
08 maio, 2007
26 abril, 2007
Manifesto número dois
O volume e a velocidade da produção mundial de bens atinge níveis sem precedentes na história, numa crescente desde a revolução industrial. Há um excedente monstruoso e ainda assim a população de miseráveis é gigantesca. Previa-se anteriormente que com o uso das máquinas em grande escala o homem teria mais tempo livre para o auto-aperfeiçoamento. Acontece que os trabalhadores em geral não sabem o que fazer com seu tempo livre, e acabam desperdiçando-o e legitimando assim sua própria exploração.
Como bem aproveitar o tempo? “Conhece a ti mesmo”, diz a frase mais expressiva da cultura grega. Há que se conhecer em profundidade, contudo. É um esforço constante e contínuo que não permite descanso, mas só assim o homem pode desenvolver seu potencial verdadeiro. O jogo está apenas começando.
25 abril, 2007
22 abril, 2007
A VÉIA VEM AÍ
por ifi!Para compor o cenário musical da taubatéia desvairada,
temos o regresso da banda mulé da muleta no próximo 13 de maio, dia da abolição da escravatura.
A banda teve suas origens com um grupo de amigos estudantes de arquitetura em meados de 2000, influênciados pela onda do movimento mangue-beat e toda a invasão da rica cultura nordestina que se deu a partir da figura de Chico-Science.
A proposta é misturar os ritmos regionais brasileiros enfatizando a cultura popular e o cotidiano urbano, utilizando sempre o velho rock'n roll entre diversas outras influências.
O resultado é algo sem rótulo, sem uma identidade "classificavel"
O jeito é conferir!
13/05 - 17:00
Praça da Elétro
Taubaté / SP
19 abril, 2007
Jecatron Soundsystem de volta nesse sábado, no sapatinho.

Após os rocks e wrocks e eletros que botaram jecaboys e jecagirls para chacoalhar no ultimo sábado, na Zero Zero, Jecatron Soundsystem aparece novamente pra te tirar de casa no próximo sábado a noite, só no swing. Com grooves finos, samba-rocks, dubs, free jazzes & hot brazillian music, dog!
Rola no Tipuana (ao lado do Taubaté Village, em frente ao shopping), a Universo Tatto Party, e estamos bem acompanhados:
-Jécatron Soundsystem
-Dj Kabelo (drum´n´bass de primeira)
-Banda L.A.M.A.
-Banda Soul Black
entrada:
jecaboys:10$
jecagirl:5$
RUA: Av. CHARLES SCHNNEIDER N.1579 TAUBATÉ – SP
(NA FRENTE DO TAUBATÉ SHOPPING)
mais uma realização Outromundo Marketing Cultural
...with a lotta woojja going on!
15 abril, 2007
13 abril, 2007
12 abril, 2007
O fio de Teseu
A educação, dentro de um contexto amplo de sociedade, visa a cidadania.
De volta à educação
Até porque não há educação global. Solução?!
Não é cabível pensamentos que auto-destruam saídas. Até porque nos falta consciência e conhecimento "em e para'' educação.
O que questiono é a importância, clara e óbvia, de educarmos a sociedade para viver em sociedade, num contexto de equilíbrio social, de criarmos novas metodologias de ensino, vivenciais e permeadas pela noção global. Somos todos cidadãos do mundo, pelo menos no papel.
Se há suicídios, se há consumismo, é porque há educação (ensinar a) nesse sentido.
E a publicidade é uma poderosa aliada. Ela reflete pensamentos e re-alimenta esses pensamentos.
Educar é mostrar caminhos. A questão é, educar para quê? Por quê?
Diz respeito a uma mudança na forma de pensar. Nos valores, nas crenças e na postura perante a vida.
Afinal, educar é prepar para a vida, só nos resta saber, qual.
De volta à educação
Até porque não há educação global. Solução?!
Não é cabível pensamentos que auto-destruam saídas. Até porque nos falta consciência e conhecimento "em e para'' educação.
O que questiono é a importância, clara e óbvia, de educarmos a sociedade para viver em sociedade, num contexto de equilíbrio social, de criarmos novas metodologias de ensino, vivenciais e permeadas pela noção global. Somos todos cidadãos do mundo, pelo menos no papel.
Se há suicídios, se há consumismo, é porque há educação (ensinar a) nesse sentido.
E a publicidade é uma poderosa aliada. Ela reflete pensamentos e re-alimenta esses pensamentos.
Educar é mostrar caminhos. A questão é, educar para quê? Por quê?
Diz respeito a uma mudança na forma de pensar. Nos valores, nas crenças e na postura perante a vida.
Afinal, educar é prepar para a vida, só nos resta saber, qual.
11 abril, 2007
Nota ou observação
Educação Política
A política é a noção de convivío social, de forma que cada indivíduo é cidadão consciente e sabe que sua vida social é composta de direitos e deveres. Está relacionada a auto-gestão e gestão do todo.
Claro, só existe, dessa forma, a partir da educação.
Minhas definições.
Como definir é uma questão de bagagem cultural, e definir política hoje, é muito mais uma questão de perspectiva de futuro e noção de coletividade, abre-se caminho para a discussão do que elas (política e educação) DEVERIAM ser.
E não o que fizemos e fazemos na prática com elas.
Dados:
A Filândia é o país de maior IDH do mundo (Índice de Desenvolvimento Humano), mais educado do mundo, e tem o MENOR ÍNDICE DE CORRUPÇÃO do MUNDO.
Certamente os políticos e educadores têm uma outra definição para educação e política.
E colocam em prática.
+ manoh +
Definições
POLÍTICA, s. Uma disputa de interesses mascarada como um debate de princípios. A condução dos assuntos públicos para vantagem privada.
Ambrose Bierce, O Dicionário do Diabo.
10 abril, 2007
09 abril, 2007
Estreiando, Matutando, Abalando... Em busca do Gerundando!
Como já disse nosso amigo 'no star', através do Gabriel, O Pensador: "Ninguém cura esse país se num acabarmos com a censura que me lembra".
... matutemos ...
Não é segredo que nós, cidadãos do mundo, mas com aquele "jeitinho brasileiro" não fomos nem educados, nem instruídos para a consciência política(1), não sabemos nos organizar em prol da harmonia coletiva. Se nem nos organizar somos capazes, que dirá pensar(2), isto é associar idéias e formar linhas de raciocínio lógico - para nós, simplesmente matutar - de maneira a "trazer soluções" em busca do equilíbrio social.
Não fomos. Mas há tempo.
Faltará força de vontade? Interesse?
Faltará fosfato no cérebro a fim de promover associações nesse sentido?Talvez tudo isso junto.
É certo que já existem atitudes nesse sentido. Muitas, mas falta então o senso de transformar ações em campanhas do coletivo, e não somente de grupos, como vemos.
Retomando ao Pensador.
Não nos basta falar de censura, muito além dela vejo uma grande falta de foco e conhecimento prático para mudança. Qual nosso (enquanto grupo que se propõe coletivo) foco? Divulgar que é necessário 'despertar' para uma 'consciência' crítica? Ou seria oferecer caminhos para esse despertar? Sabemos (e convivemos) do problema, mas e a solução? Matutar...
"Eles não censuram o povão
Pior do que acordar calado é acordar sem pão
(Paiê cadê o pão?
Foi censurado
Paiê cadê o leite?
Foi censurado
Paiê o quê que é carne hein?)
Essa é a censura na panela de um descamisado"
Você que lê, assim como quem escreve, tem responsabilidade sobre a ignorância, inconsciência e apatia do "povão", pois teve alguns meios de desenvolver o senso critíco, e não prosseguiu com esse aprendizado, para si, e para os próximos. Não retro-alimentou a sociedade.
Como pedir para que aqueles que vivem abaixo da "zona de pobreza" (como isso pode fazer sentido?? E pior, ser real???) importem-se com o senso crítico se estão aquém das necessidades MÍNIMAS?Compete a nós, matutar... "abalar".
"Mas também não não pense que o Brasil já foi pra frente
Pois como sempre ele está no mesmo lugar
E sempre estará se você não acordar
Se a gente não se julga inteligente o suficiente pra mudar
Seria melhor se suicidar
Mas na verdade esse momento é de nascimento
(É a hora H) Não vamos nos alienar
Olhe pro seu lado e veja como o povo está"
O Brasil está no mesmo lugar.E você? Progrediu? Produziu? Teve reconhecimento profissional?E o que devolveu para a sociedade? A manutenção do modelo de pensamento capitalista e individualista?
"Fique atento não se esqueça a gente abala quando quer"
Essa é a minha mensagem a todos os matutos. O nós, somos nós mesmos, aqueles nominhos ali, do lado esquerdo da página.
Façamos. Para que no próximo post, possamos dizer que estamos fazendo, produzindo, crescendo, plantando, colhendo, mantendo, mudando. E esse fazer não envolve "divulgar", mas uma etapa anterior a ela: Estudar.
Sugiro leituras que associem subeducação e subdesenvolvimento.
"Seja um cidadão"
SEJA.
(1) política: por dicionário Michaelis
po.lí.ti.casf (gr politiké) 1 Arte ou ciência de governar. 2 Arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. 3 Aplicação desta arte nos negócios internos da nação (política interna) ou nos negócios externos (política externa). 4 Orientação ou métodos políticos: Política de campanário. 5 Arte ou vocação de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido, influenciação da opinião pública, aliciação de eleitores etc. 6 Prática ou profissão de conduzir negócios políticos. 7 Conjunto dos princípios ou opiniões políticas. 8 Astúcia, maquiavelismo. 9 Cerimônia, cortesia, urbanidade. P. de campanário: a que só vê os interesses locais. P. econômica: teoria e prática da direção econômica de um país. P. de boa vizinhança: política caracterizada pelo princípio de amizade, cooperação e não-interferência nos negócios internos de outro país, principalmente país vizinho. P. social: conjunto dos princípios e medidas postos em prática por instituições governamentais e outras, para a solução de certos problemas sociais.
(2) pensar: por dicionário Michaelis
pen.sar(lat pensare, freq de pendere) vint 1 Combinar idéias, formar pensamentos: "Apesar disso, acho que deve pensar um bocado" (Monteiro Lobato). vti 2 Meditar, refletir em: "Pensei no que reza o livro do profeta" (Alexandre Herculano). Pensai sobre a vaidade dos homens. vint 3 Ser de tal ou qual parecer: Nós não pensamos como vós. vtd e vti 4 Ter na mente; lembrar-se: Você não pensa o que fala. Já ninguém pensa nesse desastre. vtd 5 Julgar, supor: Pensei que custava mais barato! O que você pensa de tal atitude? vint 6 Raciocinar: Convém pensar antes de falar. vti 7 Fazer tensão: "Gomes enfezou. Não pensava em arredar pé dali!" (Francisco Marins). vtd 8 Delinear mentalmente; meditar, planejar: Ela pensou bem o seu romance. vti 9 Estar preocupado, ter cuidado: Só pensa em sua moléstia. Pensar na morte da bezerra: estar alheado, distraído, pensativo; meditar tristemente.
+ manoh +
08 abril, 2007
06 abril, 2007
Abalando
Gabriel, O Pensador (1993)
Gabriel o Pensador o homem que eles amam odiar
Agora voltou para, Hrm, Hrm, tentar falar
Isso é se ningém quiser me censurar me calar
(Manera rapaz, da última vez eles te tiraram do ar)
Não eu não consegui acreditar nisso
Mas não vâmo esqucer e nem permanecer omissos
Num caso que diz respeito ao direito de um cidadao
De carregar no peito a sua liberdade de expressão
Liberdade de expressão aqui? Ha, não existe
Eu fiz "Hoje eu tô feliz" e fiquei triste
Pois já não posso mais nem sair em paz
Os fdp confundem artistas com marginais
Mas eu não sou um marginal, isso é um grande erro
Sou apenas um artista como todo brasileiro
E o meu erro dizer o que não devia
Acreditei que existia o quê: (Democracia...)
Então eu disse simplesmente o que o povo sente
Mas fui covardemente censurado pelo ("Minha gente!")
E a vontade que me dá, não me venha perguntar
Eu vou falar. A vontade que me dá é de matar
É uma loucura!
Ninguém cura esse país se num acabarmos com a censura que me lembra a ditadura militar
(Cale-se! Cuidado!)
(Como é dificil acordar calado)
Eles não censuram o povão
Pior do que acordar calado é acordar sem pão
(Paiê cadê o pão?
Foi censurado
Paiê cadê o leite?
Foi censurado
Paiê o quê que é carne hein?)
Essa é a censura na panela de um descamisado
(Paiê cadê o ovo?
Foi censurado
Paiê cadê o arroz?
Foi censurado porra!
Pai tem feijão?
Não, toma essa água suja com farinha e num reclama pra num ser processado)
E a diversão era um futebol inocente
(Quero perder de vez sua cabeça)
"Então eu vi um pessoal nema pelada diferente
Jogando futebol com a cabeça do Presidente"
(Cale-se) O povo unido outra vez foi vencido
Pediu pra ouvir meu rap mas não foi atendido
(Ué mas não existe mais censura no Brasil)
Amigo vai nessa que tu tá é fud...
E foi só uma cabeça que caiu
Nem demos a primeira então não vâmo sair decima ouviu?
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser
Porque o Pensador veio falar do que passou
Eu te digo: Não se lembre do passado e o teu futuro será escuro
Não se esqueça o que passamos há tantos anos
Procure a luz, mete o dedo na ferida viva a vida, limpa o pus
E conduz o pensamento para o tempo que quiser
Fique atento não se esqueça a gente abala quando quer
(Agora que lembramos um passado recente
Vamos falar do presente.
E daqui pra frente?)
Não vamos nos intimidar
Chega de ser prego
É melhor ser o martelo rapá!
Mas também não não pense que o Brasil já foi pra frente
Pois como sempre ele está no mesmo lugar
E sempre estará se você não acordar
Se a gente não se julga inteligente o suficiente pra mudar
Seria melhor se suicidar
Mas na verdade esse momento é de nascimento
(É a hora H) Não vamos nos alienar
Olhe pro seu lado e veja como o povo está
(A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
E que fé será se não for a fé em nós mesmos pô
(Isso aí Pensador)
"Get up Stand up" Você não veio ao mundo à toa
E se veio fazer algo faça alguma coisa boa
O que tá errado (tudo)
Deve ser mudado
Abalando as estruturas com o Pensador
(Tô ligado!)
Eu tô falando de uma reformulação
Que começa na cabeça e vai passando pelo coração
Se voçê tem cabeça e coração
Não seja um vegetal
Seja um cidadão
(É geração cara pintada?)
Não. Jovens em geral
Caras pretas, coroas, pessoas, malucos e caretas
(Entrem nessa união) Não seja um imbecil meu irmão
Põe a mão na cabeça, pára pra pensar
Nós Temos o poder de abalar...
(Tá na hora, vamô lá!)
(Refrão)
ZER0 ZER0 - FESTIVAL INDEPENDENTE

04 abril, 2007
:: THE VAIN 2007
:: 06/04 (esta sexta)
The Vain + Zuruó @ Big Point
Estrada Rodolfo Bona, 700 - bairro Chácara Nova Vida
(estrada velha pra Pinda, embaixo do viaduto, saindo da Gurilândia)
22h
Entrada GRÁTIS
:: 21/04
The Vain @ Hocus Pocus
Rua Paraibuna, 838 - Jd. São Dimas
(atrás da UNESP, entrada pela lateral, rua Maria Francisca Froes)
São José dos Campos, SP
Entrada a R$ 10.
:: 22/04
The Vain e Elegia @ Chopperia Óbvio
Rua Prudente De Moraes, 222, Centro
Pindaíba, SP
18h
Entrada a R$4.
31 março, 2007
27 março, 2007
22 março, 2007
02 março, 2007
28 fevereiro, 2007
Jecatron Soundsystem x7

27 fevereiro, 2007
26 fevereiro, 2007
Pitacos, preferências e opções. TAG MATUTO.
abracei a causa de elaborar o logo/tag Matuto, coletivo taubateano que englobará outros coletivos e "causadores solo" hahaha, e que por sinal o JECATRON fará parte. Enfim. Pensando de forma minimalista elaborei essas 3 opções de logo/tag e jogo na roda para que a escolha seja mais democrática. Levei em conta a simplicidade, que facilita o reconhecimento rápido das pessoas e principalmente ajuda pra caraaaaaaaalho na hora de fazer um stencil!!!
Ta ai ... deixem comentários.
25 fevereiro, 2007
24h PARTY PEOPLE

Nos últimos anos, a sétima arte tem produzido filmes que andam fazendo a alegria da maioria dos fãs de música. Velvet Goldmine em 1998, Quase Famosos e Alta Fidelidade em 2000, Hedwig em 2001. Agora é a vez do aguardado A festa nunca termina (24 Hour Party People, de Michael Winterbottom - Reino Unido, 2002).
Lançado na Europa em 2002, o longa chegou às telas brasileiras via festival de cinema do Rio e Mostra Internacional de São Paulo e entrou em circuito em 2003.
A Festa nunca termina conta, através dos estranhos olhos de Tony Wilson (interpretado pelo ótimo comediante Steve Coogan), a história de como a cena conhecia como "Madchester" foi criada. Para isso, eles voltam até o final da década de 70, durante o primeiro show dos Sex Pistol em Manchester, no norte da Inglaterra. Mesmo com pouca gente na platéia, Wilson, um criativo apresentador da TV local, percebe que o evento iria desencadear algo muito interessante por ali. E não demora muito para ele despertar o potencial de algumas bandas locais e abrir uma gravadora, a "Factory Records".
Todo filmado com cameras digitais, 24 Hour Party People beira o formato de um documentário e concentra esforços em três acontecimentos, a ascensão do Joy Division, a loucura do Happy Mondays e a euforia e o declínio do club Haçienda.
O título do filme é tirado de uma música do álbum de estréia do Happy Mondays, que é muito longo para eu escrever aqui. O New Order gravou uma música especialmente para a trilha sonora: Here To Stay foi lançada como single. O clube Haçienda acabou fechando por dar prejuízo. Todo mundo estava tão animado com ecstasy que ninguém consumia bebidas alcoólicas.
24H Party People estréia essa noite, as 18h em "Mad-jécatown", no nosso Haçienda, o Casarão das Artes (R. Dr. Souza Alves, 853), contando ainda com uma canja do Jécatron Soundsystem e Dj Kabelo.
20 fevereiro, 2007
Matuto/bit
17 fevereiro, 2007
O que é a verdade...
13 fevereiro, 2007
08 fevereiro, 2007
movimentalização

Quem é que observa quem
Por Felipe Rezende
O olho vê a vitrine
O ouvido ouve a propaganda
A vontade vem.
Um moleque pede um trocado,
Fico desconfiado.
Etiquetas rotulam a pele,
out-doors bloqueiam olhares,
A cidade se esconde privada
em publicidades.
A rua já não serve ao passeio.
Transitam ilustres em regras mecanicas.
Circulo entre abrigados e obrigados.
os investimentos de alguns
definem as venstimentas dos outros!
05 fevereiro, 2007
deserto vampiro
Grita o vale no silêncio da morte
Não floresce, não nasce, séca, morre
O desespero do poeta cala a garganta
Anda na confusão a gente perdida
A harmonia não existe na noite escura
Desejos e enganos se alastram pelos campos
O grotesco reina absoluto e sozinho
Pois aqui a única beleza é ilusória.
matuto nation

o sexto ataque do jécatron surpreendeu. achamos q foi pouco divulgado, q o pessoal tava desanimado, mas eis que a galera firmeza apareceu e da pista não saiu. e o som foi até o sol raiar.
de tropicália à clássicos da phaeton, o jécatron ferveu com a galera até o ultimo " desliga"!! da dona da casa. vlw todo mundo.
como visto no texto publicado abaixo pelo ifi, jécatown tbm começa a receber seus stickers. a freirinha lançou seu sorriso em alguns pontos da cidade.
a idéia a reunir vcs jecaboys e jecagirls para começarmos a causação organizada de arte de rua.
04 fevereiro, 2007
RUAS SÃO VIAS E VIAS SÃO VEIAS
Fotos por ifi!
Papel colado na ruaA arte de rua ilegal ou não , não é novidade em nenhum grande centro urbano do mundo.
Dentre tantas formas de intervenções artísticas existentes nas cidades, estas destacam-se hoje (pela sua mobilidade, sua fácil produção e aplicação no meio) os stickers (etiquetas adesiva) e posters (cartazes)que talvez sejam uma prática surgida há pouco por aqui, e que tem ganhado força nesses últimos tempos nos meios de comunicação alternativa ou nao.

Essa forma de inserção no meio urbano normalmente usado pela indústria da propaganda e da comunicação visual de forma até habitual, encontra uma brecha e se insere de forma de contra cultura estabelecendo diferentes interpretações entre diferentess idéias , é fato que a arte em papéis adesivos ja ocupe o seu espaço em grandes cidades. As vezes ate como um complemento do graffiti, mas diferente deste, também atribui uma mensagem ao paisagem e ao “mobiliário” urbano (como lixeiras, postes, caixas de telefone, paredes,etc.)

Outra carcterística desse trabalho de “colar papel na rua” (cartazes e adesivos) é o contato direto com a alta e baixa tecnologia. Fazendo uso dos correios tradicionais (pois muito material é trocado nacional e internacionalmente), assim é comum a troca de arte impressa via carteiro. E enquanto o material em si é trasportado de um lugar para o outro por esse meio , via internet muitos contatos são agilizados aproximando vários artistas através de sites pessoais, de grupos e até de coletivos de grupos que se identificam por registros (fotos) desse material colado nas ruas.

De certa forma, podemos atribuir à Shepard Fairey a repentina divulgação e popularizaçao dessa nova maneira de se praticar a arte na rua. Fairey, ultilizando –se desde métodos de colador de lambe-lambe até a fenomenologia, saturou várias cidades norte americanas e européias com seus cartazes que traz a figura em alto contraste do lutador de luta-livre André Giant com o alias Obey Giant. Esta imagem reproduzida em postêrs e stickers já é um clássico da cultura de rua, do design e ate da forma de se fazer propaganda de um certo produto ou serviço em um certo meio.
Com a forma intensiva de divulgação Fairey hoje tem seu estúdio em Los Angeles (USA) chamado Black Market e pode-se dizer que graças à sua iniciativa independe dirige um dos mais prestigiados escritórios de design dos EUA.Em São Paulo, a arte em forma de papel colado pelas ruas já vem sido produzida há um bom tempo por prestigiados grafiteiros como: Os Gêmeos, Onesto, Zezão, Ciro, Boleta, Cobal, Flip e Sesper, etc,. Apesar disso, os stickers sempre foram feitos um a um, a caneta,marcadores e na
maioria das vezes apenas tendo uma assinatura ou o “tag” como imagem.com o tempo, começaram surgir cartazes e etiquetas impressos nas mais variadas formas, de xerox à serigrafia, rodado em gràficas ou à mão, mas diferente dos anteriores, agora trazendo desenhos e/ou mensagens mais elaboradas que apenas uma assinatura à la “my name is...”Hoje existem uma série de pessoas e grupos que cada dia mais aproveitam da rua como suporte para sua arte de colar seja essa intervenção feita a mão ou em diferentes formas de impressao e diferentes tipos de materiais, como exemplo :
Ozzob, Muxi_Muxi, Fat Louiz, Marmita, Kurru, nrg , Calma, whip, Asa, Cruz , Fefê Talavera , Projeto Chã, sesper , shn, em São Paulo, João Lelo, Rafo Castro e 86 no Rio de Janeiro, e Khristo e onio em Goiânia e brasília e Yellow Dog e xerel em BH, isso pra ficar apenas em alguns exemplos.Alem disso essa propagação de arte de rua em larga escala geram serviços, produtos e consumidores nesse sentido, para isso existem quatro lojas na cidade que já vendem arte em pôster e sticker de rua. Na Grapixo (Galeria do Rock, centro) você encontra etiquetas

importadas do Obey , marcadores, tintas , revistas , etc, na Most (Galeria Ouro Fino, jardins)alem de revistas, vídeos e acessórios dos mais diversos ainda vendem stickers feitos por Sesper, Flip,shn etc. e na Choque Cultural (rua João Moura, pinheiros) pode-se encontrar versões impressas em pôsters/gravuras trabalho de artistas de rua e de tatuagem, com séries de Zezão, Cobal, Speto e Boleta. Há ainda a loja pioneira da cidade em venda de artigos para graffiti que é a THC (Galeria do Rock, centro) que vende stickers mais tradicionais como “meu nome é...” meu pseudo é...” aos modos dos que se usa em corporações para identificação de visitantes, em palestras, dinâmicas de grupo etc.

Para ser ter uma idéia da força disso no mundo hoje de forma que já se estabelece na sociedade como uma cultura ou contra-cultura, a arte em stickers e posters, tem no exterior diversos sites que dão uma ótima noção do panorama da produção de arte de rua no mundo. O site Sticker Nation e Wooster Collective (ambos dos EUA) são os que reunem a maioria dos arquivos referênciais sobre o assunto. Há ainda o Stick it da holanda que é um blog de notícias, o Streetstickers no Reino Unido, o Stickerwar e ainda o Stickerswitch que é um site a favor do

contato entre as pessoas que produzem esse tipo de arte e que fazem intercâmbio de material e informações específicas pelo mundo.
Entre os artistas gringos podemos citar aqui alguns à título de exemplo, em Londres (Inglaterra) Mjar, nos EUA (São Francisco) DAve, na França Huhuhu, em Amsterdam Sekers e na Escócia Jet Pac e Sleepy Valley, etc.
A discussão se os stickers são arte ou não, se são vandalismo ou desobediência civil, se é bacana ou não, prefiro nao ressaltar aqui. O intuito do artigo foi descrever o que é e algumas pessoas que fazem isso aqui em são Paulo, no Brasil e no mundo alem de apresentar uma outra maneira de troca de informação no meio urbano. apesar dos cartazes e etiquetas não serem novidade eles estão hoje ocupando um espaço que antes era ate meio que inexistente dentro da nossa vasta cultura popular de adaptação do espaço
links
Sobre arte em sticker
stickit - www.stickit.nl
stickernation - www.stickernation.net
stickerwar - www.stickerwar.net
stickerswitch - www.stickerswitch.com
streetstickers - www.streetstickers.co.uk
wooster collective - www.woostercollective.com
SHN é um grupo de intervenção urbana
www.fotolog.net/shn - barrashn@uol.com.br
ifi! - www.fotolog.net/ifiopoeta
30 janeiro, 2007
2007 CHAPA QUENTE !
28 janeiro, 2007
terra sem lei
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them?--To die,--to sleep,--
No more; and by a sleep to say we end
The heartache, and the thousand natural shocks
That flesh is heir to,--'tis a consummation
Devoutly to be wish'd. To die,--to sleep;--
To sleep! perchance to dream:--ay, there's the rub;
For in that sleep of death what dreams may come,
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there's the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of despis'd love, the law's delay,
The insolence of office, and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would these fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,--
The undiscover'd country, from whose bourn
No traveller returns,--puzzles the will,
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought;
And enterprises of great pith and moment,
With this regard, their currents turn awry,
And lose the name of action.
Hamlet, Prince of Denmark.
17 janeiro, 2007
urbe jéca
16 janeiro, 2007
"urbe"

A cidade em si vira palco da passagem/paisagem.
O espaço urbano, descaracterizado de seu objetivo principal, que era ser próprio a vida cotidiana, se encontra congestionado e fica sujeito ao desgaste do tempo. O tempo insere camadas de valores ao espaço de maneira sobreposta rompendo muitas vezes sua identidade original A essência disso é que a cidade se torna um fenômeno eternamente mutante.
Já na década de 50 e 60 houve um incentivo muito grande às tecnologias de estruturas espaciais de grande porte, que permitiam certa mobilidade, ou a própria transportabilidade. Dentre essas foram desenvolvidas a arquitetura pneumática e estruturas tênsil, além da utilização de contêineres pré-fabricados. Pensava-se a implantação interplanetária desse tipo de arquitetura. O grupo Archigran, que fazia experiências e propostas sobre estruturas espaciais leves, e até de cidades inteiras itinerantes, chegou a postular 8 diretrizes para os projetos que o arquiteto do futuro viria a se defrontar.

Proposições de futuro elaboradas para nortear o projeto Walk
City do grupo Archigran
1. O futuro será mais rápido
2. terá um entorno orientado para o consumo
3. deverá ser confortável
4. o futuro estará personalizado
5. responderá as nossas expectativas de maneira mais suave
6. oferecerá novidades
7. será mais plausível (mutável)
8. estará onde e quando lhe descobrirem

Na década de 1960, Lewis Munford, em seu livro ”A Cidade na História” preconizava os sistemas informacionais com o nome das cidades invisíveis, formadas por populações que se interligam a partir de diversas partes do globo, integradas por uma rede eletrônica.(MUNFORD, 0000) Pierre Levy é outro dos autores que se dedica à análise do impacto das novas tecnologias da informação e sua interação no cotidiano humano (LEVY, 1993).
Apresenta-se aqui, um terceiro desdobramento do conceito de virtual e do caráter da interferência proposta, que é a utilização de mídias eletrônicas de propagação das imagens em tempo real para as apresentações, utilizando a tele-comunicação. Essa combinação dos diferentes meios de comunicação, redesenham a geografia urbana na medida que funcionam como extensão da cidade física, onde o produto, aqui cultural, atinge um outro público, localizado em ambiente privado, e que navega pela rede de computadores.Nesse ambiente, o ambiente virtual, a intervenção permaneceria à disposição dos consulentes (internautas) em tempo real e como documentação, prolongando seu alcance no espaço e no tempo. Neste sentido a rede (internet) representa uma alternativa de interação do indivíduo com a produção cultural 24 horas por dia.
13 janeiro, 2007
12 janeiro, 2007
Cultura x Natureza
por Felipe Rezende:O homem, animal que mais tem a capacidade de transformar o mundo ao seu redor para atender suas necessidades, foi ao longo da história moldando sua cultura, seus hábitos e comportamentos que, em resposta às dificuldades do meio, lhe permitiram uma vida mais confortável.
A cultura é nossa forma de encarar a vida, como olhamos e como vemos, no que pensamos quando projetamos nossos pensamentos ao ambiente, nossos reflexos e reflexões, experiências vividas desde nossos ancestrais e transmitidos como tradições a cada geração.Tais tradições consistem em ideologias experimentadas e aceitas por grupos sociais, propagadas para que possam perpetuar no espaço.
Elas garantem a continuidade dos sistemas conquistados, das organizações estabelecidas.Quando pensamos em construir nosso espaço nos dedicamos a observar o máximo de exemplos a nossa volta, de maneira a perceber o que nos agrada. Sendo frutos das influencias passadas, temos uma tendência natural a seguir tradições culturais.De repente cultura e natureza se fundem em uma mistura de vontades e necessidades, possibilidades e desejos. O que significa que somos frutos de um paradoxo onde o artificial se repete naturalmente.
Será então que quando tomamos uma decisão estamos agindo por conta própria ou há determinações externas à nossa vontade?A produção arquitetônica - e com ela o desenvolvimento das cidades, o que representa toda uma ordem social - está sujeita a influências marcantes de fatores repetidos muitas vezes pela ausência de questionamento e a vontade da inovação, fundamentada nos caminhos que o futuro indica. Podemos ver através do desenvolvimento biológico e tecnológico novos horizontes aos quais estamos rumando.
Novas lógicas de organização do espaço estão por desencadear uma vida mais rápida, com maior fluência e justa, mas continuamos a repetir velhas formas para construção do espaço.Por isso, quando procuramos um profissional para a realização de nosso sonho devemos nos assegurar de que ele tem responsabilidade suficiente para nos manter atualizados das novas tendências de organização do espaço sabendo traduzir nossos desejos em satisfação. Mas também devemos, algumas vezes, abrir mão de certas tradições, sendo que estas podem evoluir e melhorar de acordo com formas mais atuais.
02 janeiro, 2007
Com Tradição ???
Atelier Coletivo - Dept. Arq. e Urb. Unitau Essa imagem é de um pintor e desenhista chamado Belmonte, ele ilustrou o famoso Jecatatu criado por Monteiro Lobato e interpretado depois por mazzaropi...
quando fiz essa intervenção, haviam acabado de pintar o departamento todo de branco, apagando as inumeras pinturas e expressões coletivas que haviam alí a pelo menos uns 5 anos
era entre 00/01...
tá lá até hoje!
A tradição se contradiz a cada segundo!
24 dezembro, 2006
17 dezembro, 2006
Azeite
08 dezembro, 2006
BANZÉ + THE VAIN + ATAX
04 dezembro, 2006
Anarquia = autonomia.
Porém... "someone will say what is lost can never be saved" and despite all my words i am still drained by this vampire world...
What else should I say?... that "I'm not your stepping stone"? that we're living in the stone age again? Let's embrace the future; i'm just tired of this rocknroll swindle. God save the queen? God save the queen bee; we're just voluntary slaves of this "no future" mote.
Jesus Cristo Superstar é sério; o Anticristo, é só uma brincadeira de criança. Digo "yes, we have heaven", se tu diz "kill all hippies". Esse é o ponto.
Já disse o bom e velho Jorge: "eu quero paz e arroz, amor é bom e vem depois"; e assim como o falescido Joey, eu também acredito em milagres.
22 novembro, 2006
21 novembro, 2006
FELIZ 2007 JÉCATRON SOUNDSYSTEM

O último ataque planejado do Jécatron Soundsystem no ano promete ser o mais estrondoso até então. Electro, techno, rock, groove, darkwave, indie, pop e samba fazem parte do repertório livre do coletivo. Na sala de zines serão reproduzidas obras de Olivier Messiaen. A interação com o público e a assimilação da proposta melhora a cada dia, e novos jécaboys e jécagirls aderem ao movimento. Music non-stop...
SÁBADO 2 DE DEZEMBRO
23H
jécaboys>>R$5(entrada)+R$5(consuma)=R$10(total)
jécagirls>>R$5(entrada)+R$3(consuma)=R$8(total)
@ Casarão das Artes
R. XV de novembro, 853
Jécatown, SP
Head Like A Hole
Trent Reznor
God money I'll do anything for you
God money just tell me what you want me to
God money nail me up against the wall
God money don't want everything he wants it all
No you can't take it
No you can't take it
No you can't take that away from me
No you can't take it
No you can't take it
No you can't take that away from me
Head like a hole
Black as your soul
I'd rather die than give you control
Head like a hole
Black as your soul
I'd rather die than give you control
Bow down before the one you serve
You're going to get what you deserve
Bow down before the one you serve
You're going to get what you deserve
God money's not looking for the cure
God money's not concerned with the sick amongst the pure
God money let's go dancing on the backs of the bruised
God money's not one to choose
You know who you are
Cabeça como um buraco
tradução livre
Deus dinheiro farei tudo por ti
Deus dinheiro diz-me o que queres que eu faça
Deus dinheiro prega-me contra a parede
Deus dinheiro não quer todas as coisas ele quer tudo
Não tu não podes tomar
Não tu não podes tomar
Não tu não podes tomar aquilo de mim
Não tu não podes tomar
Não tu não podes tomar
Não tu não podes tomar aquilo de mim
Cabeça como um buraco
Negra como tua alma
Prefiro morrer a dar-te o controle
Cabeça como um buraco
Negra como tua alma
Prefiro morrer a dar-te o controle
Curva-te perante aquele que serves
Tu vais ter aquilo que mereces
Curva-te perante aquele que serves
Tu vais ter aquilo que mereces
O Deus dinheiro não está procurando a cura
O Deus dinheiro não está preocupado com os doentes entre os puros
O Deus dinheiro vamos dançar nas costas dos feridos
O Deus dinheiro não é para se escolher
Tu sabes quem és
09 novembro, 2006
a coisa ta melhorando...
eita, sendo a idéia do projeto apresentar música freestyle, como resolver na cabeça dessa galera que jécatron não é ubuntu?
parar de tocar grooves e samba-rocks? nããão!
aí pensamos em dar um jeito de mostrar pra galera oq realmente é o projeto...
nasty nigga mandou muito bem na edição numero 3, a fita k7 do jécatron pregando a música livre.
mas, no quarto ataque do casarão, meu, surpresa: público nota dez, chegaram de mente aberta, dispostos a derreter na pista, dançando de tudo oq rolou.
sensacional.
07 novembro, 2006
Confusion is Sex
23 outubro, 2006
BRODY, N. Text and captions by Jon Wozencroft. The Graphic Language of Neville Brody. Ed. Thames & Hudson, p. 56, 1988. Tradução por Taís Lessa.
Agenda
01.11 Jécatron Soundsystem @ Casarão das Artes. A já tradicional noite mensal do Jécatron Soundsystem em novembro cai bem na véspera do dia dos mortos. Ressaca em paz garantida na quinta-feira. A partir das 23h, R$5 entrada + R$5 consuma pros jécaboys, R$5 entrada + R$3 consuma pras jécagirls. Na sala de zines, especial La Monte Young.
Seu futuro é uma farsa: jécabit-se.
17 outubro, 2006
16 outubro, 2006
05 outubro, 2006
Este sábado
Pilotado pelos jécaboys de plantão e uma jécagirl convidada.
Be there or be dead.
02 outubro, 2006
John Cage, a abertura da mente e o futuro da música
Transcrição de uma conferência proferida pelo compositor.
29 setembro, 2006
[Jécatron Soundsystem] 07 OUT >>> 3º ataque

jécatron soundsystem ataca novamente
dia sete de outubro trazendo música freestyle
de qualidade >>rock, grooves and beats.
além da sala de zines, que nesta edição apresenta o especial John Cage>
rola no Casarão das Artes, no centro (R. Souza Alves,nº853, centro)
investimento> jécaboy R$5(entrada) + 5(consuma) = R$10,00
>jécagirl R$5(entrada) + 3(consuma)= R$8,00
contato> jecatronsoundsystem@yahoo.com.br
28 setembro, 2006
Identidade ou morte
Paulo Emílio Sales Gomes in Cinema: Trajetória no subdesenvolvimento. SP: Paz e Terra, 1996. (folheto informativo publicitário 4.o Curta Santos)
26 setembro, 2006
23 setembro, 2006
sangra!

na rua de casa pode estacionar o carro na rua de graça.
no sociedade alternativa não toca jovem pan.
não paguei o couver no chopp fritz semana passada.
ontem liguei para a acessoria da TV Câmara para protestar o boicote ao Chico Saad.
vai ter show da pitty.
minha mãe vai no buffet fabbelle ver Bee Gees " alive" .
esses dias acabou o cigarro e eu resolvi acendendo umas bitas servidas do cinzeiro.
i beginning to belive...the hype,
....i beginning to see the light.
21 setembro, 2006
Jécatron Soundsystem @ Pit Stop
GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS
Nesta quinta, 21.09, (hoje, acorda!), 2030-2300h. O Pit Stop fica na Rua do Colégio, perto da Faculdade de Comunicação da Unitau. Na Jécatown, por supuesto.
GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS GRÁTIS
14 setembro, 2006
Aldous Huxley, As Portas da Percepção. Trad. Osvaldo de Araújo Souza. Porto Alegre, Ed. Globo, 1979.
06 setembro, 2006
Existencialismo
Kierkegaard contribuiu com a idéia original do existencialismo de que não existe qualquer predeterminação com respeito ao homem, e que esta indeterminação e liberdade levam o homem a uma permanente angústia.
Na realidade o criador da palavra existencialismo foi Jean-Paul Sartre, EM 1960 ele publicou A idade da razão, em que fez um ensaio com reflexões sobre a união do existencialismo e o marxismo. Sartre refletia sobres os problemas do colonialismo francês na Argélia; liga-se, em Sartre, os problemas mais gerais do Terceiro Mundo.
O homem não é um ser em si mas um ser para si.
(Sartre)
Dentro desta ideologia, os homens que vivem de um modo inconsciente não têm existência. O homem não é nada além do que se vê.
Em suma, o existencialismo é a consequência de um facto fundamental da ruptura interior da consciência que se manifesta não apenas nas qualidades essênciais do homem mas na física, onde temos dois meios de conceber a realidade.
Qualquer escolha pode ser autêntica aproximando o indivíduo da origem porque para se escolher tem de se ter liberdade para o fazer.E, embora o indivíduo seja livre, essa liberdade tem de ser encarada como limitada e finita, associada a uma óbvia negatividade porque o homem não é livre de ser livre de não escolher.
Outro livro fundamental do existencialismo é O estrangeiro, de Albert Camus. Este romance conta a estória de um homem alienado que eventualmente comete um assassínio, sendo julgado por esse acto. A acção desenrola-se na Argélia, país onde Camus viveu grande parte da sua vida.
Camus é, com Sartre, o escritor mais representativo do existencialismo francês. A sua reflexão inicial sobre o absurdo e o suicídio, a solidão e a morte, dirige-se gradualmente para a esperança e a solidariedade humanas como possíveis soluções do drama do absurdo. Esta trajectória serve de apoio a um aproveitamento interessado do seu pensamento e da sua figura pelos círculos católicos conscientes da pobreza intelectual dos seus autores. Por outro lado, a límpida perfeição estilística da sua escrita e a sobriedade da sua inspiração novelesca contribuem, em grande medida, para a eficácia da sua expressão literária.
Um destino não é uma punição.
Não há destino que não se transcenda pelo desprezo.
(Camus)
Além deles, Martin Heidegger também é um dos principais nomes do existencialismo. Reunindo as sínteses do pensamento de cada um desses filósofos podemos listar os postulados principais dessa corrente filosófica que são:
1. A primeira é o ser humano enquanto indivíduo, e não com as teorias gerais sobre o homem. Há uma preocupação com o sentido ou o objetivo das vidas humanas, mais que com verdades científicas ou metafísicas sobre o universo. Assim, a experiência interior ou subjetiva - e aí está a influência da fenomenologia - é considerada mais importante do que a verdade "objetiva", um fundamento igual à da filosofia oriental.
2. O homem não foi planejado por alguém para uma finalidade, como os objetos que o próprio homem cria, mediante um projeto. O homem se faz em sua própria existência.
3. O mundo, como nós o conhecemos, é irracional e absurdo, ou pelo menos está além de nossa total compreensão; nenhuma explicação final pode ser dada para o fato de ele ser da maneira que é;
4. A falta de sentido, a liberdade conseqüente da indeterminação, a ameaça permanente de sofrimento, da origem à ansiedade, à descrença em si mesmo e ao desespero; há uma ênfase na liberdade dos indivíduos como a sua propriedade humana distintiva mais importante, da qual não pode fugir.
http://www.vidaslusofonas.pt/albert_camus.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo
http://filosofocamus.sites.uol.com.br/index.htm
http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-existencial.html
http://www.citi.pt/cultura/temas/frameset_existencialismo.html
05 setembro, 2006
nudez não é mais tão excitante,
drogas pra quem tem dinheiro,
muito rock e pouco roll,
atitude de boutique,
all star a 60 reais,
falta de heróis? mentira ... com a internet herois nascem e morrem em dias,
falta de espaço? "myspace" is there, yours can be too,
contra burguês, baixe mp3....
querem ser diferentes, mas se tornam iguais ...
tosquisse da boa e da melhor....
jeans rasgado e surrado é mais caro que um normal, novo....
marcas sinonimo de atitude .... hahahha otários
ninguem come mais pudim de pão ?
e queijadinha ?
tão querendo provar o que ?
vcs não manjam nada de misto quente .... daqueles torradinhos, mais queijo que presunto, fina camada de maionese .... sacam do que estou falando ?
estamos a margem da modernidade.... não percebem a vantagem que temos ?
não entenda. sinta.
25 agosto, 2006
Jecatron Sound System - Ataque #2

Após um bem sucedido primeiro ataque, o Jecatron Sound System ja anuncia um segundo ataque nas terras do Jeca Tatu.
ZICA [zine_jeca]
a intenção é publicar textos discutindo assuntos que ja rolam aqui. ou seja, publiquem seus textos aqui, e bora espalhar a idéia.
o zine será distribuido sempre para as pessoas que compareceram no jecatron, e sempre que pintar a oportunidade de distribuir.
write on people.
24 agosto, 2006
The Vain + Inplastika
06 agosto, 2006
CAIPIRA HOJE
Fela, mestre-de-cerimônias-multimídias do Mercado
do Peixe, diz que fui eu que inventei o nome
pós-caipira para designar o movimento que ele me
anunciava. Nem me lembro ao certo o contexto de
tal invenção: era certamente uma brincadeira. Mas
como a brincadeira colou, e ficou séria, tenho
agora a missão de sair correndo atrás do prejuízo
(prejuízo bom esse!), e criar o embasamento
"teórico" necessário para tudo fique bem claro.
Vou também levar a brincadeira a sério (minha
maneira de seriedade...), tentando tirar dela as
conseqüências politico-culturais mais interessantes.
Que interesse pode ter se usar a palavra caipira
- mesmo com o prefixo pós - hoje? Pensando nisso,
resolvi voltar aos clássicos, àqueles livros que
definiram os caipiras como grupo cultural na
sociedade brasileira. Comecei pelos textos de
Monteiro Lobato que criaram o personagem Jeca
Tatu. Nunca tinha lido esses textos, talvez por
pudor, talvez por achar que ia me deparar com
lado mais careta e reacionário de Monteiro
Lobato, um lado que gostaria de esquecer e fingir que não existia.
Preferia guardar na memória as minhas lembranças
de infância, da época em que lia sua coleção
infantil sem parar. Monteiro Lobato me ensinou a
gostar do Brasil, de um determinado Brasil que
até hoje traduz os aspectos mais interessantes
que descubro e defendo em nossa cultura. Acho até
que fiz o Música do Brasil por causa dele, dessas
leituras. Entendo os problemas, ou o que existe
de problemático em sua obra. Por exemplo: seu
anti-modernismo; ou a caricatura de cultura
afro-brasileira representada por Tia Nastácia
(apesar de Tia Nastácia ter me levado a admirar a
cultura afro-brasileira); entre muitos outros
aspectos que considero equivocados ou ingênuos.
Mas, pelas informações que tinha sobre Jeca Tatu,
custava a acreditar que um cara tão inteligente
quanto Monteiro Lobato, que gostava tanto da
cultura popular brasileira, teria podido criar
uma imagem tão simplista do (na verdade um
furioso ataque contra o) caipira, que naquela
época ele ainda chamava de caboclo.
Fui direto ao texto. De início encanta o estilo:
deve ter sido um susto na redação do Estado de
São Paulo, quando o texto chegou como carta no
final de 1914: quem é esse cara que vive no
interior e escreve tão bem, com tanta
mordacidade? Concordando ou não com o que é dito
ali, não podemos deixar de achar o texto uma delícia.
Mas hoje não dá pra levar a argumentação do texto
à sério. Fazer uma crítica rigorosa é uma tarefa
quase ridícula (mesmo se quisermos elogiar o que
existe de interessante nas entrelinhas, como um
proto-ecologismo ou um combate ao conservadorismo
ou coronelismo político que ainda hoje domina
grande parte de nossas relações sociais
interioranas). Vou aqui fazer um outro exercício,
talvez - para o gosto de muitos leitores - bem
amalucado: quero inverter alguns argumentos de
Monteiro Lobato, enxergando qualidades naquilo
que para ele só podia ser defeito.
Vou tratar o Jeca Tatu como herói, pelos mesmos
motivos que na visão de Monteiro Lobato ele era
uma praga ou um motivo de vergonha
nacional. Vamos à sua descrição, com citações
tiradas dos textos do criador do Sítio do Picapau
Amarelo: o caipira seria "espécie de homem
baldio, seminômade, inadaptável à civilização,
mas que vive à beira dela na penumbra das zonas
fronteiriças." E mais: "recua para não
adaptar-se." Ou então: "existe a vegetar de
cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao
progresso." Eis aí, naquilo que Monteiro Lobato
enxergava como vício, todos os traços de um herói
contracultural (ainda mais hoje, quando falar bem do ócio voltou à moda).
É claro: se achamos, como muita gente continuar a
achar, que a chegada da "civilização", ou a
adaptação à "civilização" (por si só um conceito
duvidoso: afinal, o que é ser civilizado? há só
uma maneira de civilizar-se?) é um bem
indiscutível, temos que condenar o Jeca Tatu. Mas
se duvidarmos da bondade ou das boas-intenções da
"civilização"? Não devemos celebrar o homem
inadaptado, que recua e não abraça sorridente o
"progresso", que desconfia do "civilizado" e por
isso prefere viver "na penumbra das zonas fronteiriças"?
Fico tentado em pensar essas sombrias zonas
fronteiriças criadas/habitadas pelos caipiras
como exemplos daquilo que Hakim Bey chama de
zonas autônomas temporárias, ou TAZ (do inglês
Temporary Autonomous Zone). Mas fico ainda mais
tentado a pensar o caipira como um nômade
anti-capitalista, como aqueles descritos na
filosofia de Gilles Deleuze. Encontrei este texto
numa conferência que Deleuze fez sobre Nietzsche
intitulada Pensamento Nômade: "é verdade que, no
centro, as comunidades rurais estão presas e
fixadas pela máquina burocrática do déspota, com
seus escribas, seus padres, seus funcionários;
mas na periferia, as comunidades entram num outro
tipo de aventura, num outro tipo de unidade dessa
vez nomádica, numa máquina de guerra nômade, e se
descodificam no lugar de se deixar
sobrecodificar." Parece a descrição das
comunidades caipiras segundo Monteiro Lobato. Com
uma diferença importantíssima: Deleuze gosta dos nômades. Eu também gosto.
Então, mesmo o silêncio do caipira, mesmo a
aparente facilidade com que o caipira deixa se
manipular pelas forças governistas, pode ser
pensado como uma estratégia para se manter à
parte, nunca chamando a atenção. Esse silêncio
seria uma determinação de nunca compactuar, e
sempre fugir (fingindo estar sendo "tocado") -
parece a maioria silenciosa de Jean Baudrillard,
que se recusando à participar acaba destruindo os
fundamentos da representação política... Essa é
uma estratégia político-cultural
sofisticadíssima. Como revela, sem perceber a
radicalidade da estratégia, o próprio Monteiro
Lobato: "E agora? Que fazer processá-lo [o
caipira]? Não há recurso legal contra ele. A
única pena possível, barata, fácil e já
estabelecida como praxe, é 'tocá-lo'." Como se
toca um cachorro. Mas aí quem toca está fazendo
justamente o que o caipira quer: sair dali,
desaparecer sem compactuar, sem se tornar um
empregado obediente ou "civilizado".
Monteiro Lobato diz: "o caboclo é uma quantidade
negativa." Isso é lindo. Resume tudo. E poderia
se tornar um lema para o movimento pós-caipira:
radicalizar a negatividade: sumir quando correr
perigo de se deixar aprisionar por um estilo; ser
como a Natascha Kinsky no filme No Fundo do
Coração: cuspe na chapa quente, que desaparece
sem deixar vestígio: como os índios, que não
tinham "história", que muita gente acha que são
menores por não terem deixado documentos ou
monumentos; eles eram mais espertos, e não
andavam por aí carregando o peso de bibliotecas e
museus. Volto a citar Monteiro Lobato: "um ano
que passe e só este [o sapezeiro] atestará sua
[do caipira] estada ali; o mais se apaga como por
encanto." Não fica "nada que seja revelador de
permanência." Pelo contrário: os caipiras, como
os índios das terras baixas sul-americanas (sem o
Estado dos Incas), eram os mestres da impermanência.
Estamos reaprendendo, com a tecnologia digital, a
fazer essa mágica: o "apagar por encanto" que é o
"esquecimento como força ativa", para voltar a
citar o Nietzsche de Deleuze. Pensei nisso ao
redescobrir uma entrevista de 1981 - quase
esquecida - com Ralf Hutter, do Kraftwerk. A
banda vai para o estúdio todos os dias. Mas grava
pouquíssimo. Ele dizia na entrevista: "Fitas são
históricas. No momento em que você termina a
gravação, elas se tornam históri-cas. Você
termina com um excesso de história. Nós tentamos
esquecer muito da música que tocamos." E
complementa: "Nós somos as Brigadas Vermelhas da
música. Penso que temos um ponto de vista muito
determinado. Nós achamos que o mundo da música é
muito ori-entado para a história, para as
gravações. Nós queremos projetar uma atividade mais anár-quica."
O Kraftwerk e as máquinas nos ensinam a esquecer
e apagar, a viver o momento do remix e não querer
guardá-lo para sempre (ninguém tem espaço nem
interesse para armazenar tanta coisa!) Até porque
o mundo já está transbordando de coisas,
documentos e monumentos. Por que essa compulsão
de guardar tudo? Não é melhor ficar "de cócoras",
aproveitando a impermanência de tudo (o mais
legal é remixar, é ver todo mundo remixando, e
não comprar o disco dos remixes).
Começando a concluir: caipirando o uso das
máquinas, não corremos o risco apontado por
Antonio Candido, aquele do "saudosismo
transfigurador" ou de "uma verdadeira utopia
retrospectiva", que pensa o tempo "dos antigo"
como o tempo da fartura, e lamenta o presente. Um
verdadeiro pós-caipira (anti o
caipira-estilizado-de-festa-junina, festa sempre
nostálgica do antigo, do que já passou - mas isso
não quer dizer que o estilo junino não seja
útil... ou mesmo o sertanejo-hiperpop de Sandy &
Junior... tudo é radicalmente reciclável...)
aproveita radicalmente o presente, sem se
preocupar com o registro do que está vivendo.
Todo o resto, como diria o Jeca Tatu de Monteiro
Lobato, "não paga a pena." Porque não paga mesmo!
Presente? O que é o presente para um pós-caipira?
O presente pode ser uma maneira de se perder no
tempo, como disse Gilberto Gil: "jeca total deve
ser jeca tatu... um tempo perdido... interessante
a maneira do tempo... ter perdição quer dizer, se
perder no correr, decorrer da história". Esse
presente, assim pensado e vivido, não é
certamente o fim da história, mas a história
vivida sem a ilusão da evolução totalitária. Cada
pós-caipira tem seu próprio tempo, e sua maneira
- acocoradamente correta - de estar no tempo.
Lição: o tempo do mangue-beat: nada nostálgico da
pureza perdida do maracatu; e por isso o maracatu
está mais vivo do que nunca. Hoje. O mangue-beat
nos ensinou a botar fogo na cultura local,
afrociberdelificando-a. É preciso agora
jeco-centrificar o afrociberdelificado. Para
fazer coro com o Jeca Tatu de Monteiro Lobato: "Eta fogo bonito!"
13 julho, 2006
A Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto
O que está embaixo é como o que está no alto
O que está no alto é como está embaixo
Por essas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só
E como todas essas coisas são e provêm de Um
Pela mediação do Um assim todas as coisas são nascidas dessa única coisa por adaptação
O Sol é seu pai
A Lua é sua mãe
O vento trouxe em seu ventre
A terra é sua nutriz e receptáculo
O pai de todo Telema do mundo universal está aqui
Sua força ou potência está inteira se ela é convertida em terra
Tu separarás a terra do fogo e o sutil do espesso suavemente com grande desvelo
Pois ascende da terra e descende do céu
E recebe a força das coisas superiores e das coisas inferiores
Tu terás por esse meio a glória do mundo
E toda a obscuridade fugirá de ti
É a força de toda a força
Pois ela vencerá qualquer coisa sutil e penetrará qualquer coisa sólida
Assim o mundo foi criado
Disso sairão admiráveis adaptações das quais aqui o meio é dado
Por isso fui chamado Hermes Trismegisto
Tendo as três partes da filosofia universal
O que disse da obra solar está completo.
13 junho, 2006
a ultima festa do mussolini
ultima das inescrupulosas festas do mussolini, que ja deram muito o que falar.
a formula de sucesso novamente é aplicada e encrementada com uma possivel banda ao vivo surpresa ainda nao confirmada (entederam pq surpresa? haha)
um jecatron sound system de maior qualidade (cabos novos, hehe)
os ultra-delirantes mussolinis, desafio obrigatório, e cerveja copo-a-copo como sempre...o lema é não desperdiçar e não deixar esquentar.
no comando do jecatron>
> jecawilly
> NigAA brown
> e eu, na humilde...
(os nomes eu inventei agora)
apresentando a qualidade sonora já tão conhecida.
o lugar é o de sempre (mapa só no convite)
e o preço é 10 reais, convites com natalia, bié, negão e eu.
é isso, mussa eu...mussa você, baby!
(obs: pega leve a tarde, se correr tudo bem na copa, o brasil vai estar desputando as oitavas de final no dia, então ve se não chapa a tarde pra não chegar pedindo leite na balada,rs)
16 maio, 2006
Jécatown no Sunday Times
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-2180402_2,00.html
12 maio, 2006
01 maio, 2006
AMAZING – HOUSE MUSIC
22h
djs
LEANDRO P.
CLAUDIO MANSUR
JULIAN BENDALL (Bah Samba) Londres - Reino Unido
A história do grupo Bah Samba começa com o fundador Julian Bendall que aprendeu ainda criança a produzir soul, funk e jazz, tendo inclusive, trabalhado com outro famoso grupo Brand New Heavies.
Desde então Julian se tornou uma referência para escrever e produzir músicas ao lado de djs e produtores como Phil Asher, Electric Soul, Modaji, Ultra Nate, Blaze, e Bobby & Steve, Alexander O Neal entre outros. Julian lançou seu primeiro single com o grupo Bah Samba. O single Carnival com remixes de Phil Asher conquistou o mundo e deu notoriedade suficiente para o grupo produzir o segundo clássico Reach Inside que entrou na compilação A Night at Playboy Mansions (revista Play Boy).
Como dj Julian Bendall tem um estilo original e único para tocar deep e soulful house. Entre os países que já tocou, destaque para Japão, França, Bélgica, Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Espanha, entre outros.
www.bahsamba.co.uk
MARCOS SKIN
patrocínio: Baden Baden
apoio: DCE UNITAU
Realização: Outromundo marketing cultural / www.grooveland.com.br
Local: Av. Álvaro Marcondes de Mattos, n. 1501
Estrada da CESP
JÉCATOWN – SP
$20 estudante | $20 c/ flyer | $40 inteira
info: 12 3622 3763 / 9154 2615
25 abril, 2006
Em boca fechada não entra mosquito
11 abril, 2006
Gas, Ass & Grass ..... Supergrass!
Se não fosse o stress que antecedeu a rock trip devido a pessoas descomprometidas com o trasnporte coletivo governado pelo comandante Cícero que quase puseram a trip deste que vos fala em grande perigo, o fim de semana teria sido perfeito. De certa maneira foi ...
Chegando no local ja dava pra sentir o clima pelas plaquinhas vermelhas, sem logotipo nenhum esplhadas pela estrada: "show de rock ->". Enfim, estavamos dentro da tal hípica. A medida que íamos chegando na portaria ja era possivel ver a muvuca hype-indie-cool-rocker-mucho-loka-round-the-world portando seus acessórios mais do que "essenciais" e mantendo o penteado acima de tudo ...
Ai ja fomos recepcionados com aquele goró vermelhinho horrivel que havia patrocinado aquela bagunça toda. E tinha gelo(!) mas anyway ... dispensável.
Por fim chegamos ao centro da coisa. Po, perfeito! esquema pequeno .. aconchegante ... mta grama ... pastos por todos os lados .... morros verdes no horizonte .... e no meio disso tudo uma tenda repleta de banheiros quimicos .. e que acreditem se quiserem: não havia fila, nem mal cheiro e tinha até mesmo (achei isso uma irônia por parte da organização) papel higienico folha dupla, branquinho e macio. Além dessa tenda havia mais duas para bar, caixa e black dog e mais duas para a galera de esparramar. No centro de tudo isso o palco.... pequeno ... acessivel ... e rodeado por grama. Diz ai ... perfeito!
Bom, vamos ao que interessa ...
Ja esparramados pela grama .. numa boa sombra ... e bem de frente pro palco distante não mais do que 40mts estava assistindo a banda q abriria o festival. Montage do Ceará ... e o protagonista daquilo era uma figura branca, magra, com blusinha feminina vermelha e sainha jeans de popozuda que lembrava mto o loirinho do Party Monster. Eles tocavam um electro techno meio freak ... enfim ... a sonoridade não era ruim ... mas tbm nao me fez a cabeça.
Deposi deles entrou Digitaria de BH .... po ... esse me fizeram a cabeça ! eletronico de peso ... guitarras .. distorções .... barulhinhos e afins .... mto bom. Bom mesmo ... procurem!
Nessa o clima ainda estava calmo ... e verde!
Então começou o rock de verdade .... Walverdes ... gauchos .... peso! Mto bom ... naõ conhecia mto deles não .. quase nada (ó .... começou a tocar simpathy for the devil agora na radio .. versão 67!!! seria um sinal .... aff ... não ha nada o que snalizar agora ... desconsiderem) mas me agradou.
Depois deles .. a continuação ficou a cargo dos estranhos-nadadenovo-distorcidos-quetemgentequeaindapagapau-nadademais Ludovic. Sou suspeito pra falar do show deles .... nao consigo gostar daquela .... parada. Enfim ... deixa pra lá ....
Depois deles, se não me falha a memória cronológica, foi a vez dos Veteranos do Mission of Burma .... e C-A-R-A-L-H-O ... que show ... não conhecia... mas adorei. Imagine um REM mais pesado ... menos careta .... mais jovial .... po .... eram eles .... mas ja de cabelos grisalidos (ou grisalhos) tb.
Ah ! pára tudo ! sabia que tinha algo errado!
Antes do Mission of Burma foi o show do Cachorro Grande ... que po ... sei la .. sabe como é ... eu adorei! Só achei muito bizarro o final ... qdo eles quebraram bateria e tal ... e aquele gordo feio de bigodinho tentou (em vão) subir no teclado/pianinho e ficou la .. meio agaxado, meio de quatro, meio tremendo, meio recioso, desbruçado sobre o pianinho. Foi meio "estranho" pra nao dizer outra coisa.
Agora sim ... voltando a ordem correta dos fatos .... rolou o show do Nação. Porra ... fuderoso como sempre! e o melhor ... seus tambores fizeram chover! eu vi! ... foi fantastico.
Depois deles foi a vez do (ja com sinais de caduquisse) IRA!. Dispenso comentários ... Hendrix q o diga ..... aquele cover de foxy lady foi de fuder. E a versão em portugues de clash que eles insistem em tocar e acham o máximo tbm foi ... de fuder! Enfim ... passô... passô ....
Ai sim .... com chuva .. atraso .... corre corre ...deu-se inicio ao show q todos esperavam .... supergrass. Que ja começou com hits antigos e botando a galera pra pular e cantar. Depois de algumas musicas que todos conheciam, eles apresentaram seu album novo (mais tranquilo). Tocaram umas 3 musicas e sairam .... bebe uma agua daqui ... da uma palavra dali .... entao se escuta no microfone: "some rock n roll would be nice .. ham ?!" e sim .... foi "so fuckin nice!". Dai entao, até o fim do show seguiu-se uma sequencia de hits que nao deixou niguem parado.
Ja não tinha mais pernas .... o show tinha acabado .... ainda tinha mais pela frente (fixmer & McCarthy)... mas nao fiquei pra ver .... tomei o caminho do barro rumo a van .... e assim acabou a rock trip.
Nice ... ham ?











