10 setembro, 2008

De volta oa lance da Choque Cultural

Agora com as ideias mais no lugar, vou meio que esclarecer o meu primeiro post.

Pixação não é coisa de criança né ... existe aqueles que escrevem "rogerinho viado", "ta, te amo", "vanessa gostosa", "vai tomar no #$" e que de fato só estão sujando muro pra escrever besteira. Mas tem aqueles que saem no role sempre que dá pra lançar tag, marcar os lugares mais complicados de se chegar, fugir de policia, ter visibilidade da tag e enfim, vivem nisso, amam isso e não são crianças, muito pelo contrário. Gostam da adrenalina do risco de fazer isso e do prazer que sentem qdo veem a marca que fizeram em um lugar onde varias pessoas passam por dia (ou não).
Tem gente que sente prazer jogando golf, e tem gente que sente prazer pixando. Cada um na sua.
Graffiti é pixação mais detalhada, colorida e facil de entender para os leigos. Mas é pixação tbm. É igual. Pixador e graffiteiro se respeitam de igual pra igual. A expressão de um nao é melhor que a do outro. Estão todos na mesma.
Então, pessoas que nao entendem pelo menos isso, nao tem opinião valida numa discussão que foca a resposta de pixador num mercado que vende o graffiti como produto. E outra ... graffiti não. Graffiti é um universo enorme com varios estilos e atitudes. O mercado vende uma pequena fração desse universo como graffiti como um todo. E quem nao sabe de nada compra a idéia.
Só que isso não é de agora. Há 20 anos o graffiti virou produto. E ha 20 anos existe essa bronca do movimento com aquilo que as galerias exibem e vendem como graffiti.

Pronto. Tendo isso esclarecido, pelo menos pra mim, a ação de pixadores, que são a essencia da arte de rua, numa galeria que se propoe a transformar a arte de rua em produto, faz sentido!! E pra mim a ação gerou mais discussão do que destruição, ja que a maioria das peças la dentro sao emolduradas e tem proteção em vidro ou acrilico. E quem pixou sabia disso.

Só que ai que ta. Lendo mais sobre o tal atentado, ainda nao ficou clara a intensão da galera que fez isso. Se realmente foi uma resposta do movimento ou se foi capricho de um universitario classe media com uma queda por contravenção.

Não ficou claro nem se foi armação da propria galeria. Coisa que ja nem eu acredito mais também.

Acho que esse mundo capitalista selvagem que vc diz não é tao onipotente assim. E tem muita gente ai que faz o que faz sem visar acumular lucro sim! Só pelo prazer da coisa. Simples assim. Tem gente que quer mais respeito que dinheiro. Parece piegas isso mas tem! E nesse meio de pixação e graffiti então o que se menos da valor é propriedade e riqueza.

E artista nao. Artista quer fama. Pode jurar que nao. Mas é isso que quer.
Então misturar graffiti com arte não da liga, entende?

2 comentários:

Talita disse...

Eu não generalizei todos os pixadores do mundo e nem todo grafite do mundo. Eu só deixei claro que existir uma galeria de arte que vende o grafite não é coisa de outro mundo, é coisa do nosso mundo capitalista. Também acho que faria sentido a invasão, se o tal do convite deles não estivesse pedindo o reconehcimento da pixação como arte. Este caso da choque é isolado e queimou o filme daqueles pixadores, que foram lá pra defender uma causa que é playboy de classe média que quer defender.A causa do "quero ser artista".

ACHO QUE ACABOU ESSA DISCUSSÃO NÉ?

juninho disse...

sim senhora!
hahahahaha