26 fevereiro, 2007

Pitacos, preferências e opções. TAG MATUTO.

Seguinte,
abracei a causa de elaborar o logo/tag Matuto, coletivo taubateano que englobará outros coletivos e "causadores solo" hahaha, e que por sinal o JECATRON fará parte. Enfim. Pensando de forma minimalista elaborei essas 3 opções de logo/tag e jogo na roda para que a escolha seja mais democrática. Levei em conta a simplicidade, que facilita o reconhecimento rápido das pessoas e principalmente ajuda pra caraaaaaaaalho na hora de fazer um stencil!!!

Ta ai ... deixem comentários.

25 fevereiro, 2007

24h PARTY PEOPLE



Nos últimos anos, a sétima arte tem produzido filmes que andam fazendo a alegria da maioria dos fãs de música. Velvet Goldmine em 1998, Quase Famosos e Alta Fidelidade em 2000, Hedwig em 2001. Agora é a vez do aguardado A festa nunca termina (24 Hour Party People, de Michael Winterbottom - Reino Unido, 2002).

Lançado na Europa em 2002, o longa chegou às telas brasileiras via festival de cinema do Rio e Mostra Internacional de São Paulo e entrou em circuito em 2003.

A Festa nunca termina conta, através dos estranhos olhos de Tony Wilson (interpretado pelo ótimo comediante Steve Coogan), a história de como a cena conhecia como "Madchester" foi criada. Para isso, eles voltam até o final da década de 70, durante o primeiro show dos Sex Pistol em Manchester, no norte da Inglaterra. Mesmo com pouca gente na platéia, Wilson, um criativo apresentador da TV local, percebe que o evento iria desencadear algo muito interessante por ali. E não demora muito para ele despertar o potencial de algumas bandas locais e abrir uma gravadora, a "Factory Records".

Todo filmado com cameras digitais, 24 Hour Party People beira o formato de um documentário e concentra esforços em três acontecimentos, a ascensão do Joy Division, a loucura do Happy Mondays e a euforia e o declínio do club Haçienda.

O título do filme é tirado de uma música do álbum de estréia do Happy Mondays, que é muito longo para eu escrever aqui. O New Order gravou uma música especialmente para a trilha sonora: Here To Stay foi lançada como single. O clube Haçienda acabou fechando por dar prejuízo. Todo mundo estava tão animado com ecstasy que ninguém consumia bebidas alcoólicas.

24H Party People estréia essa noite, as 18h em "Mad-jécatown", no nosso Haçienda, o Casarão das Artes (R. Dr. Souza Alves, 853), contando ainda com uma canja do Jécatron Soundsystem e Dj Kabelo.

20 fevereiro, 2007

Matuto/bit

Vivemos em uma época em que realidade e ficção se confundem. Os meios de comunicação de massa chegaram a um alcance tal que as pessoas os vêem como parte da natureza. A esquizofrenia midiática contamina e permeia o inconsciente coletivo: o zumbido agudo da televisão perfura o cérebro. O monstruoso filho da civilização européia faz birra mas já é contra-atacado. Aconchegue-se e acompanhe os próximos episódios.

17 fevereiro, 2007

O que é a verdade...

A discusão sobre a verdade é uma coisa sem fim e sem fronteiras, a verdade está muito além do que as pessoas pensam...

08 fevereiro, 2007

movimentalização


Quem é que observa quem
Por Felipe Rezende

O olho vê a vitrine
O ouvido ouve a propaganda
A vontade vem.

Um moleque pede um trocado,
Fico desconfiado.

Etiquetas rotulam a pele,
out-doors bloqueiam olhares,

A cidade se esconde privada
em publicidades.

A rua já não serve ao passeio.
Transitam ilustres em regras mecanicas.

Circulo entre abrigados e obrigados.

os investimentos de alguns
definem as venstimentas dos outros!

05 fevereiro, 2007

deserto vampiro

A poesia fenece nesta terra maldita
Grita o vale no silêncio da morte
Não floresce, não nasce, séca, morre

O desespero do poeta cala a garganta
Anda na confusão a gente perdida
A harmonia não existe na noite escura

Desejos e enganos se alastram pelos campos
O grotesco reina absoluto e sozinho
Pois aqui a única beleza é ilusória.

matuto nation


o sexto ataque do jécatron surpreendeu. achamos q foi pouco divulgado, q o pessoal tava desanimado, mas eis que a galera firmeza apareceu e da pista não saiu. e o som foi até o sol raiar.
de tropicália à clássicos da phaeton, o jécatron ferveu com a galera até o ultimo " desliga"!! da dona da casa. vlw todo mundo.


como visto no texto publicado abaixo pelo ifi, jécatown tbm começa a receber seus stickers. a freirinha lançou seu sorriso em alguns pontos da cidade.

a idéia a reunir vcs jecaboys e jecagirls para começarmos a causação organizada de arte de rua.

04 fevereiro, 2007

RUAS SÃO VIAS E VIAS SÃO VEIAS

Texto cedido pelos camaradas do SHN
Fotos por ifi!

Papel colado na rua

A arte de rua ilegal ou não , não é novidade em nenhum grande centro urbano do mundo.
Dentre tantas formas de intervenções artísticas existentes nas cidades, estas destacam-se hoje (pela sua mobilidade, sua fácil produção e aplicação no meio) os stickers (etiquetas adesiva) e posters (cartazes)que talvez sejam uma prática surgida há pouco por aqui, e que tem ganhado força nesses últimos tempos nos meios de comunicação alternativa ou nao.


Essa forma de inserção no meio urbano normalmente usado pela indústria da propaganda e da comunicação visual de forma até habitual, encontra uma brecha e se insere de forma de contra cultura estabelecendo diferentes interpretações entre diferentess idéias , é fato que a arte em papéis adesivos ja ocupe o seu espaço em grandes cidades. As vezes ate como um complemento do graffiti, mas diferente deste, também atribui uma mensagem ao paisagem e ao “mobiliário” urbano (como lixeiras, postes, caixas de telefone, paredes,etc.)


Outra carcterística desse trabalho de “colar papel na rua” (cartazes e adesivos) é o contato direto com a alta e baixa tecnologia. Fazendo uso dos correios tradicionais (pois muito material é trocado nacional e internacionalmente), assim é comum a troca de arte impressa via carteiro. E enquanto o material em si é trasportado de um lugar para o outro por esse meio , via internet muitos contatos são agilizados aproximando vários artistas através de sites pessoais, de grupos e até de coletivos de grupos que se identificam por registros (fotos) desse material colado nas ruas.

De certa forma, podemos atribuir à Shepard Fairey a repentina divulgação e popularizaçao dessa nova maneira de se praticar a arte na rua. Fairey, ultilizando –se desde métodos de colador de lambe-lambe até a fenomenologia, saturou várias cidades norte americanas e européias com seus cartazes que traz a figura em alto contraste do lutador de luta-livre André Giant com o alias Obey Giant. Esta imagem reproduzida em postêrs e stickers já é um clássico da cultura de rua, do design e ate da forma de se fazer propaganda de um certo produto ou serviço em um certo meio.

Com a forma intensiva de divulgação Fairey hoje tem seu estúdio em Los Angeles (USA) chamado Black Market e pode-se dizer que graças à sua iniciativa independe dirige um dos mais prestigiados escritórios de design dos EUA.

Em São Paulo, a arte em forma de papel colado pelas ruas já vem sido produzida há um bom tempo por prestigiados grafiteiros como: Os Gêmeos, Onesto, Zezão, Ciro, Boleta, Cobal, Flip e Sesper, etc,. Apesar disso, os stickers sempre foram feitos um a um, a caneta,marcadores e na


maioria das vezes apenas tendo uma assinatura ou o “tag” como imagem.com o tempo, começaram surgir cartazes e etiquetas impressos nas mais variadas formas, de xerox à serigrafia, rodado em gràficas ou à mão, mas diferente dos anteriores, agora trazendo desenhos e/ou mensagens mais elaboradas que apenas uma assinatura à la “my name is...”

Hoje existem uma série de pessoas e grupos que cada dia mais aproveitam da rua como suporte para sua arte de colar seja essa intervenção feita a mão ou em diferentes formas de impressao e diferentes tipos de materiais, como exemplo : Ozzob, Muxi_Muxi, Fat Louiz, Marmita, Kurru, nrg , Calma, whip, Asa, Cruz , Fefê Talavera , Projeto Chã, sesper , shn, em São Paulo, João Lelo, Rafo Castro e 86 no Rio de Janeiro, e Khristo e onio em Goiânia e brasília e Yellow Dog e xerel em BH, isso pra ficar apenas em alguns exemplos.
Alem disso essa propagação de arte de rua em larga escala geram serviços, produtos e consumidores nesse sentido, para isso existem quatro lojas na cidade que já vendem arte em pôster e sticker de rua. Na Grapixo (Galeria do Rock, centro) você encontra etiquetas


importadas do Obey , marcadores, tintas , revistas , etc, na Most (Galeria Ouro Fino, jardins)alem de revistas, vídeos e acessórios dos mais diversos ainda vendem stickers feitos por Sesper, Flip,shn etc. e na Choque Cultural (rua João Moura, pinheiros) pode-se encontrar versões impressas em pôsters/gravuras trabalho de artistas de rua e de tatuagem, com séries de Zezão, Cobal, Speto e Boleta. Há ainda a loja pioneira da cidade em venda de artigos para graffiti que é a THC (Galeria do Rock, centro) que vende stickers mais tradicionais como “meu nome é...” meu pseudo é...” aos modos dos que se usa em corporações para identificação de visitantes, em palestras, dinâmicas de grupo etc.

Para ser ter uma idéia da força disso no mundo hoje de forma que já se estabelece na sociedade como uma cultura ou contra-cultura, a arte em stickers e posters, tem no exterior diversos sites que dão uma ótima noção do panorama da produção de arte de rua no mundo. O site Sticker Nation e Wooster Collective (ambos dos EUA) são os que reunem a maioria dos arquivos referênciais sobre o assunto. Há ainda o Stick it da holanda que é um blog de notícias, o Streetstickers no Reino Unido, o Stickerwar e ainda o Stickerswitch que é um site a favor do


contato entre as pessoas que produzem esse tipo de arte e que fazem intercâmbio de material e informações específicas pelo mundo.

Entre os artistas gringos podemos citar aqui alguns à título de exemplo, em Londres (Inglaterra) Mjar, nos EUA (São Francisco) DAve, na França Huhuhu, em Amsterdam Sekers e na Escócia Jet Pac e Sleepy Valley, etc.




A discussão se os stickers são arte ou não, se são vandalismo ou desobediência civil, se é bacana ou não, prefiro nao ressaltar aqui. O intuito do artigo foi descrever o que é e algumas pessoas que fazem isso aqui em são Paulo, no Brasil e no mundo alem de apresentar uma outra maneira de troca de informação no meio urbano. apesar dos cartazes e etiquetas não serem novidade eles estão hoje ocupando um espaço que antes era ate meio que inexistente dentro da nossa vasta cultura popular de adaptação do espaço

links

Sobre arte em sticker

stickit - www.stickit.nl
stickernation - www.stickernation.net
stickerwar - www.stickerwar.net
stickerswitch - www.stickerswitch.com
streetstickers - www.streetstickers.co.uk
wooster collective - www.woostercollective.com

SHN é um grupo de intervenção urbana
www.fotolog.net/shn - barrashn@uol.com.br

ifi! - www.fotolog.net/ifiopoeta

30 janeiro, 2007

2007 CHAPA QUENTE !

com vcs, o primeiro ataque...Então ... com o retorno dos jeca.boys e jeca.girls a essa terra maldita, JECATRON SOUNDSYSTEM prepara a nova sequência de ataques.Como ja de costume todo primeiro sabado do mês, encontro JECATRÔNICO no Casarão das Artes (centro taubateano). Descontração e música boa com alto teor alcoólico para dançar até a Dadi mandar parar. hahahaha ... só biscoito fino.Sendo assim ... Dia 03/FEV, as 23hs, rocks, grooves e beats de primeiríssima qualidade abalarão as estruturas do casarão e provavelmente irritarão a vizinhança (eles não sabem oq perdem). Luís Moreno, Cassimiro Leite, Jackson Filho e Chico Mineiro fazem a noite ... prepare-se.

28 janeiro, 2007

terra sem lei

O Parque Três Marias está para a Jécatown assim como Belford Roxo está para o estado do Rio.
"Quem diz estado ou direto político,diz força,autoridade predominância; isto supõe a desigualdade de fato. qando todos governarem,ninguem é governado,e não existe portanto estado." Bakunin
To be, or not to be,--that is the question:--
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them?--To die,--to sleep,--
No more; and by a sleep to say we end
The heartache, and the thousand natural shocks
That flesh is heir to,--'tis a consummation
Devoutly to be wish'd. To die,--to sleep;--
To sleep! perchance to dream:--ay, there's the rub;
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there's the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of despis'd love, the law's delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would these fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,--
The undiscover'd country, from whose bourn
No traveller returns,--puzzles the will,
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought;
And enterprises of great pith and moment,
With this regard, their currents turn awry,
And lose the name of action.

Hamlet, Prince of Denmark.

" meio e mensagem "


O mato,

a meta,

o mito,

o mote,

o mute,

do aparelho ligado!

(ifi!)

www.fotolog.net/ifiopoeta

17 janeiro, 2007

urbe jéca

Umberto Eco redigiu em algum momento do século passado uma teoria que dividia as pessoas em apocalípticos e integrados. Nunca fui pesquisar a fundo o que vêm a designar essas denominações, mas imagino com alguma base que os apocalípticos vêem as tecnologias e a difusão da cultura de massa como destrutivos à arte e à tradição, nivelando a produção por baixo, em favor do comércio, promovendo uma visão acrítica e superficial do mundo ao transformar a arte em produto, enquanto os integrados se empolgam com as possibilidades da modernidade e a democratização da alta cultura. Pessimistas e otimistas, a grosso modo. Hoje, em plena pós-contemporaneidade, percebe-se que essas posições são duas faces da mesma moeda e não atingem a essência da questão. Mas alguém ainda se lembra qual é a questão?

16 janeiro, 2007

"urbe"

Por Felipe Rezende

A cidade em si vira palco da passagem/paisagem.
O espaço urbano, descaracterizado de seu objetivo principal, que era ser próprio a vida cotidiana, se encontra congestionado e fica sujeito ao desgaste do tempo. O tempo insere camadas de valores ao espaço de maneira sobreposta rompendo muitas vezes sua identidade original A essência disso é que a cidade se torna um fenômeno eternamente mutante.
Já na década de 50 e 60 houve um incentivo muito grande às tecnologias de estruturas espaciais de grande porte, que permitiam certa mobilidade, ou a própria transportabilidade. Dentre essas foram desenvolvidas a arquitetura pneumática e estruturas tênsil, além da utilização de contêineres pré-fabricados. Pensava-se a implantação interplanetária desse tipo de arquitetura. O grupo Archigran, que fazia experiências e propostas sobre estruturas espaciais leves, e até de cidades inteiras itinerantes, chegou a postular 8 diretrizes para os projetos que o arquiteto do futuro viria a se defrontar.
Proposições de futuro elaboradas para nortear o projeto Walk

City do grupo Archigran

1. O futuro será mais rápido
2. terá um entorno orientado para o consumo
3. deverá ser confortável
4. o futuro estará personalizado
5. responderá as nossas expectativas de maneira mais suave
6. oferecerá novidades
7. será mais plausível (mutável)
8. estará onde e quando lhe descobrirem


Na década de 1960, Lewis Munford, em seu livro ”A Cidade na História” preconizava os sistemas informacionais com o nome das cidades invisíveis, formadas por populações que se interligam a partir de diversas partes do globo, integradas por uma rede eletrônica.(MUNFORD, 0000) Pierre Levy é outro dos autores que se dedica à análise do impacto das novas tecnologias da informação e sua interação no cotidiano humano (LEVY, 1993).
Apresenta-se aqui, um terceiro desdobramento do conceito de virtual e do caráter da interferência proposta, que é a utilização de mídias eletrônicas de propagação das imagens em tempo real para as apresentações, utilizando a tele-comunicação. Essa combinação dos diferentes meios de comunicação, redesenham a geografia urbana na medida que funcionam como extensão da cidade física, onde o produto, aqui cultural, atinge um outro público, localizado em ambiente privado, e que navega pela rede de computadores.

Nesse ambiente, o ambiente virtual, a intervenção permaneceria à disposição dos consulentes (internautas) em tempo real e como documentação, prolongando seu alcance no espaço e no tempo. Neste sentido a rede (internet) representa uma alternativa de interação do indivíduo com a produção cultural 24 horas por dia.

12 janeiro, 2007

Cultura x Natureza

por Felipe Rezende:

O homem, animal que mais tem a capacidade de transformar o mundo ao seu redor para atender suas necessidades, foi ao longo da história moldando sua cultura, seus hábitos e comportamentos que, em resposta às dificuldades do meio, lhe permitiram uma vida mais confortável.
A cultura é nossa forma de encarar a vida, como olhamos e como vemos, no que pensamos quando projetamos nossos pensamentos ao ambiente, nossos reflexos e reflexões, experiências vividas desde nossos ancestrais e transmitidos como tradições a cada geração.Tais tradições consistem em ideologias experimentadas e aceitas por grupos sociais, propagadas para que possam perpetuar no espaço.
Elas garantem a continuidade dos sistemas conquistados, das organizações estabelecidas.Quando pensamos em construir nosso espaço nos dedicamos a observar o máximo de exemplos a nossa volta, de maneira a perceber o que nos agrada. Sendo frutos das influencias passadas, temos uma tendência natural a seguir tradições culturais.De repente cultura e natureza se fundem em uma mistura de vontades e necessidades, possibilidades e desejos. O que significa que somos frutos de um paradoxo onde o artificial se repete naturalmente.
Será então que quando tomamos uma decisão estamos agindo por conta própria ou há determinações externas à nossa vontade?A produção arquitetônica - e com ela o desenvolvimento das cidades, o que representa toda uma ordem social - está sujeita a influências marcantes de fatores repetidos muitas vezes pela ausência de questionamento e a vontade da inovação, fundamentada nos caminhos que o futuro indica. Podemos ver através do desenvolvimento biológico e tecnológico novos horizontes aos quais estamos rumando.
Novas lógicas de organização do espaço estão por desencadear uma vida mais rápida, com maior fluência e justa, mas continuamos a repetir velhas formas para construção do espaço.Por isso, quando procuramos um profissional para a realização de nosso sonho devemos nos assegurar de que ele tem responsabilidade suficiente para nos manter atualizados das novas tendências de organização do espaço sabendo traduzir nossos desejos em satisfação. Mas também devemos, algumas vezes, abrir mão de certas tradições, sendo que estas podem evoluir e melhorar de acordo com formas mais atuais.

02 janeiro, 2007

Com Tradição ???

Atelier Coletivo - Dept. Arq. e Urb. Unitau

Essa imagem é de um pintor e desenhista chamado Belmonte, ele ilustrou o famoso Jecatatu criado por Monteiro Lobato e interpretado depois por mazzaropi...

quando fiz essa intervenção, haviam acabado de pintar o departamento todo de branco, apagando as inumeras pinturas e expressões coletivas que haviam alí a pelo menos uns 5 anos

era entre 00/01...

tá lá até hoje!
A questão não é manter a tradição da imagem no espaço, mas sim a do ato de fazer e refazer de cada imagem, um ato de expressão que se projete de maneira coletiva sobre o espaço. Uma imagem inserida sobre a outra cria uma dimensão histórica explicita e simultaneamente estética. O que havia ali, agora dá lugar a outro significado, criando um processo sinestésico.
tecnica: xerox sobre transparência sobre projeção de luz, carvão sobre parede

A tradição se contradiz a cada segundo!