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23 outubro, 2008

Rumble Fish


Rumble Fish é uma história sobre juventude alienada, contada da maneira mais direta e emocional que se foi possível. Os sujeitos dentro desse reino vão de um lado para o outro, o mundo passa por eles. Eles lutam com unhas e dentes contra onde foram situados dentro da sociedade, forcando o limite das situacões que a família e a sociedade os impôs.



Ainda bem, Rumble Fish não é realistico. A violência entre as gangues é coreografada, como em Laranja Mecânica. A cada cena, Coppola procurou sem limites por aquele ângulo da camera e iluminacão que transbordam o diálogo com tanta fatalidade e pressentimento quanto lhe fora possível. O ângulo é frequentemente feito pelos lados, ou vindo por baixo, ou mesmo por cima. Há fumaca vindo dos esgotos e saindo das paredes de tijolos, nadando sobre o asfalto, se transformando numa névoa espessa ao fundo das vielas. Escadas de incêndio, corrimãos, apartamentos imundos emoldurados por luzes úmidas, sujeira, sombras onde a escuridão, o desconhecido, o indefinido estão ansiosos esperando para dominar.




A trilha sonora tem um sentimento 'oitentista' diferenciado, enquanto ao mesmo tempo se referindo saudosamente aos anos 50 e à exóticos lugares estado unidenses, como New Orleans. Onde o filme se passa? Imagens em fast-motion do sol refletindo em um grande arranha céu estão entre as cenas, enquanto os meninos derivam à toa por ruas desertas como as de uma cidade pequena . Toda o conhecimento técnico da equipe de producão - edicão de som, controle de camera, iluminacão, trilha sonora e direcão dos atores - foram empregados para nos dar a sensacão de perda de tempo e espaco. A locacão exata é na verdade Tulsa, Oklohama, que é a mitológica 'lugar nenhum', 'terra da juventude perdida', reino dos jovens que morrem antes.
Com The Outsiders e Rumble Fish, a autora adolescente S.E. Hinton criou alguns dos mais memoráveis persongens da cultura popular moderno. Ela também escreveu o roteiro de Rumble Fish em menos de duas semanas 'em um dos primeiros computadores pessoais'.

Texto original em inglês por Runkbåset (blogger) traduzido por Mariana

21 outubro, 2008

CHE, EL ARGENTINO

A maior bilheteria na Espanha (batendo até mesmo o
musical Mamma M
ia), chega ao Brasil. Dirigido por Steven Soderbergh, traz
Benício Del Toro, vivendo o protagonista durante a Revolucão Cubana.O ator dispensa apresentacões. Ainda não ví "Coisas Que Perdemos Pelo Caminho", mas seus trabalhos anteriores, fizeram de mim uma grande admiradora do ator. Levei quase dois anos para descobrir que por trás de kilos extras e uma transformacão no visual, era ele estrelando "Medo e Delírio" ao lado de Johnny Deep. Cofirmando a sua dedicacão e versatilidade, desenvolveu um trabalho de pesquisas intenso, durante 7 anos, para a construcão desse personagem.
Soderbergh já dirigiu Del Toro em Traffic, conquistando, entre outros, os prêmios da Acadêmia de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Diretor.Che, El Argentino vem sido aclamado pela crítica pela ótima pesquisa histórica feita pelo diretor. O filme foi exibido em Cannes, e teve uma boa resposta de seu público.
Conta com grande elenco, uma interessante mistura de ótimos atores espanhóis e sul americanos:Demián Bichir como o strategista militar Fidel Castro, Rodrigo Santoro como Raul Castro; Unax Ugalde como "Little Cowboy"; Joaquim de Almeida como Barrientos (que também está em "The burning Plain" do diretor mexicano Guillermo Arriaga); Lou Diamond Phillips como Mario Monje; Franka Polente como Tania; e Catalina Sandino Moreno como Aleida, a esposa de Guevara.
Che, El Argentino, tem continuidade em "Guerrila", que narra a vida do revolucionário durante sua estada na Bolívia até seu assassinato, aos 39 anos de idade. Ambos juntos somam 4 horas de filme, e alguns críticos aconselham que à vê-las sem doses homeopaticas, assiti-las em continuidade.
O lancamento internacional do trailer desse filme é uma licão de marketing à parte. Além de incluir alguns pequenos diálogos em inglês da versão espanhola (uma producão americana filmada na lingua original é um aspecto agradável apenas fora dos EUA). O mesmo trailer não apresenta apenas o filme, como foi feito nos teatros na Espanha: inclui também a cena de Sean Penn entregando à Benício Del Toro o prêmio de melhor ator nessa edicão do Festival de Cannes.
Afinal, se a história de um velho revolucionário latino não se vende facilmente,
talvez a lenda Sean Penn o faca.