm, era uma putaria

agora eu sou evangelica, sei lá hahahahaha


sou uma anja assexuada

pq nao consigo ser metade do que eu era, acho que era fase


é, sei la, agora eu quero um amor...

enfim, voltando


eu sai da facul e fui encontrar o amigo do moderno que eu ficava pq ele tinha comprado 50 mangos de farosca pra mim

fui eu e uma amiga minha, trombamos o cara e tal fomos beber e cheirar

ERA UMA SEGUNDA-FEIRA

deu meia noite, a minha amiga ja tava mto louca e foi embora, eu fiquei e liguei pra minha mãev falando que ia dormir na casa da minha amiga
ai fiquei la com o cara bebendo, cheirando e trocando ideia
as 4 da manhã a gente ja tava bicudasso
e ele falou "vou dormir"
ele morava ali do lado

ai eu "porra mano, mas eu tenho que esperar o metro abrir!
ai ele "dorme em casa, é de boa"
ai fui pra casa dele, mas sei la qq rolou que tinha 20 primos dele, vó, tio, a familia toda na casa, nao tinha lugar nem pra eu e nem pra ele dormir

ai falei pra gente voltar pro bar
na volta passamos em frente a um hotel menos 5 estrelas
PODRE
ele disse "meu, to quebrado, vamos dormir no hotel eu pago"
ai eu "fodeu"

pq eu nao sabia dormir na mesma cama que um cara sem pelo menos pegar o cara
agora eu sei, aprendi a me comportar
mas na epoca eu nao sabia, eu ja me preparei psicologicamente pra meter né
subimos e tal era cama de casa no quarto, espelho no teto
camisinha na gaveta

tv nao funcionava
ai virei pra tentar dormir, ja q ele nao tinha feito nada
nem beijar na boca tinha tentado
pirei que era pq eu tava catando o amigo dele né

entao desencanei mas eu tava bicudassa pra dormir

ai virei ele tava olhando rpa mim, ai se pegamo e tal
e o pau nao subia
nao subia
ai ficava meia bomba
ai gastamos nessa 3 camisinhas pra nada né, pq era colocar q o bagulho caia

tentamos tudo, oral, 69, masturbação, tudo mas nao subia

ai enfim eu falei "olha, vamo dormir, vai, jaja vou embora"
ai ele solta
EU SOU BRASILEIRO E NAO DESISTO NUNCA

ai eu fiquei indignada e virei pra tentar dormir
ELE VEIO ME COMER DE LADINHO
EU ACORDEI SENDO COMIDA SEM CAMISINHA

ai ok ne, ja tava la metemos e tal, era meio dia ligaram pra falar q o periodo tinha acabado
ai tinha uma farmacia do lado do hotel

alem dele pagar o hotel ele pagou a pilula do dia seguinte
e tchau, beijos
eu achando que ia ficar em sigilo
qdo no mesmo o moderno me liga
EU SEI QUE VC FEZ ESSA NOITE O FULANO ME CONTOU, SUA VADIA
me xingou horrores
ai eu só disse

"olha, a gente não namora, ok? eu não devo nada pra ninguém"
ai no fds acabei trombando os 2 na balada
OS 2
e o que aconteceu?
EU PEGUEI OS 2

e depois nao queria mais ver a cara deles, e nao vi.. a té um dia trombar "o brasileiro" na praia um dia e fazer ele pagar altas brejas e ir embora.

....depois ela acendeu o cigarro, e me disse q não acreditava mais no amor. e meu ônibus chegou.

Pixadores invadem galeria em danificam acervo em SP.



Já esta circulando em blogs e jornais essa notícia.
Já não é mais segredo que quem "encabeçou" a tal ação direta foi o mesmo cabeçudo que ençabeçou o ataque a escola de Belas Artes em SP (sendo expulso na sequência).
Já não era nenhuma novidade a tal da domesticação da street art e apropriação da mesma pela mídia e pelo mainstream ja é uma realidade a muito tempo em todo o mundo (Baskiat que o diga... laaaaa nos remotos e afetados anos 80).

Mas a novidade que ta dando o que falar, é a possibilidade de todo esse circo ter sido armado pela própria galeria. Se de fato isso for verdade, que grande infelicidade. Mas se a ação direta por sua vez for legítima, parabéns.

Supondo que a ação tenha de fato sido legítima, a ação dos pixadores foi louvável, e ninguém no conforto do sofá de casa tem o direito de negar ou criticar isso. A resposta dada por aqueles marginalizados (e não marginais) a forma como tem sido tratada e vendida aquilo que muito deles levam seriamente como estilo de vida é digna de respeito (conquistado e não dado).

Estupidos e Ignorantes são as melhores palavras que encontro agora pra definir aqueles que consideram graffiti uma "forma digna de arte" e pixação como mijo de cachorro demarcando território. Não sabem de nada. Da onde vem, onde está nem pra onde vai. São aqueles que pagam pau para Banksy e mal sabem quem foi Taki 83.
A opinião desses deve não só ser ignoradas, como ridicularizadas.

Aqueles que acham errado pixação em muro público, mas correto pagar 5 mil reais no mesmo trabalho exposto em tela numa galeria só podem (desculpe a sinceridade) ter merda na cabeça.

A pixação paulista é única no mundo. Muitos gringos pagam pau. Assim como muitos graffitis brasileiros. Mas foi mal ai ... street art é na rua ... de graça ... livre ... de qualquer um para qualquer um. Colocar isso em galeria, a preços surreais, ainda mais em uma cidade como São Paulo, é o mesmo que vender areia na praia.

Agora supondo que a ação tenha sido encomendada pela galeria. E que daqui uns meses os mesmos quadros "danificados" (Ah! que estavam protegidos por acrílico) sejam vendidos pelo dobro do preço. Só resta aquele sentimento de vergonha pelos outros. Pela idéia infeliz dos dons da galeria, do expositores que abraçaram a ideia e dos tal pixadores que ainda aceitaram isso.

Re: A falsa sensação de liberdade

Quando todo mundo for gestor, aí é anarquia. Isso, infelizmente, é apenas um sonho distante --- a realidade está mais, principalmente no terceiro mundo, para a corporocracia (governo das corporações). E a democracia é muito mais antiga que o liberalismo, vem dos gregos antigos, que eram menos hipócritas e só consideravam os cidadãos de facto.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Corporocracia

09 setembro, 2008

A falsa sensação de liberdade

E aí que os liberais inventaram a democracia, então os conservadores burocratizaram a democracia para que ela se contextualizasse com o capitalismo. Quando a idéia de democracia surgiu, foi vista como uma tentativa dos socialistas em igualar todos, o que vai contra a divisão de classes capitalista. Logo, começou-se a perceber que o foco da democracia é a liberdade. A liberdade de escolher quem estará no poder, a liberdade que os liberais defendem. A falsa sensação de que qualquer um entre todos pode sim conquistar o poder. Você acredita nisso?Na minha humilde opinião, a democracia serve para confortar e conformar as pessoas que não entendem de política a não ter dúvidas de que, quando surgir, e se surgir, uma oportunidade, eles poderão entrar no páreo para ser escolhidos dentre os montes que disputam com unhas e dentes o poder. Até parece bem possível. Mas em nosso país infelizmente não há um sistema de capacitação política, de alfabetização política. As coisas não funcionam só na base da vontade de fulano, ou da comunidade tal. Há uma separação dentro de cada partido, onde são escolhidos os mais "capazes", mas ser capaz para o partido não quer dizer ser capaz empíricamente. São tantas eleições antes da eleição verdadeira, que dificulta ao extremo a chegada ao poder para qualquer um entre todos. São muitos os chamados, mas poucos os escolhidos. Dentre os escolhidos, conta-se nas mãos os politicamente capazes.Mas é assim que funciona a democracia, é a liberdade sem igualdade. Os conceitos modernos manipulados pela maquina capitalista que ainda não foi destruída. Está crescendo. E vai crescer mais, tanto que vai explodir. E aí os eleitores deixam de ser o óleo pra máquina pra virar gestores. Verdadeiros gestores de suas vontades e convicções. Livres e iguais. Revolucionários.

07 setembro, 2008

Muitas gerações brasileiras ainda serão predominantemente, numa percentagem de 75, tristes por força e causa dos elementos atávicos que atuaram na sua formação:--- o índio perseguido, o negro escravizado e o europeu emigrado. Três doentes de tristura, cujo nome para o índio ignoro, chamando-se banzo no africano e nostalgia no imigrante.

Órris Soares, "Elogio a Augusto dos Anjos", 1919.

28 agosto, 2008

Processado nos EUA, hacker de Taubaté também será investigado no Brasil

A PF vai investigar os possíveis crimes cometidos no Brasil por um hacker de Taubaté (SP) que foi detido na Holanda, onde ainda está preso, e responderá processo nos Estados Unidos. O homem de 35 anos é acusado pela Justiça de Nova Orleans, em Louisiana, de participar de um esquema que resultou na infecção de mais de 100 mil computadores em todo o mundo.

Sua detenção em julho foi resultado de quatro meses de parceria entre agentes do FBI, da Polícia Federal e da polícia de crimes de informática da Holanda. No Brasil, policiais que participaram da Conexão Holanda apreenderam documentos, dez discos rígidos e quatro notebooks, além de 500 CDs e DVDs durante buscas em dois imóveis ocupados pelo suspeito: um em Taubaté e outro em Caraguatatuba.

“Vamos analisar todo o conteúdo da apreensão para saber quais os crimes cometidos por esse suspeito no Brasil. Dependendo do que encontrarmos, ele também pode ser processado aqui”, disse ao G1 Adalton Martins, delegado de polícia federal da unidade de repressão a crimes cibernéticos (URCC). Segundo Martins, ainda não é possível dizer se o Brasil pedirá a extradição do hacker, que deve deixar a Holanda para responder processo nos Estados Unidos.

Se condenado pela Justiça norte-americana, ele pode pegar até cinco anos de prisão e três anos de liberdade condicional, além de multa de US$ 250 mil baseados nas perdas causadas às vítimas de sua ação. “Vamos fazer contato com o FBI para continuarmos colaborando no processo de investigação desse caso”, disse o delegado.

Zumbis
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o brasileiro e um comparsa holandês de 19 anos infectavam computadores para fazer com que essas máquinas disparassem mensagens não-solicitadas, ou spams.

Juntos, eles “usavam, mantinham, alugavam e vendiam” uma rede de computadores zumbis, ou botnet, estrutura que visa o controle remoto de computadores. Para isso, os criminosos instalam códigos maliciosos nas máquinas das vítimas, geralmente utilizando um golpe conhecido como phishing scam, deixando assim os PCs sob seu domínio. Muitas vezes o usuário nem percebe a presença dos programas, pois na maioria das vezes a máquina não apresenta diferença em seu funcionamento.

Com a chamada botnet criada, o hacker consegue realizar crimes pela internet, como o envio de spams. O criminoso também pode dar um comando para que todos os computadores controlados por ele acessem simultaneamente um site ou servidor de informações, o que torna o tráfego lento para os usuários comuns. Esse tipo de ação pode tirar o site ou servidor do ar.

O holandês foi o responsável pela criação da rede, enquanto o brasileiro usava essa estrutura e pagava os servidores onde ela estava hospedada. Entre maio e julho, quando o brasileiro foi para a Europa, os dois concordaram em alugar a botnet para terceiros. Depois disso, eles combinaram de vender a rede por 25 mil euros, o equivalente a R$ 60 mil, mas acabaram sendo detidos. O holandês, também preso na Holanda, será julgado em seu país de origem.

fonte> www.g1.globo.com

27 agosto, 2008

matei um peixe uma vez com pedrinho
pesquei
deixei agonizar na grama
e quando fui partir a cabeça com a faca, na pia
ele saltitou
parti, enfiei a mão pra tirar os órgãos, e senti uma última pulsada
peixe valente aquele

Gagged in Brazil

Ridículo, revoltante ... e o pior, não é nenhuma novidade.

15 agosto, 2008

Re: Re: Re: Dubversão Sistema de Som

Pois é, a forma de se consumir música mudou radicalmente nos últimos cem anos. Imagina como era a vida sonora antes da popularização das gravações (discos e fitas) e sistemas de som caseiros (isso sem falar do walkman, nos anos 80). Somente os sons da natureza, das conversas, enfim. Música mesmo só em algumas poucas apresentações, sejam formais ou informais. O próprio ambiente sonoro geral mudou muito com a industrialização e a urbanização --- a freqüência com que se ouvem automóveis, por exemplo, aumentou exponencialmente nesse período, em qualquer parte do globo.

Essa poluição sonora não é percebida pela maioria das pessoas, absortas na mídia e no pensamento massificado, e acaba comprometendo o sentido da audição. Além disso, gerou-se uma grande ansiedade para se estar sempre ouvindo algum som, e não só isso, para se estar sempre consumindo algum produto da indústria cultural em geral (por exemplo, criou-se uma dependência generalizada da televisão). As pessoas ficam então ansiosas por novos filmes, discos, etc. É como funciona a indústria, por meio do marketing e do fluxo incessante de novidades. Mais: o apetite dos aficionados os faz buscar ansiosamente novos sons, em pesquisas, explorando vorazmente a cultura, procurando alguma satisfação que nunca chegará. E esse processo vem se acelerando cada vez mais, e com isso intensificando a ansiedade: com a internet e a facilidade de se adquirir rapidamente arquivos sonoros, mais e mais pessoas vêm consumindo mais e mais música em quantidade, muitas vezes é certo refinando suas percepções por meio de comparações, mas sempre se quer MAIS.

Quando o cérebro é estimulado por algum efeito exterior, dispende certa energia, e com isso não relaxa. E nos momentos de silêncio esses estímulos continuam atuantes inconscientemente. Ações como assistir a um filme ou ouvir um disco geram uma falsa sensação de relaxamento: na verdade a atividade cerebral é grande.

Re: Re: Dubversão Sistema de Som

Hoje em dia a figura do DJ, deixando de lado o aspecto comercial (faça sua festa comigo!) da coisa, se caracteriza como fonte transmissora da produção musical ao qual ele está atrelado, para, na maioria das vezes, o mesmo publico daquele que produz, porém num contexto diferente. Além disso o compromisso com o cenário musical defendido por esse, é na maior parte das vezes tão sincero quanto o produtor. Mas daí a transformar sua figura num super star, é no minimo uma confusão. Seja pela aparencia, ou por pura ignorancia, a confusão é injustificável. Mas isso é um ponto.

O outro ponto é: a musica mudou ... da estetica, a produção a distribuição e até mesmo a forma como é consumida. Não se pode mais seguir todos os dogmas de 30-40-50 anos atrás quando festas e bailes começaram a ser animados por musicas reproduzidas e não tocadas ao vivo. E é por isso mesmo que não se pode desmerecer aqueles djs que produzem a propria musica e as reproduzem em pistas de dança seja na forma original ou editadas. Como ja foi dito ... todo o mundo que envolve a musica mudou e muito!

Mas o bom e velho disck jockey que simplesmente anima pistas de dança com seleções musicais de bom gosto continua o mesmo em sua essencia ... e deixar-se enganar pela falsa fama deixa de ser engano para ser burrice.

quais quais quais cariiiim quais quais



É isso aí rapaziada. Hoje tem sambinha à paulixta no cafofo da DALgiza à noitinha.
Vocês que conhecem os garotos da Maroca, ou a cosmonauta da Dalgiza, chega chegando.
Esses meninos tocam clássicos da gafieira. Acompanhado daquela cervejinha gelada, naquele swing gostoso. Como diria Nereu " esse é o som que a rapaziada vai se amarrar!"

BLZA BLZA BLZAAAAAAAAAAAAAAAAA!

enquanto isso... sesc pinheiros

Sesc Pinheiros
07/08 á 05/10 - terça a sexta das 11:00 as 20:30

14 agosto, 2008

mundus intelectualis


mapa de como chegar no mundus intelectualis "clique na imagem e adquira seu papel de parede "

Re: Dubversão Sistema de Som

DES-mistificar a figura do dj, saca? Porque até os anos 70 dj nem pensava em sair dos bastidores --- um anônimo em uma festa, como um técnico ou um garçom. Tinha a mesma função que o palhaço: animar a festa --- mas através das caixas, sem aparecer no picadeiro. Dj não cria, no máximo molda as criações dos outros, em colagens ou mixagens. Hoje a apresentação de djs equipara-se a shows de música ao vivo, principalmente por razões econômicas: a estrutura para um dj é muito mais barata e viável logisticamente do que a aparelhagem e o pessoal para um conjunto de instrumentistas. Mas isso também se deve a uma tendência geral na cultura de massa, cada vez mais na direção da imagem pela imagem, pela experiência superficial. O que vale é a pose. Para o grande público, tanto faz se a apresentação é playback ou real. Com o advento dos CDs e do mp3, distorceu-se ainda mais o conceito do dj: fala-se que o dj de verdade é aquele que toca discos de vinil, enquanto que as outras mídias são inferiores e menos artísticas. Ou seja, uma valorização total da forma, em detrimento do conteúdo. Puro fetichismo com o equipamento, em uma tentativa de conceder respaldo artístico à função. De qualquer modo, é interessante observar as mudanças que as gravações sonoras impuseram na maneira de se ouvir e consumir música no século XX, quando foram introduzidas, após milênios de música ao vivo. Assim, a função do dj é como a de um pesquisador de gravações sonoras, levando-as à audiência, dessa forma assemelhando-se a um formador de opinião, como por exemplo um jornalista, ou um radialista --- aliás o próprio termo disc-jockey foi cunhado pelo comentarista estadunidense Walter Winchell em 1935 em referência ao anunciador Martin Block, um dos primeiros astros do rádio.

http://en.wikipedia.org/wiki/Disc_jockey

12 agosto, 2008

Georgia is on my mind

Moradores da cidade de Kurta fogem de suas casas em meio à ação de soldados. Rússia
anunciou o fim das operações militares na Georgia, mas georgianos reclamam de novos
bombardeios. (fonte UOL)

oh oh oh oh, Georgia, Georgia
no peace, no piece I find
Just an old sweet song
Keeps Georgia on my mind
I say just a old sweet song
keeps georgia on my mind

11 agosto, 2008

Dubversão Sistema de Som

No Brasil, a partir da década de 1990, o DJ assume um papel central na produção e disseminação da música eletrônica. São eles que “animam” os instrumentos de reprodução sonora através de edições e mixagens que pickups e mixers permitem realizar ao vivo. Porém, no curso e consolidação desta história (cena musical) os sistemas de som foram relegados a segundo plano; relegados à mera estrutura necessária para amplificar o trabalho dos DJs/produtores que aos poucos foram assumindo o caráter de astros do Pop: palco e luzes sobre sua atividade, e toda a mistificação que estes elementos são capazes criar.
Tendo como referência a história dos Sistemas de Som Jamaicanos, principalmente das décadas de 1960/70, o DuBversao Sistema de Som, desde 2002, tem como um de seus interesses, desmistificar a figura do DJ a fim de revelar todos os elementos e atores que deram e, todavia dão vida e dinâmica a esta cultura popular que faz uso dos modernos instrumentos de reprodução sonora: toca-discos, amplificadores e caixas acústicas: aparelhos comuns a todo lar, seja como uma vitrola ou radinho de pilha.Antes de ser um show e/ou espetáculo, os Sistemas de Som são acervos de arquivos sonoros (músicas) disponibilizados em uma espécie de audição pública, mas propriamente, através de uma festa. É um evento sonoro (festa) e também uma experiência sonora.
Os sistemas de som fazem da rua e espaços públicos uma arena de dança, audição e apropriação do espaço. Os seletores (DJs) sempre se posicionam no mesmo nível do público (no chão) quebrando a distância simbólica entre atores e espectadores; o mestre de cerimônias (ou animador) anuncia as musicas, conversa com o público e dança com ele; o operador (re)interpreta o som reproduzido valendo-se de aparelhos de efeitos sonoros como reverbs, flangers, deelays.Tal experiência é dada pela montagem do sistema de som que pretende emergir os ouvintes numa câmara de compressão e descompressão de ar: “se Ouve e se Sente o som”.

http://www.dubversao.com.br/

15/08/08 - Zulu, Antigo Mc e cantante das noites do Susi`n`dub realiza performance junto à seleção de dub de Yellow p e nos apresenta novos versos. No JAVA.
Preços:R$12,00/R$10,00 com flyer ou enviando nome completo até as 18:00 para rootsjavadub@gmail.comMulheres até 23:30 têm entrada gratuita.* entrada mais R$5,00 leva CD de lançamento: BASODA do MC Pitshu.

Rua Augusta. 2203 - Jardins - São Paulo -SP

Jécatown Freakshow --- Da roça ao caos, da roça à lama

Jovens em uma cidadezinha qualquer do mundo subdesenvolvido, vivendo à margem do sistema vigente, guiados por referências da publicidade e da indústria cultural, com valores e sonhos implantados, cultivados e desenvolvidos a partir de uma realidade distante, expressam-se coletivamente como uma massa de criaturas bizarras desencaixadas, aberrações mutantes e zumbis caipiras. Não há lugar para eles no mundo livre, e eles se recusam a olhar de fato para o lugar onde vivem, pois a realidade é demasiado sombria. Assim, em meio à loucura da fantasia, compõem uma existência caótica e desarmônica, refletindo a vontade de inclusão brotada da miséria profunda, passando pela vida superficialmente apenas. Fazem rally no asfalto, pagam mendigos profissionais por medo da lesão ao que mais estimam --- o carro, símbolo do sucesso do sonho americano no agreste cinzento ---, encontram-se em barzinhos, fofocam como comadres, falam sobre as novas calotas que puseram no veículo, assistem filmes, fumam pedra, vestem-se a rigor e se acabam em formaturas legitimadoras da mediocridade, perambulam pelas ruas com roupas largas, andam de skate, tênis importado e bicicleta, ouvem hip hop, eurotrash e maracatu. A heterogeneidade pulsa no microcosmo jéca, dissonante e ruidosa como uma sinfonia atonal, porém enlameada e sem qualquer critério matemático aparente, sem recursos, sem senso crítico e, sobretudo, sem consciência de si.

06 agosto, 2008

Made in Queens - Trailer

Ai vai o trailer do documentário Made in Queens do meu último post.
Se alguem conseguir esse filme me passa o canal!

Ácido

04 agosto, 2008

Documentario sobre Sound Systems: Made in Queens

Ta saindo um documentário mais do que obrigratório para aqueles que se interessam por sound systems. Made in Queens, dirigido por Nicolas Randall e Joe Stevens, mostra a cena de sound systems no Queens mostrando mais especificamente uma galera de Trinidad que monta uns sound systems monstros em bike BMX.

Ai vai algumas fotos pra vocês sentirem o drama.






Quem quiser saber mais sobre, segue o link (em inglês) com maiores detalhes.
http://www.creativereview.co.uk/crblog/bmx-mounted-soundsystems-made-in-queens/

Ácido

29 julho, 2008

25 julho, 2008

Micro Revolução IV

Personagem: Xandinho
15 anos, acha o Bar do Alemão demais, quando não esta na função, esta "homenageando" Debora Seco, sua musa, no banheiro (único) de casa. Ja fumou merda e disse que ficou doidão, toma 51 com sukita e acha "gostoso" e acha que esse papo de cultura é coisa de bóy.
O que quer: Comer alguém.

Os índios dormem melhor

Os índios Guarani, da Aldeia Boa Vista, em Ubatuba (SP), possuem hábitos de sono mais saudáveis do que a população urbana. É o que a bióloga Daniela Wey concluiu em pesquisa para sua tese e doutorado em Neurociências e Comportamento, no Instituto de Psicologia (IP) da USP. Daniela, que acompanhou moradores com idades entre 18 e 81 anos, afirma que eles dormem em média nove horas por dia e que essa diferença se deve, em especial, à ausência de luz elétrica e à organização social diferenciada, sem horários rígidos de atividade. A psicóloga Fernanda Torres, integrante do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (GMDRB) da USP pesquisou, na mesma aldeia, os hábitos de sono dos adolescentes. Concluiu que não há problemas de sono entre os jovens, mas há um atraso de aproximadamente uma hora nos horários de dormir e acordar, o que pode ser atribuído aos fatores recorrentes do seu desenvolvimento.

[Agência USP/Júlio Bernardes]

FONTE: Revista Ciência & Vida - Psique - #07

POSTADO POR GIBA CURUPIRA

EXTRAÍDO DE
http://ervadaninha.blogger.com.br/2006_10_01_archive.html#39142484

24 julho, 2008

De Jeca Tatu a Zé Brasil: a possível cura da raça brasileira


No Brasil, proliferaram almanaques de laboratórios, saídos das gráficas que imprimiam os rótulos dos medicamentos. Eram mais que um veículo de propaganda; estabeleceram-se como material de leitura. Afinal, mais que consumidores, buscavam leitores.

Neste universo, o Almanaque Biotônico Fontoura é, sem dúvida, o mais importante deles. Impulsionado pelo sucesso do folheto Jecatatuzinho, distribuído anteriormente pelas farmácias, o primeiro número saiu em 1920 elaborado e ilustrado por Monteiro Lobato, com uma tiragem de 50 mil exemplares. Durante muitíssimos anos, das décadas de 30 a 70, o número de exemplares impressos e difundidos do livro do autor de América oscilou entre dois e três milhões e meio. Desde a primeira edição até os anos 70, o Laboratório Fontoura recebeu diariamente uma média de 30 cartas de leitores interessados em seu almanaque.

As linhas literárias aliadas aos discursos das práticas raciais, medicalizantes e educativas do folheto cristalizaram-se e foram apropriadas pelos jornais, por outros folhetos e almanaques e também distribuídos nas escolas. Monteiro Lobato, o autor do Jeca Tatu do Almanaque Biotônico Fontoura, conseguiu capturar e produzir um amplo público infantil através da escola, onde ocorria não só a circulação do almanaque mas ainda de exemplares dos seus livros infantis.

Na virada do século, começava a se discutir no Brasil as teorias raciais e serão os “homens de sciência” da época, acreditando que os grupos inferiores impediam o rumo à civilização, os que irão empunhar bandeiras médicas, legais e literárias na cruzada pelo progresso do país, o qual obrigatoriamente passaria pelo aprimoramento dessa população que, segundo Gobineau, era totalmente mulata, viciada no sangue e no espírito e assustadoramente feia (Schwarcz, 1995).

É neste cenário que o papel formador da nova raça brasileira através do Jecatatuzinho do almanaque começa a ser esboçado em 1912 quando Monteiro Lobato, vivendo na fazenda recebida de herança do avô, toca no tema do piolho da terra. Convivendo com os empregados da fazenda, ele gesta esse piolho da terra. Porém, será em 1914, no jornal O Estado de São Paulo, que sairá publicado seu artigo de título “A velha praga”, denunciando o hábito pernicioso das queimadas das matas pelos caboclos. Assim aparece, no texto, o Jeca-Caboclo: “... A nossa montanha é vítima de um parasita, um piolho da terra, peculiar ao solo brasileiro... Este funesto parasita da terra é o CABOCLO, espécie de homem baldio, semi-nômade, inadaptável à civilização, mas que vive à beira dela... não se liga à terra, como camponio europeu “agrega-se”, tal qual o “sarcopte [1] ... Chegam silenciosamente, ele e a “sarcopta” femea, esta com um filhote no utero, outro ao peito, outro de sete anos à ourela da saia – este já de pitinho na boca e faca à cinta. Completam o rancho um cachorro sarnento e ... O Nero: é um urumbeva [2] qualquer, de barba rala, amoitado num litro de terra litigiosa ... O caboclo é uma quantidade negativa ... ”
A repercussão do texto de Lobato é grande e o jornal se propõe a pagar por suas colaborações.

O próximo texto será “Urupês”, também publicado no jornal O Estado de São Paulo em 13 de dezembro de 1914, focalizando o Jeca, seu modo de vida, suas simpatias. O caboclo aparece como sombrio cogumelo, no pau podre e úmido, comparado aos campônios europeus. Com a modificação de algumas palavras, será o mesmo texto impresso posteriormente no livro Urupês, lançado em 1918.

Esboça-se nessa literatura de Lobato aquele que era preciso curar através da saúde e da instrução. Binômio que se estenderia mediante almanaques de farmácia em direção aos bancos escolares.

Era esse o caipira que o viajante Saint-Hilaire se referia em seu livro Viajem à Província de São Paulo: “…Esses homens embrutecidos pela ignorância, pela preguiça, pela falta de convivência com seus semelhantes, e, talvez, por excessos venéreos primários, não pensam: vegetam como árvores, como as ervas do campo” (Brandão apud Yatsuda, 1992).

O Jeca de Lobato passeia por todas as seções da imprensa, pelos acontecimentos esportivos, comentários políticos, cartazes de teatro e campanhas sanitaristas. O ápice do reconhecimento e popularidade do personagem dá-se na repercussão da Conferência de Ruy Barbosa, no Teatro Lírico, sobre a questão racial no Brasil, na qual o Orador assim iniciava a sua peça discursiva: “ - Conheceis por ventura o Jeca Tatu do “Urupês” de Monteiro Lobato, o admirável escriptor paulista? Tivestes, algum dia, ocasião de ver surgir, debaixo desse pincel de uma arte rara na sua rudeza, aquele typo de uma raça que “entre as formadoras de nossa nacionalidade” se perpetua a vegetar de cócoras, incapaz de evolução ou impenetrável ao progresso...” (Estadinho, 24/03/1919).

A incorporação do personagem no imaginário nacional ocorre, indiscutivelmente, por ocasião do enlace entre Cândido Fontoura e Monteiro Lobato. Ambos, expressivamente pioneiros na indústria de São Paulo. Um, no ramo farmacêutico, o outro, na atividade editorialística.

O personagem nascido da pena de Lobato para expressar a pobreza endêmica do país e as soluções propostas em termos de medicina social, sanitarismo, saneamento básico e reurbanização espelha no autor as idéias de Progresso e Civilização que marcavam as primeiras décadas do século XX no Brasil. A raça brasileira precisaria ser moldada e polida para trilhar tal caminho. O lema Saúde e Educação resumia o ideal civilizatório ancorado no trinômio ORDEM/ORGANIZAÇÃO/TRABALHO, cujos inimigos naturais seriam o estado de pobreza, a sujeira, o analfabetismo e a ignorância.

Como observou Corbin, a tarefa dos higienistas será a de separar o burguês desodorizado, do povo infecto (1987).

Seria necessário tirar o cheiro da terra e dos excrementos que acompanha o habitante do campo, limpando e arejando suas residências, organizando os espaços, regularizando relações, abrindo caminho da casa do camponês até a casa do futuro operário. Segundo Moléon, relator do Conselho de Salubridade de 1821, na França, um povo amigo da limpeza logo se tornaria amigo da ordem e da disciplina.

A educação passa a ser, na linguagem do médico brasileiro Miguel Couto, o evangelho da selva, com o seu elixir. A metáfora médica enxerga a sociedade brasileira como um corpo doente que precisa ser curado. A educação poderia e deveria aperfeiçoar a raça, higienizando, para não deixar vestígios de diferenças, tornando os corpos dóceis. O papel da elite intelectual do país seria trabalhar pela união, conduzindo o povo brasileiro a um ideal de coesão onde a preocupação com a diversidade significava a busca da harmonia (Rocha, 1995).

Os discursos medicalizantes, raciais e educativos do nosso autor interpenetram-se na tessitura dos seus escritos. O remédio da educação aparece no elixir Biotônico, indicado para consumo no universo escolar e para impedir o desgaste físico e mental, tendo como garoto-propaganda o Jeca Tatu.

Em folhetos, a história do Jecatatuzinho teve, na sua 35a edição, 84 milhões de exemplares, em 1982 alcançando 100 milhões. Aliada à tiragem de exemplares, astronômica para os padrões do país, há a gratuidade do material que se espalha de norte a sul.

Uma carta de Monteiro Lobato escrita para Godofredo Rangel em 7 de fevereiro de 1927 a respeito das enormes tiragens conseguidas pela associação da fórmula elixir-literatura, esclarece muito: “... E soltamos avalanche de papel sobre o público como se fosse uma droga de farmácia, um Biotônico. Anúncios, circulares, cartazes, o diabo. O público tonteia, sente-se asfixiado e engole tudo.”

Ao escrever De civilitate morum puerilium (Da civilidade em crianças), Erasmo de Rotterdam talvez não imaginasse o alcance de tal empreendimento. Discutindo o comportamento das pessoas em sociedade, aquele seu livro foi lançado em 1530 e teve, em seis anos, mais de 30 reedições, obtendo um total de mais de 130. O próprio pensador colaborara com a grande oficina tipográfica do humanista Johannes Frobem, o que certamente facilitara as edições de “folhetos” para a maior popularização, superando o seu Elogio da Loucura.

Elias nota que o processo civilizador gera manuais e cristaliza práticas a serem observadas (1990).

Três são os momentos do Jeca Tatu de Monteiro Lobato. Primeiro, em 1914, no artigo já citado “Velha Praga” aparece o caboclo vazio, adepto das queimadas. No texto “Jeca Tatu e a Ressurreição”, de 1920, ele tem possibilidade de cura mediante medicalização/instrução. E, afinal, em 1947, em “Zé Brasil”, converte-se num Jeca atualizado que discute as idéias de Carlos Prestes, líder de manifesta simpatia de Lobato; e no qual o latifúndio é apresentado como o maior mal, denunciado na figura do coronel Tatuíra, que nada planta. Este texto saiu em folheto, muito procurado, em edições clandestinas. A Editorial Calvino chegou a tirar uma edição de luxo, inclusive, ilustrada por Portinari.

O personagem de Monteiro Lobato é fluido tendo em vista que carrega consigo espaços que são preenchidos de forma diferenciada, de acordo com os vários momentos históricos do país.

Serão destacadas a seguir passagens do texto original do Jecatatuzinho com o intuito de explicitar momentos de uma problemática nacional, que afloram na intertextualidade, indicando as relações autor–obra-história.

éca Tatú era um pobre caboclo que morava no matto, numa casinha de palha. Vivia numa completa pobreza, em companhia da mulher, muito magra e feia e de vários filhinhos, pallidos e tristes.

Jéca Tatú passava os dias de cócoras, pitando uns enormes cigarrões de palha, sem animo de fazer coisa nenhuma.

Ia ao matto caçar, tirar palmitos, cortar cachos de brejaúva, mas não se lembrava de plantar um pé de couve atrás do seu casebre.

Perto corria um ribeirão, onde elle pescava de vez em quando uns lambarys e um ou outro bagre. Com isso lá ia vivendo.

Dava pena ver a miséria da sua casa.

Não havia nella nem móveis, nem roupas, nem nada que significasse commodidade. Um banquinho de tres pernas, umas peneiras furadas, uma espingardinha de carregar pela bocca, muito ordinaria, e só.

Todos que passavam por alli diziam ao vel-o:

Que grandessíssimo preguiçoso!

Tudo para elle não pagava a pena.....

A única coisa que pagava a pena era ir á venda comprar pinga e beber.

Por que você bebe, Jéca? diziam-lhe.

E elle respondia:

Bebo para esquecer.

Esquecer, quê?

Esquecer as desgraças da vida....

E os passantes murmuravam:

Além de vadio, bêbado......

A leitura sugere uma realidade causadora de repulsa. A mulher é feia, são incontáveis os filhos. O Jeca tem vícios, fuma e bebe, o que poderia causar a degeneração racial tão temida. A descrição da casa com absoluta falta de comodidade aponta para um local sem individualidades preservadas.

Tais prescrições acima focalizam não só as doenças, mas também o modo de vida, o cigarro, a bebida, a sexualidade, a fecundidade e as limitações do seu habitat.

Ao lado delle morava um italiano que já estava ficando rico. O homem trabalhava o dia inteiro e seu sítio era uma belleza.

Por que não fazia Jéca o mesmo?

Quando lhe perguntavam isso, Jéca dizia:

Não paga a pena plantar. A formiga come tudo...

Mas como é que o seu vizinho italiano não tem formiga no sítio?

É que elle mata.

Lobato compara a raça brasileira aos estrangeiros imigrantes, e ela aparece inerte, incapaz e modorrenta...

Um dia passou lá um doutor e, como ameaçasse chuva, o homem resolveu abrigar-se na casa do Jéca. Pediu liçença, emtrou e abriu a bocca diante da miséria da casa.

Depois, prestando attenção no Jéca, e vendo como era pállido e magro, resolveu examinal-o.

Esse doutor era um médico muito estudioso e intelligente. Tinha escrito vários livros e vivia a falar de hygiene.

Acabado o exame, o doutor disse:

Amigo Jéca, sabe você que o que você tem é doença?

Mas Jéca não podia acreditar numa cousa: que os taes bichinhos entrassem pelo pé. Elle era positivo e dos taes que só vendo.

O doutor resolveu abrirlhe os olhos de uma vez.

Levou-o a um lugar humido,atrás da casa e disse-lhe:

Tire a botina e ande um pouco por ahi.

Jéca obedeceu.

Agora venha cá. Sente-se. Bote o pé em cima do joelho. Isso. E agora examine a pele com esta lente.

Jéca tomou a lente das mãos do doutor, olhou e percebeu vários vermes pequeninos que já estavam penetrando na sua pelle, através dos poros.

O pobre homem arregalou os olhos assombrado.

E não é que é mesmo? Quem “havéra” de dizer!....

Pois é isso, sêo Jéca, e daqui por deante não duvide mais do que disser a sciencia.

Nunca mais! Deus me livre! Daqui pra deante dona Sciencia está dizendo, Jéca está jurando em cima! T’esconjuro!......

Redentor de um mundo “ignorante”, o saber científico aparece na figura daquele que dele é investido, o médico. Estudioso, inteligente, escritor de diversos livros. Aquele que busca, através da razão, conhecer a doença, mostrar os seus sintomas, apontando remédios e condutas higiênicas. Só ele pode espantar as crendices e as simpatias que povoam o universo do caboclo.

Essa identificação com a questão médica é tão forte que Monteiro Lobato, em carta a Godofredo Rangel, datada de 8 de julho de 1918, escreve: “... A mim me favoreceu muito aquela campanha pró-saneamento que fiz pelo Estado. Popularizou-se a marca “Monteiro Lobato”. O público imagina-me um médico sabidíssimo, e a semana passada tive um chamado telefônico, altas horas da noite. -É o Doutor Monteiro Lobato? -Sim. -Doutor, minha mulher está sentindo dores. Poderá vir atendê-la? Meu primeiro ímpeto foi ir e puxar para fora o filho daquele sujeito e depois contar na rodinha o caso. Mas a respeitabilidade venceu. -Não sou médico parteiro, meu caro senhor. -Queira desculpar. Eu pensei que...”

Quanto à instrução propriamente dita, o mesmo Lobato assim se refere no jornal Estadinho de 16 de junho de 1919: “... Pobre Geca Tatu! A tua vida é como a vida da coruja. É como a vida do curiango: não enxergas, por assim dizer, com os raios do sol; és cego dos esplendores do mundo: és cego às belezas da terra! Falta-te Geca, um pouco de luz no intelecto, falta-te uma scentelha de INSTRUÇÃO... e dahi a causa da tua tristeza e da tua dor, e dahi a causa da tua nenhuma açção, nenhuma energia nenhum animo, nenhuma vida! E hás de ser semppre assim Geca. Frio, insensível, desalentado, abatido, enquanto não te derem, com abundancia, o necessario pão para o teu espírito, o indispensável alimento para o teu cérebro!”

É muito forte a crença de Lobato na educação e na higiene como meios reorganizadores da sociedade. Em sua literatura, o restante da história é por demais conhecido: o Jeca fica curado, rico, aprende inglês, faz do italiano o feitor de sua fazenda. Embrenha-se pelo interior do país a calçar e a medicar pessoas e afinal morre, dizendo as palavras: “Como é suave a morte de quem cumpre o seu dever até o fim!” “Além dos heróis construídos a partir das qualidades positivas, há aqueles construídos com base em qualidades negativas, como o caso do Jeca Tatu” ( Barbosa, 1994).

E assim o personagem Jeca entra para a história brasileira, tendo um capítulo à parte no livro do nosso processo civilizatório.

“Menino! Nunca te esqueças desta história; e, quando fores homem, trata de imitar o Jeca. Se fores fazendeiro como teu pae, trata de curar teus camaradas. Além de lhes fazeres um grande benefício, farás para ti um alto negócio. Verás que o trabalho dessa gente produzirá três vezes mais e te enriquecerá muito mais depressa.”

Monteiro Lobato viria à público desculpar-se do “typo” que criara, mas não conseguira redimir a criatura que não convence quando supera suas mazelas.

O Jeca circulou e ainda circula na sociedade brasileira através do imaginário social. Andou e anda por aí, livremente a mostrar uma marginalidade que se nos apresenta incorporada, consciente ou inconscientemente...

Notas

* O argumento do presente texto já foi por mim apresentado no livro História e Leituras de Almanaques no Brasil; Editora Mercado de Letras. Fapesp/ Associação de Leitura do Brasil, Campinas, 1999.

[1] Sarcopte: parasita.

[2] Urumbeva ou urumbeba: sujeito crédulo, fácil de ser logrado.

Escrito por Margareth Brandini Park

Estudos Sociedade e Agricultura, 13, outubro 1999: 143-150.

Margareth Brandini Park é professora do programa de pós-graduação em Ciências e Práticas Educativas-Unifran/SP e pesquisadora do Centro de Memória-Unicamp.

23 julho, 2008

micro-revolução

Personagem: Jéca Roleiro
Estende sua toalha de lona na calçada do mercadão, dispõe seus artigos eletrônicos de segunda e terceira, acocora-se e bate os rolos. No meio da tarde recolhe o material, toma uma(s) dose(s) no bar e volta para casa, a mulher e a televisão.
O que quer: ganhar na mega-sena e comprar uma televisão de plasma.

Personagem: Maria Gasolina
Patricinha-wannabe, freqüenta postos de gasolina e o Mutley Music Bar. Anota na agenda os nomes dos carros dos jécas com quem fica nas baladinhas. Gosta de fazer compras como terapia.
O que quer: casar com um hómi rico.

22 julho, 2008

micro-revolução

personagem: ricardinho

17 anos. frequenta cursinho. diz que quer fazer medicina. mora em jecatown, num condomínio de alto padrão. viciado em crack. jogava bola todos os domingos. mas hoje tem um playstation 3 em casa q toma seu tempo. e invade construções no centro e vagões na linha do trem com seus amigos menos privilegiados do bairro Agua quente.
o que ele quer: "ganhar na mega sena" e pedra pra fumar.

21 julho, 2008

Re: O Micro, A Revolução e Os Personagens

Personagem: Fantasma de Índio.
Enterrado na Independência (antigo Bairro das Caveiras), na Jécatown, ainda perambula pelas redondezas. Sua morte foi matada, pelo chumbo de um capanga de algum fazendeiro do começo do século passado.
O que quer: descansar em paz.

Lykke Li "I'm Good, I'm Gone"

Cantora Integrante de mais uma nova-safra sueca que chega esse ano listada ao lado de promessas nórdicas. O timbre infantil da cantora pode ser imediatamente associado à Sally Shapiro e Annie, mas Lykke não é feita para as pistas pois a loirinha tem complexidade indie o suficiente para disputar espaço entre bandas de indie mais conceituadas, como Peter, Bjorn & John. Num país em que toda a população é quase do tamanho de Londres, mas a cena musical é tão prolífica e relevante quanto a britânica, Lykke não queima a largada e desperta simpatia e expectativa em todos que ouvem sua música. (descrição da www.last.fm)

20 julho, 2008

O Micro, A Revolução e Os Personagens

7 passos para o 1º passo

1. Preâmbulo Expresso
O domingo é um bom dia para, entre outros pensamentos, desenhar o futuro.
Conforme o tempo passa, parece que fica mais nítido que o futuro é como a água batendo na bunda.

2. Uma idéia Simples
Mesmo com a urgência do futuro, o domingo também revela que sempre é tempo de se fazer. O Auto-fazer e o saber-ser.
No estalo da simplicidade, uma idéia, um engenho de humanidade propõe o inusitado dialeto: o micro (a milésima parte do que se é) e a revolução (Ato ou efeito de revolver - o que estava sereno).
O sujeito (eu, você, ele e nós) é o responsável pela ação do transformar. E também da inércia.

3. O Plano
Pensar, teorizar e praticar a micro-revolução, identificando seus ramos e suas aplicações na rede social.

4. Metodologia
Criação de personagens ambientados e projetados para instigar autor e leitor a construir pensamentos.

5. Lista de Presença
Manoela Groh
Henrique Recife
e vc?

6. Requisição de Inscrição
a) Querer pensar e somar sobre a revolução do eu para a construção do nosso de forma justa, ética, humana e evolutiva.
b) Sugerir a criação de personagens centrais para o desenvolvimento da teoria.
c) Escolher um personagem.
d) Desenvolver reflexões do ponto de vista do personagem, através do Jecabit.
e) Curtir o processo!

7. Esboço dos personagens
a) Profeta
Fica para o Henrique pensar e dizer...


b) Cético Questionador
Quem sabe o Saulo se interesse por este? É uma sugestão.

c) Jovem Aprendiz
- quem é: uma jovem sonhadora, certa de que há uma razão para a existência, e que um dos caminhos mais eficazes e corretos para o entendimento é o aprendizado.
- o que pretende: aprender e empreender a micro-revolução.




~ ... ~

Venha pensar e fazer a micro-revolução.
Você muda o mundo quando mudar a si.

Onde quer chegar se não sabe quem se é?

~ ... ~

19 julho, 2008

ultra cotidiano urbano


jardel dice:

o q vc faria se realmente tivesse numa prisão?
Vitório dice:

treparia com os bofes demais

jardel dice:

hahaha

Vitório dice:

e desenharia na parede

Vitório dice:

riscaria, escreveria na parede

Vitório dice:

acho sempre interessante coisas q os presos fazem

jardel dice:

sim sim

jardel dice:

por sinal bem q eu deveria ir numa prisão daqui ne

jardel dice:

vou v com quem falo pra rolar esse canal

Vitório dice:

pra que?

jardel dice:

bater umas fotos

Vitório dice:

né?

Vitório dice:

demais

jardel dice:

ai cara mas tenho medo tirarem onda com a minha cara? imagina?

jardel dice:

ou nao ne?

jardel dice:

acho q desenrrolo numa boa

Vitório dice:

hj um porra dum mendigo me chamou de alemao

Vitório dice:

tive muita raiva

Vitório dice:

e medo tb

Vitório dice:

tinham umas dona com uma faixa de uma loja de oculos tapando a faixa de pedestre

Vitório dice:

aí eu disse q ela nao podia ficar ali tapando a faixa, pras duas

Vitório dice:

ai ela disse, vc quer q eu fique onde? va reclamar pra loja!

Vitório dice:

aí eu disse, eu reclamo pra vc q vc q ta aqui!

Vitório dice:

e o mendigo começou a gritar: ta cego, alemão!! ta cego??

Vitório dice:

e um bocado daqueles caras da rua com ele

jardel dice:

vaalha

Vitório dice:

imagina..

Vitório dice:

=/

jardel dice:

cara! a rapha passou por uma situação ultra cotidiano urbano...hha...uns caras assaltaram a pague menos e passaram com tudo pela parada de bus q ela tava..saiu correndo e quando virou ja vinham mais 2 armados numa carreira!

jardel dice:

kkkkk

jardel dice:

trauma total

jardel dice:

sim mas eaí tu fez o q?

Vitório dice:

saí andando pela ponte, olhando pra trás discretamente pra ver se os bosta nao tavam me seguindo..

15 julho, 2008

JSS. De volta as festas mensais.


Depois de um ano sem local fixo para festejar, desde a falência do Casarão das Artes, e dois anos depois da criação do coletivo, o Jecatron Sound System descolou uma nova goma para se instalar. Todos os primeiros sábados do mês, a partir do dia 2 de agosto, jecaboys e jecagirls estão convidados a festejar e fazer ferver o Boteco do Charles.

A entrada é gratuita. O couver não é obrigatório. A cerveja é gelada. E o som é de primeira.
Coisa rara em Jecatown. Aproveitem! E espalhem a notícia.

Aviso aos visitantes

Na Jécatown, festa é festival, bar e palco pra show ao vivo é pista, solo de violão é banda e dj set é sound system. Apreciem a paisagem, divirtam-se com moderação e voltem sempre.

ZERØ ZERØ 0.6 - festival independente


10 julho, 2008

Hoje à noite na Jécatown

TAUBATÉ: CAMINHOS DA HISTÓRIA, PARADA OBRIGATÓRIA - Abertura do Projeto

SESC Taubaté

Dia 10/07
Quinta, a partir das 19h30.

Às 19h30, haverá a apresentação da Banda Santa Cecília, de Taubaté e a participação do Clube dos Autos Antigos de Taubaté (CAT). Às 20h30, haverá um show musical reunindo Paranga, Noel Andrade, Cantautores e Baque do Vale. Local: Circo Maior.

GRÁTIS

Manifesto Futurista (1909)

por Filippo Tommaso Marinetti

1. Nós pretendemos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e a intrepidez.

2. Coragem, audácia, e revolta serão elementos essenciais da nossa poesia.

3. Desde então a literatura exaltou uma imobilidade pesarosa, êxtase e sono. Nós pretendemos exaltar a ação agressiva, uma insônia febril, o progresso do corredor, o salto mortal, o soco e tapa.

4. Nós afirmamos que a magnificiência do mundo foi enriquecida por uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um carro de corrida cuja capota é adornada com grandes canos, como serpentes de respirações explosivas de um carro bravejante que parece correr na metralha é mais bonito do que a Vitória da Samotrácia.

5. Nós queremos cantar hinos ao homem e à roda, que arremessa a lança de seu espírito sobre a Terra, ao longo de sua órbita.

6. O poeta deve esgotar a si mesmo com ardor, esplendor, e generosidade, para expandir o fervor entusiástico dos elementos primordiais.

7. Exceto na luta, não há beleza. Nenhum trabalho sem um caráter agressivo pode ser uma obra de arte. Poesia deve ser concebida como um ataque violento em forças desconhecidas, para reduzir e serem prostadas perante o homem.

8. Nós estamos no último promontório dos séculos!... Porque nós deveríamos olhar para trás, quando o que queremos é atravessar as portas misteriosas do Impossível? Tempo e Espaço morreram ontem. Nós já vivemos no absoluto, porque nós criamos a velocidade, eterna, onipresente.

9. Nós glorificaremos a guerra - a única higiene militar, patriotismo, o gesto destrutivo daqueles que trazem a liberdade, idéias pelas quais vale a pena morrer, e o escarnecer da mulher.

10. Nós destruiremos os museus, bibliotecas, academias de todo tipo, lutaremos contra o moralismo, feminismo, toda covardice oportunista ou utilitária.

11. Nós cantaremos as grandes multidões excitadas pelo trabalho, pelo prazer, e pelo tumulto; nós cantaremos a canção das marés de revolução, multicoloridas e polifônicas nas modernas capitais; nós cantaremos o vibrante fervor noturno de arsenais e estaleiros em chamas com violentas luas elétricas; estações de trem cobiçosas que devoram serpentes emplumadas de fumaça; fábricas pendem em nuvens por linhas tortas de suas fumaças; pontes que transpõem rios, como ginastas gigantes, lampejando no sol com um brilho de facas; navios a vapor aventureiros que fungam o horizonte; locomotivas de peito largo cujas rodas atravessam os trilhos como o casco de enormes cavalos de aço freados por tubulações; e o vôo macio de aviões cujos propulsores tagarelam no vento como faixas e parecem aplaudir como um público entusiasmado.

relembrando...


Futurismo
O futurismo foi um movimento artístico e literário instituído com a publicação do Manifesto Futurista do poeta italiano Filippo Tomasso Marinetti, no ano de 1909. Os principais sinais do futurismo eram o movimento, a velocidade, a vida moderna, a violência e a ruptura com a arte do passado, já que os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo, o passado. Os primeiros futuristas europeus também engrandeciam a guerra e a violência. O movimento tem o estilo de expressar o movimento real, assinalando a velocidade exposta pelas figuras em movimento no espaço. O futurismo influenciou diversos artistas no Brasil que depois fundaram outros movimentos modernistas, como Oswald de Andrade e Anita Malfatti, que tiveram contato com o Manifesto Futurista em viagens à Europa, em 1912.

Fonte:Mundo Educação

07 julho, 2008

jecatron ss em julho >>>

- dia 08 de julho no Buteco Charles em Taubaté, as 21h, entrada gratuita.

- dia 09 de julho na praça da rodoviaria velha jecatron ataca novamente no coreto da praça em jecatown, as 16h dessa vez contando com a participação do dj kabelo.

- dia 19 de julho, em pindamonhangaba, jecatron e george soundsystem atacam no bar alçapão as 22h.

beat it!

05 julho, 2008

dandy warhol no brasil

Dono do hit "Bohemian Like You", o grupo americano Dandy Warhols está escalado para o festival Indie Rock, que acontece no Rio de Janeiro e em São Paulo. Serão quatro bandas internacionais: Dandy Warhols, Late of the Pier (banda nova inglesa cujo disco de estréia foi produzido pelo Erol Alkan; ouça a ótima "Bathroom Gurgle") e outras duas a serem definidas (o Vampire Weekend, que estava nos planos, não vem mais). E quatro bandas nacionais: Mombojó, Macaco Bong e outras duas a definir.

Nas duas cidades, as bandas serão divididas em dois dias. O Indie Rock acontece nos dias 28 e 29 de agosto no Canecão, no Rio; e nos dias 29 e 30 de agosto no Citibank Hall, em São Paulo.


Nesse ano que passou, um dos hypes da mídia foi o Dandy Warhols, uma estranha banda glam cheia de referências aos anos 80 com um vocalista performático e estiloso chamado Courtney Taylor-Taylor. Mas, apesar das aparências, essa não é apenas uma bandinha de final de semana, inventada por uma revista especializada qualquer, e sim uma banda com 10 anos, três discos e toda uma história por trás. E esse lado anos 80 é apenas uma das diversas facetas da banda, que explora desde o folk caipirão até os experimentalismos de Jason Pierce no Spaceman 3, passando pela pseudo-intelectualidade urbana, pelo grunge, pelo punk rock, pelo David Bowie... é, referência não é o que falta para os Warhols.

Tudo começou em Portland, cidade próxima de Seattle, em 1993, início do declínio da cultura grunge. Pete Holmstrom, guitarrista, passava o tempo todo importunando seu amigo de longa data Courtney Taylor, ex-baterista e também vocalista e guitarrista, para formar uma banda. Quando foi finalmente convencido a entrar na brincadeira, Courtney chamou seu conhecido Eric Hedford para assumir as baquetas e uma menina chamada Zia McCabe, que trabalhava em um café na cidade e não sabia tocar absolutamente nada na época, para assumir o baixo e os teclados. Estava formado o Andy Warhol’s Wet Dream que, sabiamente, teve seu nome mudado para The Dandy Warhols em pouquíssimo tempo.

Em 94, a banda já era razoavelmente conhecida na cidade, e seus shows eram bem concorridos. Era um bom clima para o lançamento da primeira fita demo, com o bizarro título “The Instruction And Incidentals Of Automobile Handling In Four”. Tanto as apresentações da banda quanto a fita encantaram Thor Lindsay, proprietário do selo independente local Tim/Kerr, que chamou os Warhols para fazer parte de seu elenco. A banda aceitou a proposta e, ainda em 94, foi lançado o primeiro single comercial da banda, um cover de “Little Drummer Boy”. O trabalho dividiu o público: alguns acharam-no uma obra-prima, outros, puro lixo pretensioso. Nesse mesmo ano, começaram as gravações para o que seria o primeiro LP da banda, “Dandys Rule, OK!”




á pensacidade das coisas...


04 julho, 2008

A impermanência

A impermanência mostra a sua face o tempo todo. Por que lutamos para escondê-la? Por que perpetuamos o mito da permanência se com isso alimentamos o círculo do sofrimento? Experiências, amigos, relacionamentos, bens, conhecimentos --- trabalhamos tão arduamente para nos convencer de que eles vão durar. Quando um copo quebra ou nos esquecemos de algo, ou quando alguém morre ou as estações mudam, nós nos surpreendemos. Não podemos acreditar completamente que acabou. Esse sabor agridoce marca nossa vida. O filme termina, nosso relacionamento chega ao fim, as crianças crescem. A impermanência sempre bate à nossa porta.

É claro que o reconhecimento da impermanência não traz a permanência. Significa que estamos mais sintonizados com a realidade; podemos relaxar. Quando abrimos mão do apego à permanência, nossa dor começa a diminuir, porque já não vivemos mais no engano. Ao aceitar a impermanência, gastamos menos energia resistindo à realidade.

O sofrimento adquire uma qualidade mais direta. Já não estamos tentando evitá-lo. Entendemos que a impermanência é um rio que corre ao longo da vida, não uma pedra no meio do caminho. Vemos que, por causa de nossa resistência à impermanência, a dor e o sofrimento são constantes. Compreendemos que a dor começa com o desejo de permanência.

A contemplação ajuda-nos a entender verdades profundas que raramente levamos em conta, apesar de estabelecermos nossa vida sobre elas. Contemplamos essas verdades a fim de produzir uma mudança em nossa compreensão da realidade, no modo como percebemos a vida. Quando, durante uma sessão de meditação, mantemos a mente nas palavras: "Tudo é impermanente", seu significado começa a ficar claro. Quando vislumbramos o que é a impermanência, conservamos a mente nessa compreensão. Assim nos familiarizamos com uma verdade simples em que geralmente nem mesmo reparamos. Começamos a viver a vida com uma compreensão mais profunda.

Sakyong Miphan (trad. provável Carolina Castilho)
jazildo