9. Datong Zhisheng[10]
Um monge perguntou ao venerável Xingyang Rang, “O Buda Datong Zhisheng sentou por dez kalpas[11] em um lugar do Caminho e não manifestou o Dharma do Buda. Por que ele não pôde atingir o Caminho do Buda?”.
Rang disse, “Sua pergunta é muito apropriada!”.
O monge perguntou novamente, “Visto que ele sentou em um lugar do Caminho, por que ele não pôde atingir o Caminho do Buda?”.
Rang disse, “Porque ele não atingiu a budeidade”.
Wumen diz:
Pode-se apenas louvar a sabedoria do velho hindu, mas não se pode encontrar o velho hindu. Se um homem ordinário se aproximar dessa sabedoria, é um sábio. Se um sábio se aproximar do encontro, é um homem ordinário.
A canção diz:
Como conhecer o corpo pode parecer com conhecer a cessação da mente?
Ao conhecer a mente, não há porque se preocupar com o corpo.
E se corpo e mente forem completamente conhecidos?
Imortais não precisam de ainda mais títulos.
[10] Grande compreensão que ultrapassa a sabedoria.
[11] Kalpa é um período de tempo extremamente longo, de milhões de anos.
30 junho, 2009
29 junho, 2009
28 junho, 2009
jecaradio >> 04
A Jecaradio ta de volta desde a semana passada. E essa semana umas coisinhas mudernas 08/09. Começa com Empire of the Sun, depois um remix de fugiya and miyagi chicano q ficou massa. Ai o passion pit...q tenho ouvido um bocado...seguido de um the knife...pra dar aquela animada na tarde de trabalho. E aproveitando os vocais "femininos" entra aquele hit do metric, terminando com uma do cold war kids, que eu falo sobre no ultimo post.
Espero que gostem.
Mandem sugestões. Quem quiser postar seu set escreve ae.
obs.: Não sei porque o player não roda no Internet Explorer, porém, se você clicar no botão "StandAlone Player" ( botão do meio, abaixo do player ) a rádio funcionará em outra janela.
Se você estiver usando o Firefox o player funciona perfeitamnete.
(essa vai pro doug)
cold war kids
Cold War Kids ta com um site massa, eles gravaram 4 versões da música " i´ve seen enought" do novo album "loyalt to loyalt", e o lance é que você pode mixar as versões. É bem divertido. E a banda é boa. Saquem ai.
http://www.coldwarkids.com/iveseenenough/
demora pra carregar mas compensa.
23 junho, 2009
19 junho, 2009
Jecaradio#3
Depois de muito tempo sem pintar uma JR por aqui, por problemas burocráticos digitais, estamos de volta.
Nessa session, uma mistureba de post-rock e alguns beats pra tirar a poeira do quadril.
Setlist:
1. Tom Vek - I Ain't say my goodbyes
2. Black Strobe - i'm a man
3. Sonics - Have love will travel
4. The radio dept - Pulling our weight
5. Robyn - Cobrastyle
6. Does it offend you,yeah? - Battle Royale
7. Audio Bullys - Flickery Vision
Enjoy!
obs.: Não sei porque o player não roda no Internet Explorer, porém, se você clicar no botão "StandAlone Player" ( botão do meio, abaixo do player ) a rádio funcionará em outra janela.
Se você estiver usando o Firefox o player funciona perfeitamnete.
17 junho, 2009
11 junho, 2009
04 junho, 2009
Gotham City é brincadeira, aqui é a Jécatown
02 junho, 2009
A Fronteira sem Portões --- 8
8. Xizhong, o construtor de carroças
O venerável Yuean perguntou aos monges, “Xizhong fez uma carroça com 100 aros (duas rodas de 50 aros cada). Pegando e removendo ambos os as ladosextremidades, retirando os eixos, que limite da circunferência se tornaria aparente por esse trabalho?”.
Wumen diz:
Se puder responder a esta questão instantaneamente, seus olhos parecerão estrelas cadentes e seu pensamento será rápido como a eletricidade.
A canção diz:
O pensamento girar fixo,
Quem alcançar ainda se confunde.
Quatro dimensões, para cima e para baixo,
Sul, norte, leste e oeste.
O venerável Yuean perguntou aos monges, “Xizhong fez uma carroça com 100 aros (duas rodas de 50 aros cada). Pegando e removendo ambos os as ladosextremidades, retirando os eixos, que limite da circunferência se tornaria aparente por esse trabalho?”.
Wumen diz:
Se puder responder a esta questão instantaneamente, seus olhos parecerão estrelas cadentes e seu pensamento será rápido como a eletricidade.
A canção diz:
O pensamento girar fixo,
Quem alcançar ainda se confunde.
Quatro dimensões, para cima e para baixo,
Sul, norte, leste e oeste.
01 junho, 2009
31 maio, 2009
28 maio, 2009
Do Caipira à "Modernidade"
Por: Guilherme S. Zufelato
Monografia apresentada no final de 2008 como requisito para obtenção do certificado de conclusão da Faculdade de Turismo do Centro Universitário "Barão de Mauá", de Ribeirão Preto - S.P. No livro o autor aborda as modificações por que passaram os hábitos, costumes, bem como a cultura do antigo paulista desde o advento da “modernidade”, levando também em consideração os efeitos do movimento modernista, e de todo o processo de modernização proveniente das grandes revoluções. Aponta, num primeiro momento, a vida do caipira antigo, suas características e peculiaridades, seguindo por uma breve revisão bibliográfica que nos mostra os caminhos pelos quais a “modernidade” vem a isso tudo modificar e, posteriormente, abarca o importante aspecto do conceito de “memória” em prol do Turismo, com a função de resgatar toda esta mesma cultura caipira, agora reinterpretada pela era moderna. Um livro interessante e bem estruturado, necessário para a compreensão histórica de nossos tempos modernos desde outrora.
Livro vendido em: http://clubedeautores.com.br/book/1669--Do_Caipira_a_Modernidade
Monografia apresentada no final de 2008 como requisito para obtenção do certificado de conclusão da Faculdade de Turismo do Centro Universitário "Barão de Mauá", de Ribeirão Preto - S.P. No livro o autor aborda as modificações por que passaram os hábitos, costumes, bem como a cultura do antigo paulista desde o advento da “modernidade”, levando também em consideração os efeitos do movimento modernista, e de todo o processo de modernização proveniente das grandes revoluções. Aponta, num primeiro momento, a vida do caipira antigo, suas características e peculiaridades, seguindo por uma breve revisão bibliográfica que nos mostra os caminhos pelos quais a “modernidade” vem a isso tudo modificar e, posteriormente, abarca o importante aspecto do conceito de “memória” em prol do Turismo, com a função de resgatar toda esta mesma cultura caipira, agora reinterpretada pela era moderna. Um livro interessante e bem estruturado, necessário para a compreensão histórica de nossos tempos modernos desde outrora.
Livro vendido em: http://clubedeautores.com.br/book/1669--Do_Caipira_a_Modernidade
26 maio, 2009
Jécatown: Em meio a cidades mortas-vivas
(com os devidos cumprimentos a Aluísio de Azevedo e J. G. Ballard)
Taubaté Shopping, sábado à noite, concentração de população de classe média-baixa em ambiente estimulante ao consumo. Elevadíssima taxa de automóveis por habitante registrada em lócus de ruas estreitas. Afluência constante de produtos da indústria cultural de qualidade duvidosa nos meios de comunicação alimentando a mente dos cidadãos. Pavimentação, construções e encanamentos sobre terrenos brejeiros. Vira-latas e alcoólatras perambulando na madrugada. Alto índice de jovens viciados em crack em todas as camadas sociais. Bezerros lactantes separados da mãe correndo ao longo das cercas na estrada de chão. Prostituição homossexual em localidades centrais. Esmola como prática comum e instituída. Roubo de dinheiro público sistematizado em obras e projetos. Ladrões de galinha e tênis importado, psicopatas e criminosos de maior status superlotando os presídios. Orçamento anual da prefeitura em torno de 780 milhões. Espessas camadas de lixo psíquico e material. Fábricas e zona rural com produção predatória cercando o acúmulo suburbano. Helicópteros em exercício militar cortando os céus. Desperdício agrário, humano e monetário. Criação de gado para o abate em amplos terrenos. Larvas de besouro em caixas escuras utilizadas para a alimentação de peixes e pássaros. Apatia letárgica crônica generalizada.
Estufa jéca: ninguém entra, ninguém sai.
Taubaté Shopping, sábado à noite, concentração de população de classe média-baixa em ambiente estimulante ao consumo. Elevadíssima taxa de automóveis por habitante registrada em lócus de ruas estreitas. Afluência constante de produtos da indústria cultural de qualidade duvidosa nos meios de comunicação alimentando a mente dos cidadãos. Pavimentação, construções e encanamentos sobre terrenos brejeiros. Vira-latas e alcoólatras perambulando na madrugada. Alto índice de jovens viciados em crack em todas as camadas sociais. Bezerros lactantes separados da mãe correndo ao longo das cercas na estrada de chão. Prostituição homossexual em localidades centrais. Esmola como prática comum e instituída. Roubo de dinheiro público sistematizado em obras e projetos. Ladrões de galinha e tênis importado, psicopatas e criminosos de maior status superlotando os presídios. Orçamento anual da prefeitura em torno de 780 milhões. Espessas camadas de lixo psíquico e material. Fábricas e zona rural com produção predatória cercando o acúmulo suburbano. Helicópteros em exercício militar cortando os céus. Desperdício agrário, humano e monetário. Criação de gado para o abate em amplos terrenos. Larvas de besouro em caixas escuras utilizadas para a alimentação de peixes e pássaros. Apatia letárgica crônica generalizada.
Estufa jéca: ninguém entra, ninguém sai.
13 maio, 2009
07 maio, 2009
pigarro
Sou a complicação do implante metálico corporal.
Sou o vazamento crítico da usina nuclear.
Sou o metabolismo em funcionamento constante alimentado pela rede de impulsos elétricos e estímulos sensoriais.
Sou a busca pela vida artificial, o espírito binário encarcerado nas telas luminosas.
Sou a fome da família revirando os montes do lixão.
Sou a obsessão do magnata imperialista com a boca cheia de comprimidos.
Sou o produto da agricultura extensiva industrializado empacotado nas prateleiras dos supermercados.
Sou a garganta ressequida e os olhos fundos avermelhados.
Sou os detritos acumulados no fundo do tanque do automóvel.
Sou o saco plástico abarrotado esmagado no caminhão de lixo.
Sou a liturgia sagrada, a erudição maléfica, a guerra entre as tribos e o poder da pólvora.
Sou o desejo sexual induzido pela imagem plana da celebridade, a fomentação e a frustração do sonho de consumo, a observação passiva da sociedade do espetáculo.
Sou o crime, o vício e a inclusão digital.
Sou a formação acadêmica em engenharia do caboclo na ponte sobre o rio poluído.
Sou a melancolia do jeca.
Sou o vazamento crítico da usina nuclear.
Sou o metabolismo em funcionamento constante alimentado pela rede de impulsos elétricos e estímulos sensoriais.
Sou a busca pela vida artificial, o espírito binário encarcerado nas telas luminosas.
Sou a fome da família revirando os montes do lixão.
Sou a obsessão do magnata imperialista com a boca cheia de comprimidos.
Sou o produto da agricultura extensiva industrializado empacotado nas prateleiras dos supermercados.
Sou a garganta ressequida e os olhos fundos avermelhados.
Sou os detritos acumulados no fundo do tanque do automóvel.
Sou o saco plástico abarrotado esmagado no caminhão de lixo.
Sou a liturgia sagrada, a erudição maléfica, a guerra entre as tribos e o poder da pólvora.
Sou o desejo sexual induzido pela imagem plana da celebridade, a fomentação e a frustração do sonho de consumo, a observação passiva da sociedade do espetáculo.
Sou o crime, o vício e a inclusão digital.
Sou a formação acadêmica em engenharia do caboclo na ponte sobre o rio poluído.
Sou a melancolia do jeca.
05 maio, 2009
A Fronteira sem Portões --- 7
7. Zhaozhou e a lavagem da tigela
Um monge disse a Zhaozhou, “Acabo de entrar neste monastério. Peço ao mestre que me dê instruções”. Zhou disse, “Você não comeu sua papa de arroz?”. O monge respondeu, “Sim, comi a papa de arroz”. Zhaouzhou disse, “Então vá lavar sua tigela”. Naquele momento o monge teve um lampejo de consciência.
Wumen diz:
Quando Zhaozhou abre sua boca pode-se ver suas entranhas. Expõe sua consciência ao monge, que ouviu o assunto mas não verdadeiramente: confunde o sino[9] com um vaso.
A canção diz:
Apenas agir com muita distinção
Retarda a multiplicação dos ganhos.
Se soubesse que a lanterna é fogo
O arroz não levaria tanto tempo para ser cozido.
[9] O sino tocado nos templos chineses se parece com um vaso redondo.
Um monge disse a Zhaozhou, “Acabo de entrar neste monastério. Peço ao mestre que me dê instruções”. Zhou disse, “Você não comeu sua papa de arroz?”. O monge respondeu, “Sim, comi a papa de arroz”. Zhaouzhou disse, “Então vá lavar sua tigela”. Naquele momento o monge teve um lampejo de consciência.
Wumen diz:
Quando Zhaozhou abre sua boca pode-se ver suas entranhas. Expõe sua consciência ao monge, que ouviu o assunto mas não verdadeiramente: confunde o sino[9] com um vaso.
A canção diz:
Apenas agir com muita distinção
Retarda a multiplicação dos ganhos.
Se soubesse que a lanterna é fogo
O arroz não levaria tanto tempo para ser cozido.
[9] O sino tocado nos templos chineses se parece com um vaso redondo.
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