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13 novembro, 2008

diálogo

bate bate bate na porta do céu.
zé ramalho já disse isso.
já. e o axl tambem.
cacarejou.
e ae, como vai o brasil sil sil?
a lesma lerda de sempre.
e vamos que vamos.
pois é. esperança e fé.
ou simplesmente inércia.
total.
ame-o ou deixe-o.
é o pais do futuro.
sempre.
é uma terra de contrastes.
uma cultura peculiar.
baseada em referências estrangeiras, obviamente distantes, sobre a carcaça da cultura original.
a popular antropofagia cultural.
que fazer? voltar a falar tupi e comer mandioca e goiaba?
não tem como ressuscitar os mortos.
o renascimento italiano foi a ressureição da cultura da roma antiga.
a grécia fez coisa parecida também.
o país basco idem.
o que o país basco e a grécia fizeram?
país basco ressucitou uma lingua morta, o euskera.
é o que tão tentando fazer na irlanda.
a grécia se não me engano também recuperou várias palavras do grego clássico, talvez até gramática.
nacionalismo radical.
trabalho na língua antiglobalização.
o lance é voltar a comer mandioca e goiaba mesmo.
deixar as fábricas, as cidades e os computadores pra lá, e ir pro mato.
coletivamente ou individualmente?
coletivamente.
individualmente é ascético demais, e não tem impacto social.
o problema aí é como defender a terra, pois certamente virão exploradores.
os exploradores já chegaram, faz 508 anos.
pois é.
mas cortando as relações com o exterior e abandonando a civilização construída, virão outros.
por isso a solução só pode ser individual.
portanto ascética.
é
osso ein.
osso. o ser humano é social por natureza.
no way out.