29 setembro, 2006

[Jécatron Soundsystem] 07 OUT >>> 3º ataque


jécatron soundsystem ataca novamente
dia sete de outubro trazendo música freestyle
de qualidade >>rock, grooves and beats.
além da sala de zines, que nesta edição apresenta o especial John Cage>

rola no Casarão das Artes, no centro (R. Souza Alves,nº853, centro)
investimento> jécaboy R$5(entrada) + 5(consuma) = R$10,00
>jécagirl R$5(entrada) + 3(consuma)= R$8,00

contato> jecatronsoundsystem@yahoo.com.br

28 setembro, 2006

Identidade ou morte

Não somos europeus nem americanos do norte, mas destituídos de cultura original, nada nos é estrangeiro, pois tudo o é. A penosa construção de nós mesmos se desenvolve na dialética rarefeita entre o não ser e o ser outro. O filme brasileiro participa do mecanismo e o altera através de nossa incompetência criativa em copiar.

Paulo Emílio Sales Gomes in Cinema: Trajetória no subdesenvolvimento. SP: Paz e Terra, 1996. (folheto informativo publicitário 4.o Curta Santos)

23 setembro, 2006

sangra!


na rua de casa pode estacionar o carro na rua de graça.
no sociedade alternativa não toca jovem pan.
não paguei o couver no chopp fritz semana passada.
ontem liguei para a acessoria da TV Câmara para protestar o boicote ao Chico Saad.
vai ter show da pitty.
minha mãe vai no buffet fabbelle ver Bee Gees " alive" .
esses dias acabou o cigarro e eu resolvi acendendo umas bitas servidas do cinzeiro.
i beginning to belive...the hype,

....i beginning to see the light.

21 setembro, 2006

Jécatron Soundsystem @ Pit Stop

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Nesta quinta, 21.09, (hoje, acorda!), 2030-2300h. O Pit Stop fica na Rua do Colégio, perto da Faculdade de Comunicação da Unitau. Na Jécatown, por supuesto.

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14 setembro, 2006

Cadê o jpg da festa do dia sete de outubro?
Mas o homem que vem de cruzar de novo a Porta na Muralha jamais será igual ao que partira para essa viagem. Será, daí por diante, mais sábio, embora menos arraigado em suas convicções, mais feliz, ainda que menos satisfeito consigo mesmo, mais humilde em concordar com a própria ignorância, embora esteja em melhores condições para compreender a afinidade ente as palavras e as coisas, entre o raciocínio sistemático e o insoldável mistério que ele procura, sempre em vão, compreender.

Aldous Huxley, As Portas da Percepção. Trad. Osvaldo de Araújo Souza. Porto Alegre, Ed. Globo, 1979.

06 setembro, 2006

Moicano é sabão.

Existencialismo

O existencialismo é uma corrente filosófica e literária desenvolvida na primeira metade do século XX. A idéia principal do existencialismo é o indivíduo ser responsável e subjetivo... Os grandes precussores dessa idéia foram Soren Kierkegaard, Friedrich Nietzche e Edmund Husserl, no século XIX.
Kierkegaard contribuiu com a idéia original do existencialismo de que não existe qualquer predeterminação com respeito ao homem, e que esta indeterminação e liberdade levam o homem a uma permanente angústia.
Na realidade o criador da palavra existencialismo foi Jean-Paul Sartre, EM 1960 ele publicou A idade da razão, em que fez um ensaio com reflexões sobre a união do existencialismo e o marxismo. Sartre refletia sobres os problemas do colonialismo francês na Argélia; liga-se, em Sartre, os problemas mais gerais do Terceiro Mundo.

O homem não é um ser em si mas um ser para si.

(Sartre)

Dentro desta ideologia, os homens que vivem de um modo inconsciente não têm existência. O homem não é nada além do que se vê.
Em suma, o existencialismo é a consequência de um facto fundamental da ruptura interior da consciência que se manifesta não apenas nas qualidades essênciais do homem mas na física, onde temos dois meios de conceber a realidade.
Qualquer escolha pode ser autêntica aproximando o indivíduo da origem porque para se escolher tem de se ter liberdade para o fazer.E, embora o indivíduo seja livre, essa liberdade tem de ser encarada como limitada e finita, associada a uma óbvia negatividade porque o homem não é livre de ser livre de não escolher.
Outro livro fundamental do existencialismo é O estrangeiro, de Albert Camus. Este romance conta a estória de um homem alienado que eventualmente comete um assassínio, sendo julgado por esse acto. A acção desenrola-se na Argélia, país onde Camus viveu grande parte da sua vida.
Camus é, com Sartre, o escritor mais representativo do existencialismo francês. A sua reflexão inicial sobre o absurdo e o suicídio, a solidão e a morte, dirige-se gradualmente para a esperança e a solidariedade humanas como possíveis soluções do drama do absurdo. Esta trajectória serve de apoio a um aproveitamento interessado do seu pensamento e da sua figura pelos círculos católicos conscientes da pobreza intelectual dos seus autores. Por outro lado, a límpida perfeição estilística da sua escrita e a sobriedade da sua inspiração novelesca contribuem, em grande medida, para a eficácia da sua expressão literária.

Um destino não é uma punição.

Não há destino que não se transcenda pelo desprezo.

(Camus)

Além deles, Martin Heidegger também é um dos principais nomes do existencialismo. Reunindo as sínteses do pensamento de cada um desses filósofos podemos listar os postulados principais dessa corrente filosófica que são:
1. A primeira é o ser humano enquanto indivíduo, e não com as teorias gerais sobre o homem. Há uma preocupação com o sentido ou o objetivo das vidas humanas, mais que com verdades científicas ou metafísicas sobre o universo. Assim, a experiência interior ou subjetiva - e aí está a influência da fenomenologia - é considerada mais importante do que a verdade "objetiva", um fundamento igual à da filosofia oriental.
2. O homem não foi planejado por alguém para uma finalidade, como os objetos que o próprio homem cria, mediante um projeto. O homem se faz em sua própria existência.
3. O mundo, como nós o conhecemos, é irracional e absurdo, ou pelo menos está além de nossa total compreensão; nenhuma explicação final pode ser dada para o fato de ele ser da maneira que é;
4. A falta de sentido, a liberdade conseqüente da indeterminação, a ameaça permanente de sofrimento, da origem à ansiedade, à descrença em si mesmo e ao desespero; há uma ênfase na liberdade dos indivíduos como a sua propriedade humana distintiva mais importante, da qual não pode fugir.

http://www.vidaslusofonas.pt/albert_camus.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo

http://filosofocamus.sites.uol.com.br/index.htm

http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-existencial.html

http://www.citi.pt/cultura/temas/frameset_existencialismo.html

05 setembro, 2006

Moicanos não chocam mais,
nudez não é mais tão excitante,
drogas pra quem tem dinheiro,
muito rock e pouco roll,
atitude de boutique,
all star a 60 reais,
falta de heróis? mentira ... com a internet herois nascem e morrem em dias,
falta de espaço? "myspace" is there, yours can be too,
contra burguês, baixe mp3....
querem ser diferentes, mas se tornam iguais ...
tosquisse da boa e da melhor....
jeans rasgado e surrado é mais caro que um normal, novo....
marcas sinonimo de atitude .... hahahha otários
ninguem come mais pudim de pão ?
e queijadinha ?
tão querendo provar o que ?

vcs não manjam nada de misto quente .... daqueles torradinhos, mais queijo que presunto, fina camada de maionese .... sacam do que estou falando ?

estamos a margem da modernidade.... não percebem a vantagem que temos ?

não entenda. sinta.

25 agosto, 2006

Jecatron Sound System - Ataque #2


Após um bem sucedido primeiro ataque, o Jecatron Sound System ja anuncia um segundo ataque nas terras do Jeca Tatu.
Dia 2 de setembro seria mais um sábado monótono nessa terra maldita não fosse pelo Jecatron Sound System, balançando as 23h as estruturas do Casarão das Artes (R. Dr. Souza Alves - 853, centro taubateano).
Na pista mais uma vez, uma mistura única de rocks, grooves e beats de primeiríssima qualidade, pra não deixar ninguém parado. Na sala de zines, além do varal de fanzines diversos, rola o especial Glenn Branca com suas sinfonias de guitarras.
É isso ai ... acima de tudo, Jecatron Sound System apresenta diversão com conteúdo. Coisa rara nessas terras.
Calce um tênis confortável, tire as papas da língua, interrompa o antibiótico e prepare-se!
ps.: CHEGUE CEDO ... LEVE DINHEIRO TROCADO (a jeca.portaria agradece)... e DANCE MONKEYS ! DANCE !
Valores: Homem 10$ (5$ + 5$ consuma) & Mulheres 8$ (5$ + 3$ consuma).

ZICA [zine_jeca]

nessa segunda edição do Jecatron Sound System (no sáb. 02 de setembro, casarão das artes em taubaté) será lançado a primeira edição do zine do jecatron, o ZICA.

a intenção é publicar textos discutindo assuntos que ja rolam aqui. ou seja, publiquem seus textos aqui, e bora espalhar a idéia.

o zine será distribuido sempre para as pessoas que compareceram no jecatron, e sempre que pintar a oportunidade de distribuir.

write on people.

24 agosto, 2006

The Vain + Inplastika

Shows domingo, 27 de agosto de 2006, às 18h00, por módicos R$ 2,50, na Chopperia Óbvio, em Pindaíba, SP. O desafio é descobrir onde fica o estabelecimento na referida cidadezinha. O rock errou?

06 agosto, 2006

CAIPIRA HOJE

por Hermano Vianna

Fela, mestre-de-cerimônias-multimídias do Mercado
do Peixe, diz que fui eu que inventei o nome
pós-caipira para designar o movimento que ele me
anunciava. Nem me lembro ao certo o contexto de
tal invenção: era certamente uma brincadeira. Mas
como a brincadeira colou, e ficou séria, tenho
agora a missão de sair correndo atrás do prejuízo
(prejuízo bom esse!), e criar o embasamento
"teórico" necessário para tudo fique bem claro.
Vou também levar a brincadeira a sério (minha
maneira de seriedade...), tentando tirar dela as
conseqüências politico-culturais mais interessantes.

Que interesse pode ter se usar a palavra caipira
- mesmo com o prefixo pós - hoje? Pensando nisso,
resolvi voltar aos clássicos, àqueles livros que
definiram os caipiras como grupo cultural na
sociedade brasileira. Comecei pelos textos de
Monteiro Lobato que criaram o personagem Jeca
Tatu. Nunca tinha lido esses textos, talvez por
pudor, talvez por achar que ia me deparar com
lado mais careta e reacionário de Monteiro
Lobato, um lado que gostaria de esquecer e fingir que não existia.

Preferia guardar na memória as minhas lembranças
de infância, da época em que lia sua coleção
infantil sem parar. Monteiro Lobato me ensinou a
gostar do Brasil, de um determinado Brasil que
até hoje traduz os aspectos mais interessantes
que descubro e defendo em nossa cultura. Acho até
que fiz o Música do Brasil por causa dele, dessas
leituras. Entendo os problemas, ou o que existe
de problemático em sua obra. Por exemplo: seu
anti-modernismo; ou a caricatura de cultura
afro-brasileira representada por Tia Nastácia
(apesar de Tia Nastácia ter me levado a admirar a
cultura afro-brasileira); entre muitos outros
aspectos que considero equivocados ou ingênuos.
Mas, pelas informações que tinha sobre Jeca Tatu,
custava a acreditar que um cara tão inteligente
quanto Monteiro Lobato, que gostava tanto da
cultura popular brasileira, teria podido criar
uma imagem tão simplista do (na verdade um
furioso ataque contra o) caipira, que naquela
época ele ainda chamava de caboclo.

Fui direto ao texto. De início encanta o estilo:
deve ter sido um susto na redação do Estado de
São Paulo, quando o texto chegou como carta no
final de 1914: quem é esse cara que vive no
interior e escreve tão bem, com tanta
mordacidade? Concordando ou não com o que é dito
ali, não podemos deixar de achar o texto uma delícia.

Mas hoje não dá pra levar a argumentação do texto
à sério. Fazer uma crítica rigorosa é uma tarefa
quase ridícula (mesmo se quisermos elogiar o que
existe de interessante nas entrelinhas, como um
proto-ecologismo ou um combate ao conservadorismo
ou coronelismo político que ainda hoje domina
grande parte de nossas relações sociais
interioranas). Vou aqui fazer um outro exercício,
talvez - para o gosto de muitos leitores - bem
amalucado: quero inverter alguns argumentos de
Monteiro Lobato, enxergando qualidades naquilo
que para ele só podia ser defeito.

Vou tratar o Jeca Tatu como herói, pelos mesmos
motivos que na visão de Monteiro Lobato ele era
uma praga ou um motivo de vergonha
nacional. Vamos à sua descrição, com citações
tiradas dos textos do criador do Sítio do Picapau
Amarelo: o caipira seria "espécie de homem
baldio, seminômade, inadaptável à civilização,
mas que vive à beira dela na penumbra das zonas
fronteiriças." E mais: "recua para não
adaptar-se." Ou então: "existe a vegetar de
cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao
progresso." Eis aí, naquilo que Monteiro Lobato
enxergava como vício, todos os traços de um herói
contracultural (ainda mais hoje, quando falar bem do ócio voltou à moda).

É claro: se achamos, como muita gente continuar a
achar, que a chegada da "civilização", ou a
adaptação à "civilização" (por si só um conceito
duvidoso: afinal, o que é ser civilizado? há só
uma maneira de civilizar-se?) é um bem
indiscutível, temos que condenar o Jeca Tatu. Mas
se duvidarmos da bondade ou das boas-intenções da
"civilização"? Não devemos celebrar o homem
inadaptado, que recua e não abraça sorridente o
"progresso", que desconfia do "civilizado" e por
isso prefere viver "na penumbra das zonas fronteiriças"?

Fico tentado em pensar essas sombrias zonas
fronteiriças criadas/habitadas pelos caipiras
como exemplos daquilo que Hakim Bey chama de
zonas autônomas temporárias, ou TAZ (do inglês
Temporary Autonomous Zone). Mas fico ainda mais
tentado a pensar o caipira como um nômade
anti-capitalista, como aqueles descritos na
filosofia de Gilles Deleuze. Encontrei este texto
numa conferência que Deleuze fez sobre Nietzsche
intitulada Pensamento Nômade: "é verdade que, no
centro, as comunidades rurais estão presas e
fixadas pela máquina burocrática do déspota, com
seus escribas, seus padres, seus funcionários;
mas na periferia, as comunidades entram num outro
tipo de aventura, num outro tipo de unidade dessa
vez nomádica, numa máquina de guerra nômade, e se
descodificam no lugar de se deixar
sobrecodificar." Parece a descrição das
comunidades caipiras segundo Monteiro Lobato. Com
uma diferença importantíssima: Deleuze gosta dos nômades. Eu também gosto.

Então, mesmo o silêncio do caipira, mesmo a
aparente facilidade com que o caipira deixa se
manipular pelas forças governistas, pode ser
pensado como uma estratégia para se manter à
parte, nunca chamando a atenção. Esse silêncio
seria uma determinação de nunca compactuar, e
sempre fugir (fingindo estar sendo "tocado") -
parece a maioria silenciosa de Jean Baudrillard,
que se recusando à participar acaba destruindo os
fundamentos da representação política... Essa é
uma estratégia político-cultural
sofisticadíssima. Como revela, sem perceber a
radicalidade da estratégia, o próprio Monteiro
Lobato: "E agora? Que fazer processá-lo [o
caipira]? Não há recurso legal contra ele. A
única pena possível, barata, fácil e já
estabelecida como praxe, é 'tocá-lo'." Como se
toca um cachorro. Mas aí quem toca está fazendo
justamente o que o caipira quer: sair dali,
desaparecer sem compactuar, sem se tornar um
empregado obediente ou "civilizado".

Monteiro Lobato diz: "o caboclo é uma quantidade
negativa." Isso é lindo. Resume tudo. E poderia
se tornar um lema para o movimento pós-caipira:
radicalizar a negatividade: sumir quando correr
perigo de se deixar aprisionar por um estilo; ser
como a Natascha Kinsky no filme No Fundo do
Coração: cuspe na chapa quente, que desaparece
sem deixar vestígio: como os índios, que não
tinham "história", que muita gente acha que são
menores por não terem deixado documentos ou
monumentos; eles eram mais espertos, e não
andavam por aí carregando o peso de bibliotecas e
museus. Volto a citar Monteiro Lobato: "um ano
que passe e só este [o sapezeiro] atestará sua
[do caipira] estada ali; o mais se apaga como por
encanto." Não fica "nada que seja revelador de
permanência." Pelo contrário: os caipiras, como
os índios das terras baixas sul-americanas (sem o
Estado dos Incas), eram os mestres da impermanência.

Estamos reaprendendo, com a tecnologia digital, a
fazer essa mágica: o "apagar por encanto" que é o
"esquecimento como força ativa", para voltar a
citar o Nietzsche de Deleuze. Pensei nisso ao
redescobrir uma entrevista de 1981 - quase
esquecida - com Ralf Hutter, do Kraftwerk. A
banda vai para o estúdio todos os dias. Mas grava
pouquíssimo. Ele dizia na entrevista: "Fitas são
históricas. No momento em que você termina a
gravação, elas se tornam históri-cas. Você
termina com um excesso de história. Nós tentamos
esquecer muito da música que tocamos." E
complementa: "Nós somos as Brigadas Vermelhas da
música. Penso que temos um ponto de vista muito
determinado. Nós achamos que o mundo da música é
muito ori-entado para a história, para as
gravações. Nós queremos projetar uma atividade mais anár-quica."

O Kraftwerk e as máquinas nos ensinam a esquecer
e apagar, a viver o momento do remix e não querer
guardá-lo para sempre (ninguém tem espaço nem
interesse para armazenar tanta coisa!) Até porque
o mundo já está transbordando de coisas,
documentos e monumentos. Por que essa compulsão
de guardar tudo? Não é melhor ficar "de cócoras",
aproveitando a impermanência de tudo (o mais
legal é remixar, é ver todo mundo remixando, e
não comprar o disco dos remixes).

Começando a concluir: caipirando o uso das
máquinas, não corremos o risco apontado por
Antonio Candido, aquele do "saudosismo
transfigurador" ou de "uma verdadeira utopia
retrospectiva", que pensa o tempo "dos antigo"
como o tempo da fartura, e lamenta o presente. Um
verdadeiro pós-caipira (anti o
caipira-estilizado-de-festa-junina, festa sempre
nostálgica do antigo, do que já passou - mas isso
não quer dizer que o estilo junino não seja
útil... ou mesmo o sertanejo-hiperpop de Sandy &
Junior... tudo é radicalmente reciclável...)
aproveita radicalmente o presente, sem se
preocupar com o registro do que está vivendo.
Todo o resto, como diria o Jeca Tatu de Monteiro
Lobato, "não paga a pena." Porque não paga mesmo!

Presente? O que é o presente para um pós-caipira?
O presente pode ser uma maneira de se perder no
tempo, como disse Gilberto Gil: "jeca total deve
ser jeca tatu... um tempo perdido... interessante
a maneira do tempo... ter perdição quer dizer, se
perder no correr, decorrer da história". Esse
presente, assim pensado e vivido, não é
certamente o fim da história, mas a história
vivida sem a ilusão da evolução totalitária. Cada
pós-caipira tem seu próprio tempo, e sua maneira
- acocoradamente correta - de estar no tempo.
Lição: o tempo do mangue-beat: nada nostálgico da
pureza perdida do maracatu; e por isso o maracatu
está mais vivo do que nunca. Hoje. O mangue-beat
nos ensinou a botar fogo na cultura local,
afrociberdelificando-a. É preciso agora
jeco-centrificar o afrociberdelificado. Para
fazer coro com o Jeca Tatu de Monteiro Lobato: "Eta fogo bonito!"

13 julho, 2006

A Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto

É certo, sem mentira, muito verdadeiro
O que está embaixo é como o que está no alto
O que está no alto é como está embaixo
Por essas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só
E como todas essas coisas são e provêm de Um
Pela mediação do Um assim todas as coisas são nascidas dessa única coisa por adaptação
O Sol é seu pai
A Lua é sua mãe
O vento trouxe em seu ventre
A terra é sua nutriz e receptáculo
O pai de todo Telema do mundo universal está aqui
Sua força ou potência está inteira se ela é convertida em terra
Tu separarás a terra do fogo e o sutil do espesso suavemente com grande desvelo
Pois ascende da terra e descende do céu
E recebe a força das coisas superiores e das coisas inferiores
Tu terás por esse meio a glória do mundo
E toda a obscuridade fugirá de ti
É a força de toda a força
Pois ela vencerá qualquer coisa sutil e penetrará qualquer coisa sólida
Assim o mundo foi criado
Disso sairão admiráveis adaptações das quais aqui o meio é dado
Por isso fui chamado Hermes Trismegisto
Tendo as três partes da filosofia universal
O que disse da obra solar está completo.

13 junho, 2006

a ultima festa do mussolini

MUSSOLINI - O ULTIMO GOLE (01/07/06)
ultima das inescrupulosas festas do mussolini, que ja deram muito o que falar.

a formula de sucesso novamente é aplicada e encrementada com uma possivel banda ao vivo surpresa ainda nao confirmada (entederam pq surpresa? haha)

um jecatron sound system de maior qualidade (cabos novos, hehe)

os ultra-delirantes mussolinis, desafio obrigatório, e cerveja copo-a-copo como sempre...o lema é não desperdiçar e não deixar esquentar.

no comando do jecatron>

> jecawilly
> NigAA brown
> e eu, na humilde...

(os nomes eu inventei agora)

apresentando a qualidade sonora já tão conhecida.

o lugar é o de sempre (mapa só no convite)
e o preço é 10 reais, convites com natalia, bié, negão e eu.

é isso, mussa eu...mussa você, baby!

(obs: pega leve a tarde, se correr tudo bem na copa, o brasil vai estar desputando as oitavas de final no dia, então ve se não chapa a tarde pra não chegar pedindo leite na balada,rs)

16 maio, 2006

Jécatown no Sunday Times

Founded in 1993 by inmates of the Taubate penitentiary in Sao Paulo, the PCC lords over the drugs trade in Sao Paulo, and is heavily involved in arms trafficking, kidnappings and bank robberies. It also has a long track record of jail breaks and uprisings.

http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-2180402_2,00.html

01 maio, 2006

AMAZING – HOUSE MUSIC

12/5 SEXTA
22h

djs

LEANDRO P.

CLAUDIO MANSUR

JULIAN BENDALL (Bah Samba) Londres - Reino Unido

A história do grupo Bah Samba começa com o fundador Julian Bendall que aprendeu ainda criança a produzir soul, funk e jazz, tendo inclusive, trabalhado com outro famoso grupo Brand New Heavies.
Desde então Julian se tornou uma referência para escrever e produzir músicas ao lado de djs e produtores como Phil Asher, Electric Soul, Modaji, Ultra Nate, Blaze, e Bobby & Steve, Alexander O Neal entre outros. Julian lançou seu primeiro single com o grupo Bah Samba. O single Carnival com remixes de Phil Asher conquistou o mundo e deu notoriedade suficiente para o grupo produzir o segundo clássico Reach Inside que entrou na compilação A Night at Playboy Mansions (revista Play Boy).
Como dj Julian Bendall tem um estilo original e único para tocar deep e soulful house. Entre os países que já tocou, destaque para Japão, França, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Espanha, entre outros.
www.bahsamba.co.uk

MARCOS SKIN

patrocínio: Baden Baden

apoio: DCE UNITAU

Realização: Outromundo marketing cultural / www.grooveland.com.br



Local: Av. Álvaro Marcondes de Mattos, n. 1501
Estrada da CESP
JÉCATOWN – SP



$20 estudante | $20 c/ flyer | $40 inteira



info: 12 3622 3763 / 9154 2615