26 abril, 2007

Manifesto número dois

Chegamos ao limiar do tempo, a ilusão mais fortemente arraigada à cultura humana. Só nos resta agora encarar a realidade. O objetivo: consolidar uma cena local não-comercial que possibilite a sobrevivência dos indivíduos. Existe aí porém um paradoxo ideológico: somos radicalmente contra a sociedade de trabalho e de consumo.

O volume e a velocidade da produção mundial de bens atinge níveis sem precedentes na história, numa crescente desde a revolução industrial. Há um excedente monstruoso e ainda assim a população de miseráveis é gigantesca. Previa-se anteriormente que com o uso das máquinas em grande escala o homem teria mais tempo livre para o auto-aperfeiçoamento. Acontece que os trabalhadores em geral não sabem o que fazer com seu tempo livre, e acabam desperdiçando-o e legitimando assim sua própria exploração.

Como bem aproveitar o tempo? “Conhece a ti mesmo”, diz a frase mais expressiva da cultura grega. Há que se conhecer em profundidade, contudo. É um esforço constante e contínuo que não permite descanso, mas só assim o homem pode desenvolver seu potencial verdadeiro. O jogo está apenas começando.

Um comentário:

seu ze disse...

ai vc da um geito sei la como de postar seu protesto no blog , sem o mercado de trabalho