Maurício,
em momento algum eu quis ser maldoso ou ofender pessoalmente você ou teus colegas de trabalho comerciantes ou donos de sebo. Na verdade nem me ocorreu incluir essa categoria, por assim dizer, no comentário.
Estava falando dos colecionadores, como você consequentemente é, mas como eu também sou (inclusive não tenho nenhum vinil de heavy metal, nem mesmo o primeiro do Black Sabbath) e outros tantos amigos que conheço são. Inclusive não me excluo dessa "elite" que critiquei. Se você se sentiu ofendido peço desculpas aqui no blog pois, de coração, essa não era nem de longe a intensão. Inclusive pela falta de intimidade que temos, seria ignorância minha te atacar pessoalmente afim de te ofender da forma como sinto que voc6e ficou ofendido.
Conversando com um MC de HipHop daqui, fiquei sabendo que ele havia visitado essa fábrica de vinil ai na baixada fluminense, que agora me foge o nome, para acertar os detalhes da produção de seu disco. Papo vai, papo vem, alguma cabeça (não sei se o dono) contou pra ele que quem mantinha a fábrica funcionando, até aquele momento, eram as bandas e selos independentes de heavy metal nacional que nunca cessaram a produção. E isso pouca gente observa.
O que coloquei foi uma perspectiva a mais (se está certa ou errada, quem ler julgará), e não uma análise política ou social.
Mas ainda sim, não discordo de nada que escrevi sobre o fato de que coleção de vinil é sim uma atividade elitista, e que essa elite, que inclusive faço parte, mesmo que em níveis mais sutis em alguns e mais exagerados em outros é: demagoga no discurso, egoista, e hipócrita em não reconhecer isso. Posso estar exagerando na generalização do comentário, mas pelo que observo acredito sim que que isso seja fato.
Isso não é um ataque, mas sim uma opinião e possivelmente uma auto-critica.
Paz meu velho...
e não se cale não.
Juninho
19 outubro, 2009
Re: Mais cult do que roots [4]
Saulo,
O que mais me encuca e me intriga dentre as análises socioeconômicas que seu post gerou no Jecabit é a afirmação do Juninho de que os colecionadores, fabricantes e vendedores de vinil são parte da elite e, como tal, são egoístas, mesquinhos e demagógicos. [...] "demagógico" é em geral o atributo de um discurso ou de uma ação (como uma lei), não de pessoas. "Egoísta" e "mesquinho" já são palavras por demais subjetivas e emotivas. Fica difícil saber de que características mais exatamente das elites ele está falando. O que salta aos olhos é o tom ressentido do comentário. Pra mim, particularmente, egoísmo e mesquinhez são atributos essenciais, daquilo que os religiosos chamariam de alma ou espírito individual, e pra mim indicam falta de caráter. O que já leva o debate pra outra seara, muito distante da política ou da economia. Num sistema perverso e malvado, existem classes que são agentes da opressão, ou dela se beneficiam, ou colaboram para a legitimação ideológica do sistema. Mas acusar uma classe social de ser perversa ou malvada é manobra apelativa típica da liderança sindical mais vulgar, diante da platéia mais ignorante possível. A partir dum certo ponto estamos falando de pessoas, não de abstrações. Diferentemente de "pessoas que ganham entre 5 e 20 salários-mínimos" os colecionadores de vinil, por exemplo, constituem um perfil bem mais tangível, são pessoas bem próximas de vocês.
O tipo de discurso do Juninho sempre leva a isso: um sujeito é encaixotado dentro de uma generalização ofensiva, fica puto, e a troca de ideias morre. Por que eu, que sou dono de um sebo, gastaria meu tempo pra debater com um cara que me trata, e aos meus colegas de profissão, de maneira tão desrespeitosa? Porque conheço o Saulo desde que tenho 15 anos, e com ele já me diverti à beça no passado, só por isso. Esse tipo discurso raivoso fica até muito bonito em artistas jovens, cuja genialidade se expressa com a iconoclastia típica de quem está para criar os paradigmas de amanhã. É o caso do Juninho? Espero que sim.
No sebo que administro, estava outro dia discutindo o sistema de cotas com um historiador especializado na Índia (onde nasceu o sistema, quando os ingleses tentaram dar concretude ao sistema de castas, que existia de fato mas não como realidade jurídica). Ele disse num momento que existia um sistema de cotas para brancos nos concursos públicos. Minha resposta foi: "não confunda as coisas. Mesmo que você argumente a existência de estruturas ou fenômenos sociais que produzem um efeito igual ao que produziria um sistema de cotas, ISSO NÃO TORNA VERDADEIRA a afirmação de que existe um sistema de cotas para brancos no Brasil. Não existe, essa é a verdade."
(Aliás, quando alguém começa a duvidar da possibilidade de se distinguir entre verdades e mentiras, aí é mesmo que a conversa leva um tiro na nuca. Quando alguém tenta uma estratégia tão escrota como essa pra esconder sua falta de argumentos eu não brigo mais. Me calo, pico a mula.)
Para quem gosta de metáforas e frases de efeitos, para quem quer fazer drama, a poesia é um campo mais indicado do que a discussão política.
Maurício
O que mais me encuca e me intriga dentre as análises socioeconômicas que seu post gerou no Jecabit é a afirmação do Juninho de que os colecionadores, fabricantes e vendedores de vinil são parte da elite e, como tal, são egoístas, mesquinhos e demagógicos. [...] "demagógico" é em geral o atributo de um discurso ou de uma ação (como uma lei), não de pessoas. "Egoísta" e "mesquinho" já são palavras por demais subjetivas e emotivas. Fica difícil saber de que características mais exatamente das elites ele está falando. O que salta aos olhos é o tom ressentido do comentário. Pra mim, particularmente, egoísmo e mesquinhez são atributos essenciais, daquilo que os religiosos chamariam de alma ou espírito individual, e pra mim indicam falta de caráter. O que já leva o debate pra outra seara, muito distante da política ou da economia. Num sistema perverso e malvado, existem classes que são agentes da opressão, ou dela se beneficiam, ou colaboram para a legitimação ideológica do sistema. Mas acusar uma classe social de ser perversa ou malvada é manobra apelativa típica da liderança sindical mais vulgar, diante da platéia mais ignorante possível. A partir dum certo ponto estamos falando de pessoas, não de abstrações. Diferentemente de "pessoas que ganham entre 5 e 20 salários-mínimos" os colecionadores de vinil, por exemplo, constituem um perfil bem mais tangível, são pessoas bem próximas de vocês.
O tipo de discurso do Juninho sempre leva a isso: um sujeito é encaixotado dentro de uma generalização ofensiva, fica puto, e a troca de ideias morre. Por que eu, que sou dono de um sebo, gastaria meu tempo pra debater com um cara que me trata, e aos meus colegas de profissão, de maneira tão desrespeitosa? Porque conheço o Saulo desde que tenho 15 anos, e com ele já me diverti à beça no passado, só por isso. Esse tipo discurso raivoso fica até muito bonito em artistas jovens, cuja genialidade se expressa com a iconoclastia típica de quem está para criar os paradigmas de amanhã. É o caso do Juninho? Espero que sim.
No sebo que administro, estava outro dia discutindo o sistema de cotas com um historiador especializado na Índia (onde nasceu o sistema, quando os ingleses tentaram dar concretude ao sistema de castas, que existia de fato mas não como realidade jurídica). Ele disse num momento que existia um sistema de cotas para brancos nos concursos públicos. Minha resposta foi: "não confunda as coisas. Mesmo que você argumente a existência de estruturas ou fenômenos sociais que produzem um efeito igual ao que produziria um sistema de cotas, ISSO NÃO TORNA VERDADEIRA a afirmação de que existe um sistema de cotas para brancos no Brasil. Não existe, essa é a verdade."
(Aliás, quando alguém começa a duvidar da possibilidade de se distinguir entre verdades e mentiras, aí é mesmo que a conversa leva um tiro na nuca. Quando alguém tenta uma estratégia tão escrota como essa pra esconder sua falta de argumentos eu não brigo mais. Me calo, pico a mula.)
Para quem gosta de metáforas e frases de efeitos, para quem quer fazer drama, a poesia é um campo mais indicado do que a discussão política.
Maurício
17 outubro, 2009
Re: Mais cult do que roots [3]
Pois é, Juninho, a cena metal é forte e conta com uma legião de seguidores fiéis no Brasil. A banda brasileira mais bem sucedida no mercado da música pop saiu dessa cena... Essa popularidade é compreensível, dadas as condições de vida do país e a temática do heavy metal. O metal também fala de força, uma força para sobreviver em condições adversas. É daí que essa galera tira sua motivação, sua inspiração. Sad but true.
15 outubro, 2009
Re: Mais cult do que roots [2]
Pois é ... acho que é consenso dizer que o vinil, dentro da nossa bolha, é um caprichoso artigo de luxo. Quase uma commoditie.
Só tenho uma perspectiva a acrescentar.
Sebos e colecionadores, amantes de vinil, do bolachão, com seus clássicos do rock'n'roll e pérolas da música "popular" brasileira são logicamente elite. Tanto cultural como economica. E carregam consequentemente consigo varias caracteristicas que todo tipo de elite possui, como hipocrisia, demagogia, egoismo entre outras.
Amam tanto, discutem tanto, supervalorizam tanto, ao ponto de tomarem pra si (mesmo que implicita ou inconscientemente) o título de defensores do vinil.
Mas o interessante é lembrar que a industria nacional de vinil só não encerrou de vez suas atividades, quando outras mídias surgiram e se popularizaram, graças outros apreciadores/produtores de música (e vinil) com discrepante diferença de poder aquisitivo dessa "elite musical". Embora o hip hop tenha sua parcela nisso, o grande mérito é do heavy metal nacional. Trash e fedido.
E quem lembra disso?
Só tenho uma perspectiva a acrescentar.
Sebos e colecionadores, amantes de vinil, do bolachão, com seus clássicos do rock'n'roll e pérolas da música "popular" brasileira são logicamente elite. Tanto cultural como economica. E carregam consequentemente consigo varias caracteristicas que todo tipo de elite possui, como hipocrisia, demagogia, egoismo entre outras.
Amam tanto, discutem tanto, supervalorizam tanto, ao ponto de tomarem pra si (mesmo que implicita ou inconscientemente) o título de defensores do vinil.
Mas o interessante é lembrar que a industria nacional de vinil só não encerrou de vez suas atividades, quando outras mídias surgiram e se popularizaram, graças outros apreciadores/produtores de música (e vinil) com discrepante diferença de poder aquisitivo dessa "elite musical". Embora o hip hop tenha sua parcela nisso, o grande mérito é do heavy metal nacional. Trash e fedido.
E quem lembra disso?
14 outubro, 2009
Re: Mais cult do que roots
Saulo,
Concordo contigo. O vinil é artigo, senão de luxo, pelo menos pra classe média. Na verdade, pagar pela música virou um requinte das classes de média pra cima. No mundo digital, literatura, cinema e música estão ao alcance do software adequado.
Mas é bom lembrarmos que na Europa, principalmente, o vinil custa o mesmo que o CD. Bandas cujos integrantes são apreciadores do formato privilegiam mais o bolachão, e às vezes um produto mais bem acabado (com pôster e outros fru-frus) são mais carinhos, mas não muito mais. LPs de bandas novas ou hypes são artigo de luxo no Brasil pelas dificuldades de importação, ou seja, mais por uma peculiariedade da nossa economia ou do nosso sistema jurídico, do que pela característica do produto mesmo.
Se tudo der certo, com o tempo aparecerão mais LPs de bandas e selos brasileiras, e o preço deve cair.
Um abraço,
Maurício
Concordo contigo. O vinil é artigo, senão de luxo, pelo menos pra classe média. Na verdade, pagar pela música virou um requinte das classes de média pra cima. No mundo digital, literatura, cinema e música estão ao alcance do software adequado.
Mas é bom lembrarmos que na Europa, principalmente, o vinil custa o mesmo que o CD. Bandas cujos integrantes são apreciadores do formato privilegiam mais o bolachão, e às vezes um produto mais bem acabado (com pôster e outros fru-frus) são mais carinhos, mas não muito mais. LPs de bandas novas ou hypes são artigo de luxo no Brasil pelas dificuldades de importação, ou seja, mais por uma peculiariedade da nossa economia ou do nosso sistema jurídico, do que pela característica do produto mesmo.
Se tudo der certo, com o tempo aparecerão mais LPs de bandas e selos brasileiras, e o preço deve cair.
Um abraço,
Maurício
Mais cult do que roots
Após umas palavras rápidas ontem com o camarada Victor Di Lorenzo, do Jecatron Soundsystem, fiquei pensando em quantos conceitos errados se embasa a cena jéca. De qualquer modo, talvez essa total imprecisão e gambiarra conceitual, esse qualquer coisa tá valendo, seja justamente o que distinga e caracterize a cena.
Quando a tal cultura soundsystem começou nos saudosos, otimistas e grilescos anos 60, não havia outra opção para reprodução sonora além do disco (a fita magnética não era tão popular, era mais utilizada em estúdio). Os caras lá na Jamaica montavam seus sistemas com o que lhes era acessível, e mandavam ver. Conforme a dedicação, investiam mais neles, mas o que importava mesmo eram as festas.
Com o desenvolvimento da tecnologia de acesso popular, surgiu uma outra cultura, a dos audiófilos. Trata-se de uma abordagem bem mais técnica, os caras preocupados com a qualidade sonora, buscando caixas, cabos e agulhas de qualidade superior, que conversam sobre os equipamentos disponíveis no mercado e discos raros conseguidos com muito esforço, e até sobre os detalhes técnicos das gravações. O foco aí são os equipamentos e a qualidade do som, além dos discos e das gravações --- cara, que tu achou do sistema com caixas em crossover que a Sony lançou? Ah, perde um pouco dos médios, precisam equilibrar melhor...
Claro que essas abordagens acabam se misturando, a fala seguinte poderia ter sido proferida tanto por um festeiro que monta um soundsystem quanto por um audiófilo colecionador de discos: --- descolei a edição original do single de Caravan of Love, dos Housemartins! [...] Não tá ligado? Foi a única canção deles que atingiu o número 1 da lista de singles britânicos... e, ironicamente, é um cover, do Isley-Jasper-Isley...
Mas o ponto é que hoje o disco de vinil já não é o meio mais comum para gravações sonoras --- pelo contrário, é restrito aos colecionadores que se dispõem a se aventurar por sebos empoeirados em busca de edições raras e obscuras ou aos aficionados que dispõem do cacife necessário para pagar por prensagens novas. Ou seja, virou artigo de luxo, enquanto o mp3 reina como principal e mais popular meio de difusão das gravações no século XXI.
Então, dizer que é roots usar discos de vinil novos e tocadiscos com tecnologia de ponta denota um foco na forma que não leva em consideração o conteúdo, pois a ideia original dos soundsystems jamaicanos não era baseada em equipamentos acessíveis apenas a uma minoria economicamente privilegiada. Pelo contrário, a ideia era mais voltada para a realização de festas a baixo custo, principalmente em bairros pobres, utilizando os equipamentos que estivessem disponíveis. Por acaso na época o disco de vinil era o meio de gravação vendido no comércio de massa; hoje o meio está restrito.
Portanto, cabe mais aí o termo cult para a utilização do vinil do que o termo roots. É mais importante pensar na raiz da ideia, e não no material que era utilizado, pois o material é mais impermanente (está mais sujeito às mudanças do tempo) do que a ideia. Falta levar mais em consideração o ambiente da cena jéca --- algo entre a periferia suburbana e a roça --- e as condições atuais da cena da produção sonora e da indústria cultural mundial ao aplicar ideias de outro ponto do continuum espaço-tempo.
Quando a tal cultura soundsystem começou nos saudosos, otimistas e grilescos anos 60, não havia outra opção para reprodução sonora além do disco (a fita magnética não era tão popular, era mais utilizada em estúdio). Os caras lá na Jamaica montavam seus sistemas com o que lhes era acessível, e mandavam ver. Conforme a dedicação, investiam mais neles, mas o que importava mesmo eram as festas.
Com o desenvolvimento da tecnologia de acesso popular, surgiu uma outra cultura, a dos audiófilos. Trata-se de uma abordagem bem mais técnica, os caras preocupados com a qualidade sonora, buscando caixas, cabos e agulhas de qualidade superior, que conversam sobre os equipamentos disponíveis no mercado e discos raros conseguidos com muito esforço, e até sobre os detalhes técnicos das gravações. O foco aí são os equipamentos e a qualidade do som, além dos discos e das gravações --- cara, que tu achou do sistema com caixas em crossover que a Sony lançou? Ah, perde um pouco dos médios, precisam equilibrar melhor...
Claro que essas abordagens acabam se misturando, a fala seguinte poderia ter sido proferida tanto por um festeiro que monta um soundsystem quanto por um audiófilo colecionador de discos: --- descolei a edição original do single de Caravan of Love, dos Housemartins! [...] Não tá ligado? Foi a única canção deles que atingiu o número 1 da lista de singles britânicos... e, ironicamente, é um cover, do Isley-Jasper-Isley...
Mas o ponto é que hoje o disco de vinil já não é o meio mais comum para gravações sonoras --- pelo contrário, é restrito aos colecionadores que se dispõem a se aventurar por sebos empoeirados em busca de edições raras e obscuras ou aos aficionados que dispõem do cacife necessário para pagar por prensagens novas. Ou seja, virou artigo de luxo, enquanto o mp3 reina como principal e mais popular meio de difusão das gravações no século XXI.
Então, dizer que é roots usar discos de vinil novos e tocadiscos com tecnologia de ponta denota um foco na forma que não leva em consideração o conteúdo, pois a ideia original dos soundsystems jamaicanos não era baseada em equipamentos acessíveis apenas a uma minoria economicamente privilegiada. Pelo contrário, a ideia era mais voltada para a realização de festas a baixo custo, principalmente em bairros pobres, utilizando os equipamentos que estivessem disponíveis. Por acaso na época o disco de vinil era o meio de gravação vendido no comércio de massa; hoje o meio está restrito.
Portanto, cabe mais aí o termo cult para a utilização do vinil do que o termo roots. É mais importante pensar na raiz da ideia, e não no material que era utilizado, pois o material é mais impermanente (está mais sujeito às mudanças do tempo) do que a ideia. Falta levar mais em consideração o ambiente da cena jéca --- algo entre a periferia suburbana e a roça --- e as condições atuais da cena da produção sonora e da indústria cultural mundial ao aplicar ideias de outro ponto do continuum espaço-tempo.
13 outubro, 2009
Jecatron SS convidados pra festa na Babilônia

Jecatron vai discotecar nessa festa no dia 24 com os Georges, e o novo projeto do Dj kabelo com o Juninho do Jecatron...o Riddim. E puta...meo...quem vai colar tbm são os caras do Jurassic SS...de sampa, que resgatam o ska e outras preciosidades dos anos 60 em vinil. Quem cola tbm é o B Negão SS...o cara não precisa nem falar sobre. Grande atração da noite. Agora não to ligado desse projeto novo dele. Num é seletores de frequencia, num é turbo trio. Vamo ve. Quem cola também é o Dada Yute que ainda não conheço..e claro, a TROPA...a aniversariante da noite. porra vlw o convite troopers.
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06 outubro, 2009
30 setembro, 2009
Jecatron SS + The Negative Mantras + Dj Cirilo no casarão inédito

Festa num casarão inédito em Jecatown.
Um maluco vai abrir uma loja de tênis nesse casarão e antes da reforma resolveu dar uma festa e chamou a gente. É um desses casarões do centro que todo mundo passa e imagina: nooossa uma festa aqui seria massa! E só vai ter essa! E muito bem acompanhados. Vai rolar show do Negative Mantras e dj Cirilo. E uma galera do graffiti mandando uns desenhos fora da balada.
O esquema é FREE.
Posta aí o nome de quem tiver afim no comment.(se é que alguem ainda acessa esse blog,rs). Rola um bar na festa, preços justos!
It´s gonna be a night to remember.
A fronteira sem portões - 12
12. Yan chama seu mestre
O venerável Ruiyan Yan chamava a si mesmo todos os dias, “Honorável Mestre”, e respondia a si mesmo, “Sim!”.
Então dizia, “Esteja desperto”, e respondia, “Sim, senhor!”.
“A todo momento, em todos os dias, não seja enganado pelos outros!”.
“Sim, senhor! Sim, senhor!”.
Wumen diz:
O velho Ruiyan compra e vende a si mesmo, ele joga com várias máscaras de deuses e demônios. Por que razão? Com uma pergunta, com outra responde. Com uma disse, “Esteja desperto”, com outra, “Não seja enganado pelos outros”. Ao se apegar a qualquer uma delas, há erro. Se, contudo, imitar Ruiyan, então todas essas não são mais que disfarces de raposa.
A canção diz:
O estudante do Caminho não conhece a verdade,
Apegado somente ao conhecimento divino prévio.
À origem de incontáveis kalpas de nascimentos e mortes futuras,
O tolo chama de ser primordial.
O venerável Ruiyan Yan chamava a si mesmo todos os dias, “Honorável Mestre”, e respondia a si mesmo, “Sim!”.
Então dizia, “Esteja desperto”, e respondia, “Sim, senhor!”.
“A todo momento, em todos os dias, não seja enganado pelos outros!”.
“Sim, senhor! Sim, senhor!”.
Wumen diz:
O velho Ruiyan compra e vende a si mesmo, ele joga com várias máscaras de deuses e demônios. Por que razão? Com uma pergunta, com outra responde. Com uma disse, “Esteja desperto”, com outra, “Não seja enganado pelos outros”. Ao se apegar a qualquer uma delas, há erro. Se, contudo, imitar Ruiyan, então todas essas não são mais que disfarces de raposa.
A canção diz:
O estudante do Caminho não conhece a verdade,
Apegado somente ao conhecimento divino prévio.
À origem de incontáveis kalpas de nascimentos e mortes futuras,
O tolo chama de ser primordial.
21 setembro, 2009
Jecatron SS e Funkessencia atacam em São Paulo

E aí rapaziada,
eis aí mais uma investida jecatrônica na metrópole.
Sempre bem acompanhados!
Dessa vez com a banda de jazz/funk/soul Funkessencia que é boa pacas!
Eles lançaram um EP ai e tão mandando muito bem. ( www.funkessencia.com.br )
O clima é de swing, with a lotta wooja running on, pra requebrar o esqueleto! rs
Então vista roupas confortaveis, dê aquele tapa no look e caia na pista ao som
de beats e grooves envolventes.
Dia 24/09 - quinta
na IDCH - http://www.idch.art.br/NovoSite/index.html
15zinho pra entrar
Rua Clodomiro Amazonas, 660.
Itaim - São Paulo - SP
Hit it!
19 setembro, 2009
La Camioneta Gris
Los Tigres del Norte - La Camioneta Gris
Una camioneta gris con placas de California
la traían bien arreglada Pedro Marquez y su novia
muchos dolares llevaban para cambiarlos por droga.
Traia llantas de carrera con sus rines bien cromados
motor grande y arreglado Pedro se sentia seguro
no hay federal de caminos que me alcance te lo juro.
Su destino era Acapulco asi lo tenian planeado
disfrutar luna de miel y el regreso aprovecharlo
con cien kilos de la fina que en la gris habian clavado.
De regreso en Sinaloa Pedro le dice a la Ines
Voy viendo que alguien nos sigue ya sabes lo que hay ke hacer
saca pues tu metralleta y hazlos desaparecer.
En Sonora los rodearon diez carros de federales
le dice la Ines a Pedro no permitas nos atrapen
vuela por encima de ellos no es la primer vez que lo haces.
Por bocina les gritaban helicopteros alerta
los tenemos bien rodeados es mejor que se detengan
de pronto un tren ke cruzaba acabo con la pareja.
Filme mexicano baseado na canção do grupo Los Tigres del Norte. Pertence ao gênero chamado de narcocorrido, canções populares temáticas do tráfico de drogas.
18 setembro, 2009
banda virtual in Bb 2.0
Esse maluco Darren Solomon postou em seu blog um chamado para que músicos enviassem vídeos com participações na nota Sibemol. Os vídeos funcionam em qualquer tempo juntos, e ai você mixa ajustando os volumes. Muito louco.
check it> http://www.inbflat.net/
check it> http://www.inbflat.net/
15 setembro, 2009
Alan Watts: Zen e maconha
Outro dia desses ao sair de uma sessão de meditação me deparei na banca de jornais com um livro de bolso que tinha Zen no título. Foi escrito por um cara chamado Alan Watts, abri a ficha dele na Wikipedia. Interessante essa relação do movimento gradual do Zen com a velocidade dos meios de pesquisa atuais. Às vezes até sinto que algo restringe o uso de tais meios para evitar uma sobrecarga de informações que prejudicaria o avanço no Zen.
Watts foi um dos pioneiros do Zen no ocidente, tendo escrito e traduzido diversos títulos de e sobre filosofia e religião oriental, de diversas linhas, budistas e taoístas em sua maioria, pelo que vislumbrei. Segundo a Wikipedia, Watts “também experimentou a maconha e concluiu que era uma droga psicoativa interessante e útil que dava a impressão do tempo ficar mais devagar”. Mas ele comentou sobre o uso de drogas psicodélicas: “Quando você entender a mensagem, desligue o telefone”.
http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Watts
Watts foi um dos pioneiros do Zen no ocidente, tendo escrito e traduzido diversos títulos de e sobre filosofia e religião oriental, de diversas linhas, budistas e taoístas em sua maioria, pelo que vislumbrei. Segundo a Wikipedia, Watts “também experimentou a maconha e concluiu que era uma droga psicoativa interessante e útil que dava a impressão do tempo ficar mais devagar”. Mas ele comentou sobre o uso de drogas psicodélicas: “Quando você entender a mensagem, desligue o telefone”.
http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Watts
14 setembro, 2009
12 setembro, 2009
Colando os tais caquinhos do velho mundo
e aí velho... firmeza?
tranquilo brou
e tu?
em paz
qual o paradeiro?
mesa de ofício
hahahahahaha
foda... voltei à labuta hoje
cheguei anteontem do ultimo rolê
qual?
missão comprida
buenos aires
longa missão
um mês
tu foi colar os caquinhos do velho mundo
comprida e cumprida
e aportou no novo pela argentina?
velho... você TEM q ir a berlim
tudo a seu tempo
sim...
mas não esquece isso
que tu curtiu mais lá?
cara... as pessoas
o ambiente lá
claro... mas qual é o clima das pessoas... descreve aí
meio que assim ... a sensação que dá é que gente nova tá fazendo a cidade...
tem muita ocupação... muita coisa independente de verdade... muito espaço pra tudo... muita gente criativa...
e nada disso é elitista
é um lance independente de verdade, meu... sem essa de patrô e tal
galera ocupa um pico... uma área... e cria um espaço livre ali
tem muito disso
varios prédios fodidos ocupados...
terrenos na beira do rio
casa
tudo...
e a galera cria ambientes livres ali... regras próprias... atividades abertas...
e tudo o mais pacífico possível...
a cidade é toda velha e fodida... mas é massa pq é cheia de vida, meu... cada um pode ser o que quiser lá
tá certo que eles são puta bairristas... tem lugar que só alemão tem boi...
mas até certo ponto tá certo... dá pra entender...
eles tem um lance com turista
mas porra... la é demais meu
a lei deve ser mais tolerante lá
você entra nuns prédios fodidos que não dá nada da rua... cheios de lixo... e lá dentro acha livraria... cinema... bar... ateliês...
tudo de maluco que ocupou e tá ali...
tinha uma sala escura num andar x de um prédio todo fodido lá que era só chegar no horário certo, sentar e ver os filmes que eles exibiam
a organização daquela galera é bem massa... simples e eficiente...
sem patifaria... blablabla... nada
em relação a esses lances de moradia e tal... propriedade ociosa
sim...
isso eu vi na europa inteira...
mas em belrim isso é mais intenso
a galera não ocupa só pra morar
sei qual é
a galera cria uns espaços muito fodas
território livre mesmo
tem lugar que é meio pra inglês ver... dá pra sentir que eles querem é vender a ideia e arrancar um de quem vai...
mas um monte ali é sincero mesmo
tem uns picos no meio da cidade... na beira do rio... que você entra e tem bar... pista de skate... quadra de basquete... espaço pra dormir... comer... fazer o que quiser sem precisar dar satisfação nenhuma nem nada
e la é barato meu
4 euros rola comer um falafel mosntruoso com chá gelado e um chocolate se marcar hahahaa
china...
bem loco mesmo
mas fui em copenhagen... e lá rola cristiania. já ouviu falar?
o nome não, mas ouvi dizer que tem uma parada lá
por que tu disse china...?
é isso...
rango china muito barato
hum... mas a galera paga imposto e tal normal
em berlim?
não sei como funciona
fala mais dessa cristiania
meu... fica no meio de copenhagen
do lado do centro
aí rola um beco com uma placa com o símbolo deles... que é 3 pontos amarelos num círculo vermelho
e a parada em si?
então... o pico na real era uma comuna anarquista dos anos 60 que virou... até hoje estado não se mete lá
mora tipo umas 800 pessoas lá
e o pico é do tamanho de um parque... tem lago... bastante área verde...
mas quando você entra pelo beco você sai na vila...
a vila é tipo uns prédios caindo aos pedaços... tudo pichado... aí rola uns trailers de goró... rango... vários... umas bancas hippies... uns zines livros e revistas... umas oficinas de sucata e madeira... e a bancas de fumo
aí você chega nessas bancas de fumo e tem uns sacões na mesa com a boca aberta e vários tipos de fumo ali...
mesmo preço de amsterdã
[transmissão interrompida por falha na conexão. última mensagem recebida às 15:07, horário de brasília, do dia 10.09.09. constatou-se que charles puxou o fio.]
tranquilo brou
e tu?
em paz
qual o paradeiro?
mesa de ofício
hahahahahaha
foda... voltei à labuta hoje
cheguei anteontem do ultimo rolê
qual?
missão comprida
buenos aires
longa missão
um mês
tu foi colar os caquinhos do velho mundo
comprida e cumprida
e aportou no novo pela argentina?
velho... você TEM q ir a berlim
tudo a seu tempo
sim...
mas não esquece isso
que tu curtiu mais lá?
cara... as pessoas
o ambiente lá
claro... mas qual é o clima das pessoas... descreve aí
meio que assim ... a sensação que dá é que gente nova tá fazendo a cidade...
tem muita ocupação... muita coisa independente de verdade... muito espaço pra tudo... muita gente criativa...
e nada disso é elitista
é um lance independente de verdade, meu... sem essa de patrô e tal
galera ocupa um pico... uma área... e cria um espaço livre ali
tem muito disso
varios prédios fodidos ocupados...
terrenos na beira do rio
casa
tudo...
e a galera cria ambientes livres ali... regras próprias... atividades abertas...
e tudo o mais pacífico possível...
a cidade é toda velha e fodida... mas é massa pq é cheia de vida, meu... cada um pode ser o que quiser lá
tá certo que eles são puta bairristas... tem lugar que só alemão tem boi...
mas até certo ponto tá certo... dá pra entender...
eles tem um lance com turista
mas porra... la é demais meu
a lei deve ser mais tolerante lá
você entra nuns prédios fodidos que não dá nada da rua... cheios de lixo... e lá dentro acha livraria... cinema... bar... ateliês...
tudo de maluco que ocupou e tá ali...
tinha uma sala escura num andar x de um prédio todo fodido lá que era só chegar no horário certo, sentar e ver os filmes que eles exibiam
a organização daquela galera é bem massa... simples e eficiente...
sem patifaria... blablabla... nada
em relação a esses lances de moradia e tal... propriedade ociosa
sim...
isso eu vi na europa inteira...
mas em belrim isso é mais intenso
a galera não ocupa só pra morar
sei qual é
a galera cria uns espaços muito fodas
território livre mesmo
tem lugar que é meio pra inglês ver... dá pra sentir que eles querem é vender a ideia e arrancar um de quem vai...
mas um monte ali é sincero mesmo
tem uns picos no meio da cidade... na beira do rio... que você entra e tem bar... pista de skate... quadra de basquete... espaço pra dormir... comer... fazer o que quiser sem precisar dar satisfação nenhuma nem nada
e la é barato meu
4 euros rola comer um falafel mosntruoso com chá gelado e um chocolate se marcar hahahaa
china...
bem loco mesmo
mas fui em copenhagen... e lá rola cristiania. já ouviu falar?
o nome não, mas ouvi dizer que tem uma parada lá
por que tu disse china...?
é isso...
rango china muito barato
hum... mas a galera paga imposto e tal normal
em berlim?
não sei como funciona
fala mais dessa cristiania
meu... fica no meio de copenhagen
do lado do centro
aí rola um beco com uma placa com o símbolo deles... que é 3 pontos amarelos num círculo vermelho
e a parada em si?
então... o pico na real era uma comuna anarquista dos anos 60 que virou... até hoje estado não se mete lá
mora tipo umas 800 pessoas lá
e o pico é do tamanho de um parque... tem lago... bastante área verde...
mas quando você entra pelo beco você sai na vila...
a vila é tipo uns prédios caindo aos pedaços... tudo pichado... aí rola uns trailers de goró... rango... vários... umas bancas hippies... uns zines livros e revistas... umas oficinas de sucata e madeira... e a bancas de fumo
aí você chega nessas bancas de fumo e tem uns sacões na mesa com a boca aberta e vários tipos de fumo ali...
mesmo preço de amsterdã
[transmissão interrompida por falha na conexão. última mensagem recebida às 15:07, horário de brasília, do dia 10.09.09. constatou-se que charles puxou o fio.]
04 setembro, 2009
N.A.S.A. - a volta
Show deles vai rolar no Brasil em novembro, dia 07. No Festival Planeta Terra.
02 setembro, 2009
01 setembro, 2009
Fronteira sem portões --- 11
Zhou investiga o mestre eremita
Zhaozhou foi até a morada de um mestre eremita e perguntou, “Tem algum, tem algum?”. O mestre levantou seu punho. Zhou disse, “Água rasa não é lugar para ancorar um navio”. E foi embora.
Indo à morada de outro eremita, ele perguntou novamente, “Tem algum, tem algum?”. Este eremita também levantou seu punho. Zhou disse, “Capaz de perdoar, capaz de tomar, capaz de matar, capaz de salvar”, e prostrou-se respeitosamente.
Wumen diz:
O punho foi igualmente levantado nas duas vezes. Por que um foi aceito e o outro não foi aceito? Diga, onde está o erro? Se de dentro puder dizer uma palavra de mudança, então verá que a língua de Zhaozhou não tem ossos e, com grande liberdade, tanto ajuda a colocar no lugar como vira de cabeça para baixo. Contudo, como ajudar a investigação de Zhaozhou para desvelar os dois mestres eremitas? Se disser que um eremita era superior ao outro, você não possui o olhar do conhecimento. Se disser que um não era superior ao outro, você também não possui o olhar do conhecimento.
A canção diz:
O olho como uma estrela cadente,
O pensamento como um relâmpago,
Uma lâmina que mata uma pessoa,
Uma espada que salva uma pessoa.
Zhaozhou foi até a morada de um mestre eremita e perguntou, “Tem algum, tem algum?”. O mestre levantou seu punho. Zhou disse, “Água rasa não é lugar para ancorar um navio”. E foi embora.
Indo à morada de outro eremita, ele perguntou novamente, “Tem algum, tem algum?”. Este eremita também levantou seu punho. Zhou disse, “Capaz de perdoar, capaz de tomar, capaz de matar, capaz de salvar”, e prostrou-se respeitosamente.
Wumen diz:
O punho foi igualmente levantado nas duas vezes. Por que um foi aceito e o outro não foi aceito? Diga, onde está o erro? Se de dentro puder dizer uma palavra de mudança, então verá que a língua de Zhaozhou não tem ossos e, com grande liberdade, tanto ajuda a colocar no lugar como vira de cabeça para baixo. Contudo, como ajudar a investigação de Zhaozhou para desvelar os dois mestres eremitas? Se disser que um eremita era superior ao outro, você não possui o olhar do conhecimento. Se disser que um não era superior ao outro, você também não possui o olhar do conhecimento.
A canção diz:
O olho como uma estrela cadente,
O pensamento como um relâmpago,
Uma lâmina que mata uma pessoa,
Uma espada que salva uma pessoa.
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